O Vice-presidente do Clube de Xadrez de Florianópolis (CXF) e Campeão actual de Florianópolis, Daniel Brandão, informa no seu excelente blogue Xadrez Dojo que traduziu o artigo Getting Better in Chess: The Critical Mistake to Avoid, da grande mestre feminina Natalia Pogonina que esta publicou em Chess.com.
É para esta tradução de Daniel Brandão que publicou no sítio do CXF, que remeto os leitores, permitindo-me transcrever um excerto, a título de introdução.
Para GMs jogar xadrez é como andar de bicicleta. É difícil e não há como descrever em detalhes como se consegue, mas depois de um tempo de prática você fica bastante hábil.
Natalia Pogonina
Todos os dias recebo várias mensagens de fãs (obrigado, pessoal!) e muitas delas são dedicadas ao assunto sempre atual “como posso melhorar no xadrez?”. Faço o melhor para oferecer boas orientações para cada um, no entanto há um caso comum que pode ser comentado nessa coluna. Mostrarei uma das mensagens recentes (um pouco editada por questão de discrição):
Gostaria de perguntar sobre como aprender a pensar em xadrez corretamente. Espero que você tenha tempo para responder. Se não tiver, entenderei. Sou um amador e tenho trabalhado muito para melhorar. Na última semana li o livro The Improving Chess Thinker de Dan Heisman. Ele trata do nosso processo de raciocínio no xadrez. Tenho a impressão agora que minha maneira de refletir enquanto jogo não é sempre estruturada e disciplinada como deveria ser. Às vezes movo sem pesar suficientemente as consequências.
Agora minha pergunta é: como você acha que nós (amadores) poderíamos desenvolver uma maneira correta de pensar durante a partida? Você recebeu algum treinamento em relação a isso? Qual seria seu conselho? Espero não lhe tomar tempo com essas questões.
E aqui está a minha resposta (também com algumas edições e acréscimos):
Se você realmente quiser melhorar na prática, não deveria cometer o erro crítico dos amadores. Isto é, acreditar que xadrez necessita de um conhecimento especial, um QI incrível, memória fenomenal, etc. Isso ajuda, mas não é essencial a menos que você queira passar dos 2700 pontos de rating.
Como vi no Chess.com e em outros sites, o problema típico é que muitas pessoas gastam tempo demais lendo livros sobre teoria, meio-jogo, etc. sem jogar com frequência. E aí vem a história clássica:
Quando o campeão mundial Mikhail Tal estava realizando uma simultânea no exterior (fora da União Soviética) pela primeira vez, inicialmente ele ficou bastante receoso. Ele foi até Sosonko e disse algo como: «às vezes perco para amadores soviéticos em simultâneas, mas esses caras parecem verdadeiros profissionais – sabem tanto de teoria quando eu!». Sosonko riu e disse: «relaxe, depois de 15 lances eles começam a jogar por si mesmos…». E, de fato, depois disso vários oponentes perderam em cerca de dez lances, já que eles não sabiam realmente jogar xadrez, apenas memorizaram aberturas…
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on Sunday, August 8th, 2010 at 10:48 pm and is filed under Artigos, Natalia Pogonina.
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