O substituído ministro da Justiça, Alberto Costa, ficará para a história do desporto em Portugal como o homem que se recusou a criar e a instalar o Tribunal Arbitral do Desporto.
Dispenso-me aqui de referir o historial deste processo de que fui dando alguma informação ao longo do tempo. Nem sequer respondeu ao pedido de informação que enviei – através do deputado do CDS-PP, Pedro Mota Soares – em 20 de Março passado.
É, também, por estas razões que vale a pena ler a crónica de hoje do jurista Carlos Abreu Amorim, publicada no Correio da Manhã
Ministro modelo
De início, o ex-ministro da Justiça, Alberto Costa, queria fazer qualquer coisinha. Talvez, até, dar nas vistas: arremeteu contra os dois meses de férias judiciais. Conseguiu virar contra si quase toda as coutadas da Justiça. Costa abanou, não tombou mas nunca mais se restabeleceu.
A partir daí Costa optou pelo paradigma básico de
A deusa está fora do corpo?
qualquer ministro que preze a sua sobrevivência: a invisibilidade. Cultivou esse dote, em si natural, aliás, com invulgar mestria: esquivou-se, sumiu-se, em suma, aguentou-se inocuamente em funções.
Na sala dos Conselhos de Ministro a deveria existir um retrato desta figura tão expressiva da arte de mal governar em Portugal – para lembrar aos outros que qualquer marca é sinónimo de uma vida política próspera e sã.
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on Thursday, October 29th, 2009 at 6:42 pm and is filed under Carlos Abreu Amorim, Crónicas, Min Justiça.
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