Excerto da entrevista de Anatoly Karpov a Big Think, onde o grande mestre aborda o “pico” das capacidades de um xadrezista.
Com que idade normalmente os jogadores de xadrez
alcançam o “pico” das suas capacidades?
No meu tempo, era, digamos, de 25 a 35, agora é mais cedo porque têm mais informações, têm computadores e, depois, bem, talvez os jovens tenham mudado e por isso penso que deverá ser a partir dos 18, ou, pelo menos, dos 20 aos 30.
Leia-se agora a proposta de João Cordovil apresentada em 2005 sobre o Rejuvenescimento da Selecção Nacional Absoluta
Que na Selecção Nacional Absoluta metade dos jogadores não ultrapasse os 35 anos de idade em todas as provas onde Portugal não tem aspirações a obter uma das três (a cinco) primeiras posições.
Comentário: Em 2005 a média de idades dos dez melhores será de 37,9 anos e a do grupo seguinte de 36,7; dos 50 primeiros ficará em 36,26 e nos cem baixa apenas para 35,43.
Esta medida não deverá ainda provocar exclusões até à próxima Olimpíada (na última a média foi de 34 anos) mas será um limite. Há enorme falta de renovação entre os principais valores do x. Nacional (apenas seis sub-20 figuram no quadro dos primeiros cem). Há umas décadas a zona dos 30/35 anos era considerada como média do máximo desenvolvimento (combinando pujança física com maturidade e conhecimentos). Num futuro, não muito longe, poderá cair para os 25/30 ou mesmo menos; basta verificar o número de GMs e MIs que vão surgindo antes dos 20 anos de idade.

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