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Archive for the ‘Desporto’ Category

IDP disponibiliza as “estatísticas do desporto federado” com os dados fornecidos pelas federações desportivas

Monday, July 4th, 2011

Estatísticas do Desporto 1996_2009

 

Pode ler-se na página do Instituto do Desporto de Portugal (IDP) a notícia de que

O Instituto do Desporto de Portugal, I.P. disponibiliza as estatísticas do desporto, contribuindo para o conhecimento da evolução e funcionamento do sistema desportivo e cumprindo a sua função de recolha, tratamento e publicação de informação indispensável à decisão dos agentes públicos e privados na área do desporto.

As estatísticas do desporto têm como principal objectivo apresentar os principais indicadores das dimensões mais significativas da actividade desportiva federada.

As dimensões relacionadas com a actividade desportiva federada consideradas são: a produção desportiva – as medalhas conquistadas; o financiamento; os praticantes, considerando a sua distribuição no território nacional, o sexo e os escalões etários; os factores humanos e a sua formação – treinadores, árbitros e dirigentes; e a luta contra a dopagem.

Em boa verdade não se tratam das estatísticas do desporto em Portugal mas, como o IDP esclarece, das «dimensões relacionadas com a actividade desportiva federada», isto é, «os indicadores mais relevantes da actividade física e desportiva em Portugal» cujos «dados [foram] fornecidos pelas próprias federações desportivas.»
Admitindo que alguns dados possam não ser fiáveis, pela falta de tradição, rigor e exigência no apuramento dos dados por certas federações, ainda assim, não deixará de se um contributo importante para um melhor conhecimento do desporto federado, modalidade a modalidade.
Só o facto destes indicadores verem a luz do dia e serem disponibilizados publicamente já é importante. Esperemos que eles transmitam a realidade desportiva federada do nosso pais e sejam motivo de reflexão na estratégia de desenvolvimento das respectivas modalidades.
Entre as diversas modalidades disponibilizadas nas cerca de 90 páginas, encontra-se naturalmente o xadrez cuja análise cuidada pode ser efectuada pelos interessados.
Segundo o blogue O desporto e a sua economia, as «publicações do instituto e as estatísticas que actualmente estão no seu site e que irão estar no futuro no site da Fundação Francisco Manuel dos Santos, na base de dados PORDATA.» Uma excelente notícia.

Programa do XIX Governo Constitucional para o “Desporto e a Juventude”

Tuesday, June 28th, 2011

Medidas sobre “Desporto e Juventude” [p.96-99] constantes do Programa do XIX Governo Constitucional

 


Desporto e Juventude

 

O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos – Desporto com todos e para todos – e pretende criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selecções nacionais e o desporto profissional.

 

Objectivos estratégicos

- Incrementar a prática desportiva contribuindo para uma população portuguesa mais saudável;

- Melhorar a acessibilidade e aumentar a participação desportiva por parte de cidadãos mais vulneráveis (portadores de deficiências, crianças e jovens, praticantes seniores, imigrantes, reclusos, etc.);

- Incentivar um modelo de colaboração entre e com os vários intervenientes da sociedade civil, movimento associativo, agentes desportivos e entidades públicas administrativas a todos os níveis;

- Actuar de forma mais interventiva na construção de uma sociedade que valoriza a ética no desporto, procurando erradicar fenómenos como a corrupção, a violência, a dopagem, a intolerância, o racismo e a xenofobia.

 

Medidas

- Realizar um programa que fomente a prática desportiva contínua ao longo da vida, contemplando inicialmente a introdução à prática desportiva e à competição através da dinamização do desporto escolar, clubes e associações e promovendo a identificação, desenvolvimento e profissionalização de talentos em centros de alto rendimento;

- Promover o aumento da prática desportiva no ensino superior, incentivando a criação de serviços desportivos académicos e preparando o estatuto estudante -atleta, bem como o apoio à participação nas Universíadas;

- Apostar num projecto de identificação e desenvolvimento de jovens talentos no desporto, em particular no âmbito dos Programas de Preparação Olímpica e Paralímpica e das Esperanças Olímpicas e em articulação com o movimento federado;

- Ajustar os estatutos de acesso ao alto rendimento, compatibilizando-os com a formação escolar dos atletas (“carreiras duais”), com modelos de gestão mista dos centros de alto rendimento;

- Promover o “mecenato desportivo” e integrá-lo no Estatuto dos Benefícios Fiscais;

- Profissionalizar os agentes desportivos e qualificá-los através de um Plano Nacional de Formação, v.g. nas vertentes da gestão e do treino em parceria com as universidades e, internamente, nas federações;

- Analisar a gestão de direitos desportivos visando a optimização do financiamento público e privado do desporto;

- Avaliar e redefinir os critérios públicos de apoio às práticas desportivas tendo em conta o contexto macroeconómico e os novos pressupostos de integração no estatuto de alto rendimento e a sua conciliação com outros financiamentos das federações e comités Olímpico e Paralímpico. Neste contexto, cabe assegurar a requalificação e a melhoria das infra-estruturas e materiais de apoio à prática desportiva como o Centro de Alto Rendimento do Jamor, alterando o seu modelo de gestão, e através da reestruturação do modelo gestionário do serviço público de medicina desportiva, privilegiando a instalação de unidades médicas e de controlo de treino nos Centros de Alto Rendimento com parcerias com o sector privado;

- Modernizar e desenvolver o parque desportivo nacional e viabilizar a gestão e utilização das instalações, equipamentos e infra-estruturas existentes com vista ao seu integral aproveitamento;

- Proceder a uma revisão pontual do ordenamento jurídico – desportivo existente e eventual adopção de novos diplomas após uma maturação da vigência da actual legislação;

- Criação de um “Tribunal Arbitral do Desporto”;

- Reformular a missão e a composição do Conselho Nacional do Desporto;

- Intensificar a interligação entre os sectores audiovisual público e do Desporto;

- Criação de um sistema nacional de informação e estatística desportiva, o “atlas desportivo interactivo e actualizado”;

- Projectar o Desporto Nacional internacionalmente e de forma concertada com o Turismo através de um criterioso apoio à organização de candidaturas a grandes eventos desportivos internacionais na base de um efectivo retorno económico, turístico e desportivo.

Portugal tem condições para criar um Programa de Embaixadores que beneficie da notoriedade internacional dos praticantes desportivos nacionais e também da notoriedade de desportistas internacionais que actuam em Portugal e o Governo promoverá uma maior cooperação bilateral e multilateral com países do espaço lusófono, europeu e ibero-americano, bem como junto de organizações internacionais.

 

Objectivos estratégicos

- Criar condições para melhorar o nível de saúde e bem-estar com iniciativas específicas para a Juventude em sectores como a prevenção e actuação nas situações de combate às drogas e ao álcool e na protecção sexual;

- Promover, junto dos professores e restantes profissionais do ensino, competências para aumentar as suas capacidades no diagnóstico e apoio a situações de saúde e bem-estar dos jovens;

- Reforçar as medidas específicas para o combate ao desemprego dos mais jovens, estimulando o empreendedorismo económico e social;

- Estabelecer um enquadramento legal claro face a comportamentos que colocam em perigo a segurança dos outros, quer a título preventivo, quer envolvendo entidades, autoridades e instituições locais e da sociedade civil através de acções efectivas de resposta a comportamentos anti-sociais e ilegais;

- Motivar os jovens – monitorizando e apoiando projectos de associações juvenis ou pelo incremento de projectos públicos locais como o “Turismo Juvenil” – para participarem de forma activa nas suas comunidades e na cidadania.

 

Aparentemente, não passa de um conjunto de generalidades, aplicável a um qualquer governo.

Consta do Programa, entre outras medidas, «Proceder a uma revisão pontual do ordenamento jurídico – desportivo existente e eventual adopção de novos diplomas …»mas só «… após uma maturação da vigência da actual legislação.»

Vamos ver se será apenas maquilhagem ou uma alteração profunda, como se impõe, do regime jurídico das federações desportivas que domesticou o movimento associativo ao impôr a interferência do estado na organização e funcionamento das federações e mesmo das associações.

Quanto à «Criação de um “Tribunal Arbitral do Desporto” esperemos que seja desta vez que passamos a ter uma instância livre e independente que julgue de direito e não de interesse as diversas questões no seio do movimento desportivo que por falta desta via e dos elevados custos dos tribunais inviabilizam qualquer tentativa acesso a Justiça e permitem que a impunidade.

A ver vamos, porque esperança é coisa que não faltará após os laurentinos anos que nos governaram.

Programa do XIX Governo Constitucional para o “Desporto e a Juventude”

Tuesday, June 28th, 2011

Medidas sobre “Desporto e Juventude” [p.96-99] constantes do Programa do XIX Governo Constitucional

 

Desporto e Juventude

 

O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos – Desporto com todos e para todos – e pretende criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selecções nacionais e o desporto profissional.

 

Objectivos estratégicos

- Incrementar a prática desportiva contribuindo para uma população portuguesa mais saudável;

- Melhorar a acessibilidade e aumentar a participação desportiva por parte de cidadãos mais vulneráveis (portadores de deficiências, crianças e jovens, praticantes seniores, imigrantes, reclusos, etc.);

- Incentivar um modelo de colaboração entre e com os vários intervenientes da sociedade civil, movimento associativo, agentes desportivos e entidades públicas administrativas a todos os níveis;

- Actuar de forma mais interventiva na construção de uma sociedade que valoriza a ética no desporto, procurando erradicar fenómenos como a corrupção, a violência, a dopagem, a intolerância, o racismo e a xenofobia.

 

Medidas

- Realizar um programa que fomente a prática desportiva contínua ao longo da vida, contemplando inicialmente a introdução à prática desportiva e à competição através da dinamização do desporto escolar, clubes e associações e promovendo a identificação, desenvolvimento e profissionalização de talentos em centros de alto rendimento;

- Promover o aumento da prática desportiva no ensino superior, incentivando a criação de serviços desportivos académicos e preparando o estatuto estudante -atleta, bem como o apoio à participação nas Universíadas;

- Apostar num projecto de identificação e desenvolvimento de jovens talentos no desporto, em particular no âmbito dos Programas de Preparação Olímpica e Paralímpica e das Esperanças Olímpicas e em articulação com o movimento federado;

- Ajustar os estatutos de acesso ao alto rendimento, compatibilizando-os com a formação escolar dos atletas (“carreiras duais”), com modelos de gestão mista dos centros de alto rendimento;

- Promover o “mecenato desportivo” e integrá-lo no Estatuto dos Benefícios Fiscais;

- Profissionalizar os agentes desportivos e qualificá-los através de um Plano Nacional de Formação, v.g. nas vertentes da gestão e do treino em parceria com as universidades e, internamente, nas federações;

- Analisar a gestão de direitos desportivos visando a optimização do financiamento público e privado do desporto;

- Avaliar e redefinir os critérios públicos de apoio às práticas desportivas tendo em conta o contexto macroeconómico e os novos pressupostos de integração no estatuto de alto rendimento e a sua conciliação com outros financiamentos das federações e comités Olímpico e Paralímpico. Neste contexto, cabe assegurar a requalificação e a melhoria das infra-estruturas e materiais de apoio à prática desportiva como o Centro de Alto Rendimento do Jamor, alterando o seu modelo de gestão, e através da reestruturação do modelo gestionário do serviço público de medicina desportiva, privilegiando a instalação de unidades médicas e de controlo de treino nos Centros de Alto Rendimento com parcerias com o sector privado;

- Modernizar e desenvolver o parque desportivo nacional e viabilizar a gestão e utilização das instalações, equipamentos e infra-estruturas existentes com vista ao seu integral aproveitamento;

- Proceder a uma revisão pontual do ordenamento jurídico – desportivo existente e eventual adopção de novos diplomas após uma maturação da vigência da actual legislação;

- Criação de um “Tribunal Arbitral do Desporto”;

- Reformular a missão e a composição do Conselho Nacional do Desporto;

- Intensificar a interligação entre os sectores audiovisual público e do Desporto;

- Criação de um sistema nacional de informação e estatística desportiva, o “atlas desportivo interactivo e actualizado”;

- Projectar o Desporto Nacional internacionalmente e de forma concertada com o Turismo através de um criterioso apoio à organização de candidaturas a grandes eventos desportivos internacionais na base de um efectivo retorno económico, turístico e desportivo.

Portugal tem condições para criar um Programa de Embaixadores que beneficie da notoriedade internacional dos praticantes desportivos nacionais e também da notoriedade de desportistas internacionais que actuam em Portugal e o Governo promoverá uma maior cooperação bilateral e multilateral com países do espaço lusófono, europeu e ibero-americano, bem como junto de organizações internacionais.

 

Objectivos estratégicos

- Criar condições para melhorar o nível de saúde e bem-estar com iniciativas específicas para a Juventude em sectores como a prevenção e actuação nas situações de combate às drogas e ao álcool e na protecção sexual;

- Promover, junto dos professores e restantes profissionais do ensino, competências para aumentar as suas capacidades no diagnóstico e apoio a situações de saúde e bem-estar dos jovens;

- Reforçar as medidas específicas para o combate ao desemprego dos mais jovens, estimulando o empreendedorismo económico e social;

- Estabelecer um enquadramento legal claro face a comportamentos que colocam em perigo a segurança dos outros, quer a título preventivo, quer envolvendo entidades, autoridades e instituições locais e da sociedade civil através de acções efectivas de resposta a comportamentos anti-sociais e ilegais;

- Motivar os jovens – monitorizando e apoiando projectos de associações juvenis ou pelo incremento de projectos públicos locais como o “Turismo Juvenil” – para participarem de forma activa nas suas comunidades e na cidadania.

 

Aparentemente, não passa de um conjunto de generalidades, aplicável a um qualquer governo.

Consta do Programa, entre outras medidas, «Proceder a uma revisão pontual do ordenamento jurídico – desportivo existente e eventual adopção de novos diplomas …»mas só «… após uma maturação da vigência da actual legislação.»

Vamos ver se será apenas maquilhagem ou uma alteração profunda, como se impõe, do regime jurídico das federações desportivas que domesticou o movimento associativo ao impôr a interferência do estado na organização e funcionamento das federações e mesmo das associações.

Quanto à «Criação de um “Tribunal Arbitral do Desporto” esperemos que seja desta vez que passamos a ter uma instância livre e independente que julgue de direito e não de interesse as diversas questões no seio do movimento desportivo que por falta desta via e dos elevados custos dos tribunais inviabilizam qualquer tentativa acesso à Justiça e permitem a impunidade.

A ver vamos, porque esperança é coisa que não faltará após os laurentinos anos que nos governaram.

O Mirante: Casa do Xadrez com honras de 1ª Página !

Wednesday, May 4th, 2011

click nas imagens para as aumentar...


Aqui fica o texto completo da notícia para mais fácil leitura:


« Desporto

Jogadores juntam-se todas as sextas-feiras à noite para descomprimirem de uma semana de trabalho e aproveitam para treinar

Clube de Xadrez de Alpiarça sobe à segunda divisão nacional


Jogadores entre os 29 e 61 anos, com diversas actividades profissionais, mas sobretudo amantes do xadrez, juntam-se semanalmente com olhos postos nos tabuleiros e nas peças. Juntam o puro amadorismo ao sucesso desportivo em Alpiarça.


Todas as sextas-feiras à noite os jogadores do Clube de Xadrez de Alpiarça cumprem o mesmo ritual. Juntam-se na sede do clube no primeiro andar do edifício onde até à década de 70 funcionou a escola primária. Jogam partidas de xadrez, dando indicações das melhores tácticas e apontando os erros das jogadas.

Em cima da mesa da sala dois tabuleiros de xadrez prontos a serem utilizados. Os relógios cronometram o tempo para as partidas serem o mais aproximado possível com os campeonatos que disputam. O whisky, as cervejas e os cigarros ajudam a estimular o raciocínio das jogadas e a descomprimir de uma semana de trabalho. Na estante, junto à janela que dá acesso à varanda, a maior parte dos livros apresenta possíveis jogadas de xadrez e a continuidade dessas jogadas.

A equipa de xadrez de Alpiarça conquistou o primeiro lugar da sua série disputando a segunda divisão nacional da modalidade na próxima época desportiva. Um lugar pelo qual lutavam há algum tempo desde que há três anos desceram à terceira divisão nacional por questões administrativas. “Há três anos a Federação emitiu um novo regulamento em que as equipas que não tivessem jogadores jovens inscritos e a participarem nas provas teriam que descer de divisão. Foi uma injustiça mas não tivemos hipótese porque não tínhamos jogadores com as idades que eles queriam”, justifica Pedro Vinagre.

“O xadrez não é para cromos nem para inteligentes”

Apesar de se chamar Clube de Xadrez de Alpiarça a maioria dos jogadores é de Santarém, sendo que um é de Rio Maior. A equipa começou por jogar, na década de 70, em Santarém. Entretanto, quando a autarquia lhes retirou a sala onde treinavam e mudaram-se para Rio Maior onde jogaram durante vários anos. Há cerca de cinco anos um dos colegas de Alpiarça arranjou um espaço na vila e a formação mudou-se para a localidade alterando também o nome da equipa.

A Casa do Xadrez de Alpiarça é composta por vários jogadores com idades entre os 29 e 61 anos, com diferentes profissões. Informáticos, professores, bancários, antigos oficiais da Marinha juntam-se semanalmente para desfrutarem de uma paixão comum: o xadrez. Os jogadores concordam que o xadrez ainda é visto por “muita gente” como um bicho-de-sete-cabeças mas garantem que essa teoria não passa de um mito. “O xadrez não é só para cromos nem para inteligentes. O xadrez é para todas as idades para inteligentes e menos inteligentes. É um jogo que é tudo menos parado. Quem está dentro do jogo sente a movimentação que se passa em cima de um tabuleiro”, esclarece Luís António, auditor bancário.

Luís António garante ainda que o xadrez desenvolve e estimula o raciocínio humano e que vários estudos realizados provam que os alunos que praticam xadrez apresentam melhores resultados a nível de aprendizagem. “Em vez de oferecerem playstations podem oferecer um tabuleiros com as peças de xadrez. É mais barato e mais enriquecedor”, garante Pedro Vinagre.

O próximo objectivo da Casa do Xadrez de Alpiarça é regressar à primeira divisão nacional onde já jogou durante vários anos. Os jogadores têm noção que será difícil manterem-se na primeira divisão uma vez que a maioria dos participantes joga a um nível profissionais e as suas vidas profissionais não lhes permite dedicarem-se à modalidade a tempo inteiro. O grupo prefere continuar a manter o seu ritual de se juntarem todas as sextas-feiras pela madrugada dentro a conviverem enquanto estimulam o cérebro com mais umas partidas de xadrez. »


por jornal O Mirante

O Mirante: Casa do Xadrez com honras de 1ª Página !

Wednesday, May 4th, 2011

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Aqui fica o texto completo da notícia para mais fácil leitura:


« Desporto

Jogadores juntam-se todas as sextas-feiras à noite para descomprimirem de uma semana de trabalho e aproveitam para treinar

Clube de Xadrez de Alpiarça sobe à segunda divisão nacional


Jogadores entre os 29 e 61 anos, com diversas actividades profissionais, mas sobretudo amantes do xadrez, juntam-se semanalmente com olhos postos nos tabuleiros e nas peças. Juntam o puro amadorismo ao sucesso desportivo em Alpiarça.


Todas as sextas-feiras à noite os jogadores do Clube de Xadrez de Alpiarça cumprem o mesmo ritual. Juntam-se na sede do clube no primeiro andar do edifício onde até à década de 70 funcionou a escola primária. Jogam partidas de xadrez, dando indicações das melhores tácticas e apontando os erros das jogadas.

Em cima da mesa da sala dois tabuleiros de xadrez prontos a serem utilizados. Os relógios cronometram o tempo para as partidas serem o mais aproximado possível com os campeonatos que disputam. O whisky, as cervejas e os cigarros ajudam a estimular o raciocínio das jogadas e a descomprimir de uma semana de trabalho. Na estante, junto à janela que dá acesso à varanda, a maior parte dos livros apresenta possíveis jogadas de xadrez e a continuidade dessas jogadas.

A equipa de xadrez de Alpiarça conquistou o primeiro lugar da sua série disputando a segunda divisão nacional da modalidade na próxima época desportiva. Um lugar pelo qual lutavam há algum tempo desde que há três anos desceram à terceira divisão nacional por questões administrativas. “Há três anos a Federação emitiu um novo regulamento em que as equipas que não tivessem jogadores jovens inscritos e a participarem nas provas teriam que descer de divisão. Foi uma injustiça mas não tivemos hipótese porque não tínhamos jogadores com as idades que eles queriam”, justifica Pedro Vinagre.

“O xadrez não é para cromos nem para inteligentes”

Apesar de se chamar Clube de Xadrez de Alpiarça a maioria dos jogadores é de Santarém, sendo que um é de Rio Maior. A equipa começou por jogar, na década de 70, em Santarém. Entretanto, quando a autarquia lhes retirou a sala onde treinavam e mudaram-se para Rio Maior onde jogaram durante vários anos. Há cerca de cinco anos um dos colegas de Alpiarça arranjou um espaço na vila e a formação mudou-se para a localidade alterando também o nome da equipa.

A Casa do Xadrez de Alpiarça é composta por vários jogadores com idades entre os 29 e 61 anos, com diferentes profissões. Informáticos, professores, bancários, antigos oficiais da Marinha juntam-se semanalmente para desfrutarem de uma paixão comum: o xadrez. Os jogadores concordam que o xadrez ainda é visto por “muita gente” como um bicho-de-sete-cabeças mas garantem que essa teoria não passa de um mito. “O xadrez não é só para cromos nem para inteligentes. O xadrez é para todas as idades para inteligentes e menos inteligentes. É um jogo que é tudo menos parado. Quem está dentro do jogo sente a movimentação que se passa em cima de um tabuleiro”, esclarece Luís António, auditor bancário.

Luís António garante ainda que o xadrez desenvolve e estimula o raciocínio humano e que vários estudos realizados provam que os alunos que praticam xadrez apresentam melhores resultados a nível de aprendizagem. “Em vez de oferecerem playstations podem oferecer um tabuleiros com as peças de xadrez. É mais barato e mais enriquecedor”, garante Pedro Vinagre.

O próximo objectivo da Casa do Xadrez de Alpiarça é regressar à primeira divisão nacional onde já jogou durante vários anos. Os jogadores têm noção que será difícil manterem-se na primeira divisão uma vez que a maioria dos participantes joga a um nível profissionais e as suas vidas profissionais não lhes permite dedicarem-se à modalidade a tempo inteiro. O grupo prefere continuar a manter o seu ritual de se juntarem todas as sextas-feiras pela madrugada dentro a conviverem enquanto estimulam o cérebro com mais umas partidas de xadrez. »


por jornal O Mirante

O Mirante: Xadrez de Alpiarça…

Monday, May 2nd, 2011
click na imagem para conseguir ler a notícia...

O Mirante: Xadrez de Alpiarça…

Monday, May 2nd, 2011
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Correio do Ribatejo: Xadrez de Alpiarça…

Saturday, April 30th, 2011

click na imagem para conseguir ler a notícia...

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“O que têm as mulheres de tão específico?” Dra Katia Runio

Friday, April 22nd, 2011

Artigo da Dra Katia Rubio no Blog da Katia Rubio:


O que têm as mulheres de tão específico?

Ouço com certa freqüência essa pergunta. Além de ter que conviver com piadas desagradáveis do tipo que fomos feitas a partir de um pedaço da costela de Adão, ou que somos uma caixa preta como disse Freud ou ainda que somos sensíveis dos nervos, como sugeriu Pierre de Coubertin.

Independente dos argumentos o que podemos observar é que ao longo de alguns séculos as mulheres buscaram de diferentes formas, com mais ou menos sucesso, firmar sua identidade. No âmbito esportivo isso se deu a duras penas. Na Antiguidade a exclusão feminina era justificada pelo não exercício da cidadania. No final do século XIX, a condição de coadjuvantes era justificada pela fragilidade física e emocional.

No entanto, o que se observou ao longo do século XX foi a crescente participação feminina não apenas no ambiente competitivo, mas também em terrenos consagrados como masculinos, fossem eles no campo da gestão ou na condição de técnicas.

As mulheres atletas brasileiras apresentam uma trajetória de lutas e conquistas, embora bastante distinta das norte-americanas ou européias. Um fato que me chamou a atenção, e provocou um projeto de pesquisa, foi o início da participação feminina brasileira em Jogos Olímpicos se dar em 1932 e, no entanto, as primeiras medalhas serem conquistadas apenas em 1996. Os resultados da pesquisa apontam várias questões e dentre elas está a falta de cuidado específico com as atletas.
Diante desses dados e buscando entender que a saúde da mulher merece cuidados específicos foi criado o Ambulatório da Mulher Atleta no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo com a coordenação do Prof. Dr. Paulo Margarido, chefe da Ginecologia do HU e minha. A idéia surgiu de nossas preocupações com atletas que vínhamos atendendo e apresentavam demandas específicas e que escapavam às avaliações habituais. Atletas com variações de humor em função de variação hormonal podem ver todo o esforço de 4 anos de trabalho, um ciclo olímpico, se perder. Sabe-se que a incidência de fraturas por stress em mulheres atletas é muito maior que em homens e isso também parece estar relacionado com a variação hormonal. Essas e tantas outras inferências nos mobilizaram a oferecer um serviço que pudesse contribuir para a carreira de mulheres atletas, não apenas para os próximos Jogos Panamericanos ou os Jogos Olímpicos de 2012 e 2016, mas pensando principalmente nas muitas gerações que ainda virão e que poderão ser respeitadas na sua singularidade, como atletas, como mulheres e como cidadãs.

“O que têm as mulheres de tão específico?” Dra Katia Runio

Friday, April 22nd, 2011

Artigo da Dra Katia Rubio no Blog da Katia Rubio:


O que têm as mulheres de tão específico?

Ouço com certa freqüência essa pergunta. Além de ter que conviver com piadas desagradáveis do tipo que fomos feitas a partir de um pedaço da costela de Adão, ou que somos uma caixa preta como disse Freud ou ainda que somos sensíveis dos nervos, como sugeriu Pierre de Coubertin.

Independente dos argumentos o que podemos observar é que ao longo de alguns séculos as mulheres buscaram de diferentes formas, com mais ou menos sucesso, firmar sua identidade. No âmbito esportivo isso se deu a duras penas. Na Antiguidade a exclusão feminina era justificada pelo não exercício da cidadania. No final do século XIX, a condição de coadjuvantes era justificada pela fragilidade física e emocional.

No entanto, o que se observou ao longo do século XX foi a crescente participação feminina não apenas no ambiente competitivo, mas também em terrenos consagrados como masculinos, fossem eles no campo da gestão ou na condição de técnicas.

As mulheres atletas brasileiras apresentam uma trajetória de lutas e conquistas, embora bastante distinta das norte-americanas ou européias. Um fato que me chamou a atenção, e provocou um projeto de pesquisa, foi o início da participação feminina brasileira em Jogos Olímpicos se dar em 1932 e, no entanto, as primeiras medalhas serem conquistadas apenas em 1996. Os resultados da pesquisa apontam várias questões e dentre elas está a falta de cuidado específico com as atletas.
Diante desses dados e buscando entender que a saúde da mulher merece cuidados específicos foi criado o Ambulatório da Mulher Atleta no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo com a coordenação do Prof. Dr. Paulo Margarido, chefe da Ginecologia do HU e minha. A idéia surgiu de nossas preocupações com atletas que vínhamos atendendo e apresentavam demandas específicas e que escapavam às avaliações habituais. Atletas com variações de humor em função de variação hormonal podem ver todo o esforço de 4 anos de trabalho, um ciclo olímpico, se perder. Sabe-se que a incidência de fraturas por stress em mulheres atletas é muito maior que em homens e isso também parece estar relacionado com a variação hormonal. Essas e tantas outras inferências nos mobilizaram a oferecer um serviço que pudesse contribuir para a carreira de mulheres atletas, não apenas para os próximos Jogos Panamericanos ou os Jogos Olímpicos de 2012 e 2016, mas pensando principalmente nas muitas gerações que ainda virão e que poderão ser respeitadas na sua singularidade, como atletas, como mulheres e como cidadãs.

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