Archive for the ‘Desporto’ Category
O Mirante e a Casa do Xadrez de Alpiarça
Thursday, April 14th, 2011«Federações desportivas são o pior que existe» Prof. José Manuel Meirim
Sunday, February 13th, 2011«… Os responsáveis da FIFA não têm realmente interesse em desempenhar um papel activo na elucidação e prevenção das violações do código de ética da FIFA» Gunter Hirsch
Tuesday, January 11th, 2011Saboroso comentário do mestre Armando Inocentes no seu blogue, no artigo Outra lição desportiva… Vale a pena ler com atenção.
Ele fala para dentro da FP Karaté, mas podia estar a falar para dentro de outras, como a FP Xadrez… tão carenciada ela anda.
Outra lição desportiva foi dada por um dirigente do Comité de Ética da FIFA: o alemão Gunter Hirsch demitiu-se desse Comité e criticou o processo de atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022, pode hoje ler-se em «A Bola», na sua última página.
São conhecidas as suspensões de alguns dirigentes que alegadamente venderam os seus votos antes dessas atribuições.
«Os últimos acontecimentos deram-me a impressão de que os responsáveis da FIFA não têm realmente interesse em desempenhar um papel activo na elucidação e prevenção das violações do código de ética da FIFA», esclareceu o demissionário.
Pena não termos dirigentes e treinadores de karaté a darem exemplos destes…
E eu a pensar em boa dúzia de dirigentes associativos e federativos do xadrez que lhe deveriam seguir o exemplo.
Existe um Código de Ética da FIDE mas nenhum deles lhe deve ter posto o nariz em cima… Isto digo eu que nunca vi uma tradução “oficial” publicada na página da FP Xadrez; mas se lá estivesse seria para FIDE ver, seria mais um documento legal ou regulamentar que não seria cumprido, como tantos outros.
«… Os responsáveis da FIFA não têm realmente interesse em desempenhar um papel activo na elucidação e prevenção das violações do código de ética da FIFA» Gunter Hirsch
Tuesday, January 11th, 2011Saboroso comentário do mestre Armando Inocentes no seu blogue, no artigo Outra lição desportiva… Vale a pena ler com atenção.
Ele fala para dentro da FP Karaté, mas podia estar a falar para dentro de outras, como a FP Xadrez… tão carenciada ela anda.
Outra lição desportiva foi dada por um dirigente do Comité de Ética da FIFA: o alemão Gunter Hirsch demitiu-se desse Comité e criticou o processo de atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022, pode hoje ler-se em «A Bola», na sua última página.
São conhecidas as suspensões de alguns dirigentes que alegadamente venderam os seus votos antes dessas atribuições.
«Os últimos acontecimentos deram-me a impressão de que os responsáveis da FIFA não têm realmente interesse em desempenhar um papel activo na elucidação e prevenção das violações do código de ética da FIFA», esclareceu o demissionário.
Pena não termos dirigentes e treinadores de karaté a darem exemplos destes…
E eu a pensar em boa dúzia de dirigentes associativos e federativos do xadrez que lhe deveriam seguir o exemplo.
Existe um Código de Ética da FIDE mas nenhum deles lhe deve ter posto o nariz em cima… Isto digo eu que nunca vi uma tradução “oficial” publicada na página da FP Xadrez; mas se lá estivesse seria para FIDE ver, seria mais um documento legal ou regulamentar que não seria cumprido, como tantos outros.
«A falácia dos números» por Armando Inocentes
Saturday, January 8th, 2011O Mestre Armando Inocentes, aborda no seu artigo, A falácia dos números, em Colectividade Desportiva, a prática do «exercício físico» referido pelosec. Estado do Desporto na entrevista que concedeu ao jornal A Bola.
Em extensa entrevista ao jornal «A Bola» do passado dia 2, ocupando quatro páginas, o Exmº Sr. Secretário de Estado, Dr. Laurentino Dias, nas páginas 2 e 3 (pre) ocupa-se com o futebol – pois afirma, recorrendo aos títulos, que “era meia dúzia a mandar no futebol de Portugal” e que houve um “comportamento indevido de Queiroz” (será «indevido» sinónimo de «perturbador»?) – para nas páginas 4 e 5 dissertar, entrevistado por Vítor Serpa e João Esteves, sobre o trabalho desenvolvido e sobre o lançamento das bases para o futuro do Desporto.
Nesta segunda parte afirma que há “a a necessidade de trabalhar para que haja mais pessoas a fazer desporto” sem especificar que tipo de desporto: profissional? amador? escolar? de lazer ou de ocupação de tempos livres?… E trabalhar quem? Como? Com quê (ou com que verbas e com que material humano e recursos/material/espaços físicos)?
O artigo continua em aqui.
«A falácia dos números» por Armando Inocentes
Saturday, January 8th, 2011O Mestre Armando Inocentes, aborda no seu artigo, A falácia dos números, em Colectividade Desportiva, a prática do «exercício físico» referido pelosec. Estado do Desporto na entrevista que concedeu ao jornal A Bola.
Em extensa entrevista ao jornal «A Bola» do passado dia 2, ocupando quatro páginas, o Exmº Sr. Secretário de Estado, Dr. Laurentino Dias, nas páginas 2 e 3 (pre) ocupa-se com o futebol – pois afirma, recorrendo aos títulos, que “era meia dúzia a mandar no futebol de Portugal” e que houve um “comportamento indevido de Queiroz” (será «indevido» sinónimo de «perturbador»?) – para nas páginas 4 e 5 dissertar, entrevistado por Vítor Serpa e João Esteves, sobre o trabalho desenvolvido e sobre o lançamento das bases para o futuro do Desporto.
Nesta segunda parte afirma que há “a a necessidade de trabalhar para que haja mais pessoas a fazer desporto” sem especificar que tipo de desporto: profissional? amador? escolar? de lazer ou de ocupação de tempos livres?… E trabalhar quem? Como? Com quê (ou com que verbas e com que material humano e recursos/material/espaços físicos)?
O artigo continua em aqui.
A miopia desportiva de Thomaz Morais ilustrada pelo mestre Armando Inocentes com um ‘koan’ do budismo ‘zen’
Thursday, January 6th, 2011O mestre Armando Inocentes, que me honrou com o seu convite para assistir à conferência “Perspectivas sobre Ética e Desporto: que verdade desportiva?”, enquanto entusiasta, como praticante e treinador, tem o blogue karate-do.pt, onde aborda questões bem interessantes que se passam na modalidade e no desporto nacional. Os interessantes, mesmo que não sejam entusiastas daquela modalidade, poderão ler com agrado os artigos.
Permito-me reproduzir aqui, um dos seus últimos textos – Formação, generalizações, falácias, cegos e velas apagadas: no meio de tudo isto quem acaba por sofrer ou quem acaba por ser prejudicado? – pela importância e argúcia que despertam a sua leitura.
Acabei o ano com Tomaz Morais e a ele retorno, pois no último dia do ano escrevia ele na sua crónica («A Bola», pág. 38): “2010 foi um ano repleto de formação e competição nas mais diferentes modalidades desportivas, apesar do desporto ocupar ainda um lugar muito diminuto na estrutura da Sociedade Portuguesa“. Recorrendo à nossa modalidade, verificamos que estamos aqui em presença de uma generalização que incorre numa falácia em relação ao primeiro aspecto, pois 2010 não foi um ano repleto de formação no Karaté… ressalvem-se as iniciativas particulares, pois de federativo nada tivémos!
Isto fez-me recordar um velho conto zen que passo a transcrever[*]:
Hakuin Ekaku, 1685-1768, Dois cegos numa ponte. Tinta em papel, 11 x 33 pol. Colecção Man’yo-an.
Em tempos passados, no Japão, usavam-se lanternas de bambu e papel , com velas dentro. Uma noite, um cego que estivera de visita a um amigo, recebeu uma dessas lanternas para a levar consigo até casa.
- Para que preciso eu de uma lanterna? – perguntou o cego. - Para mim, luz ou escuridão é tudo o mesmo.
- Bem sei que não precisas de uma lanterna para encontrares o teu caminho – replicou o amigo. – Mas, se não a levares, alguém poderá ir de encontro a ti. Portanto, leva-a.
O cego lá partiu com a lanterna mas, ainda não tinha chegado muito longe, alguém chocou de frente com ele.
- Vê lá para onde vais! – exclamou ele para o estranho. – Não consegues ver a lanterna?
- A tua vela apagou-se, irmão! – replicou o estranho.
Alguns, poucos felizmente, mesmo não cegos e de olhos bem abertos, andam por aí mas para eles luz ou escuridão é a mesma coisa!
Alguns, mesmo cegos, felizmente poucos, andam por aí com a vela apagada!
Moral da história: quem acaba por sofrer ou ser prejudicado são os que dão os encontrões àqueles para quem luz ou escuridão é a mesma coisa ou os que chocam com os cegos que andam com a vela apagada!
Mas há um provérbio japonês que diz que “o macaco também cai da árvore”…
*Nyogen Senzaki e Paul Reps, 1987, “101 Histórias Zen”, Lisboa, Ed. Presença.
A Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD) vai cancelar as participações em todas as competições internacionais, caso não sejam saldadas até final do ano as verbas devidas ao abrigo do contrato-programa do Projecto Paralímpico
Thursday, December 30th, 2010
A Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD) vai cancelar as participações em todas as competições internacionais, caso não sejam saldadas até final do ano as verbas devidas ao abrigo do contrato-programa do Projecto Paralímpico.
Em declarações à agência Lusa, Leila Marques, presidente da FPDD afirmou que relativamente ao ano de 2009 «estão ainda em dívida 30 000 euros” e em relação a 2010 a dívida “ascende a 126 500 euros», de um orçamento anual de 416 000 euros.
A federação enviou hoje [no passado dia 22/12] uma carta aberta ao Instituto do Desporto de Portugal (IDP), às secretarias de Estado do Desporto e da Reabilitação e ao Comité Paralímpico de Portugal (CPP), a expor a situação.«Estamos numa grave situação financeira devido ao atraso no cumprimento do contrato-programa, não temos condições para sustentar as participações internacionais», disse Leila Marques, acrescentando: «Enquanto a divida não for saldada, não temos condições para avançar».
A presidente da federação, antiga nadadora paralímpica, acredita que a falta de dinheiro «se deve ao facto de na altura da assinatura do contrato-programa para Londres2012 não ter sido contemplado o número correcto de atletas», que actualmente se cifra nos 32.
Leila Marques garante já ter exposto a situação ao CPP, entidade responsável pela gestão do projeto paralímpico Londres2012. «Eles (CPP) já conheciam as nossas dificuldades financeiras, sabemos que tem estado a negociar junto do IDP uma solução para este problema, mas o que é certo é que a federação não tem mais como protelar a tomada desta decisão», referiu.
Caso se confirme o cancelamento das actividades internacionais, estarão comprometidas as participações nos Jogos Mundiais da IBSA, Campeonato da Europa de Natação IPC, Taça do Mundo de Boccia e dos cinco atletas da deficiência intelectual nos Global Games.Além do cancelamento da participação em provas internacionais estarão também comprometidos os estágios internacionais. As competições nacionais não serão afectadas, porque são da responsabilidade dos clubes.
A FPDD, que tem a seu cargo as modalidades de boccia, atletismo e natação, deixou de gerir a preparação para os Jogos Paralímpicos em 2008, após a constituição do CPP.
O valor global da verba disponibilizada ronda 1,96 milhões de euros, a quatro anos, o que representa um aumento de 50 por cento em relação a Pequim2008.
Lido em Tetraplégicos que transcreve o despacho da Lusa no DN.
A Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD) vai cancelar as participações em todas as competições internacionais, caso não sejam saldadas até final do ano as verbas devidas ao abrigo do contrato-programa do Projecto Paralímpico
Thursday, December 30th, 2010
A Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD) vai cancelar as participações em todas as competições internacionais, caso não sejam saldadas até final do ano as verbas devidas ao abrigo do contrato-programa do Projecto Paralímpico.
Em declarações à agência Lusa, Leila Marques, presidente da FPDD afirmou que relativamente ao ano de 2009 «estão ainda em dívida 30 000 euros” e em relação a 2010 a dívida “ascende a 126 500 euros», de um orçamento anual de 416 000 euros.
A federação enviou hoje [no passado dia 22/12] uma carta aberta ao Instituto do Desporto de Portugal (IDP), às secretarias de Estado do Desporto e da Reabilitação e ao Comité Paralímpico de Portugal (CPP), a expor a situação.«Estamos numa grave situação financeira devido ao atraso no cumprimento do contrato-programa, não temos condições para sustentar as participações internacionais», disse Leila Marques, acrescentando: «Enquanto a divida não for saldada, não temos condições para avançar».
A presidente da federação, antiga nadadora paralímpica, acredita que a falta de dinheiro «se deve ao facto de na altura da assinatura do contrato-programa para Londres2012 não ter sido contemplado o número correcto de atletas», que actualmente se cifra nos 32.
Leila Marques garante já ter exposto a situação ao CPP, entidade responsável pela gestão do projeto paralímpico Londres2012. «Eles (CPP) já conheciam as nossas dificuldades financeiras, sabemos que tem estado a negociar junto do IDP uma solução para este problema, mas o que é certo é que a federação não tem mais como protelar a tomada desta decisão», referiu.
Caso se confirme o cancelamento das actividades internacionais, estarão comprometidas as participações nos Jogos Mundiais da IBSA, Campeonato da Europa de Natação IPC, Taça do Mundo de Boccia e dos cinco atletas da deficiência intelectual nos Global Games.Além do cancelamento da participação em provas internacionais estarão também comprometidos os estágios internacionais. As competições nacionais não serão afectadas, porque são da responsabilidade dos clubes.
A FPDD, que tem a seu cargo as modalidades de boccia, atletismo e natação, deixou de gerir a preparação para os Jogos Paralímpicos em 2008, após a constituição do CPP.
O valor global da verba disponibilizada ronda 1,96 milhões de euros, a quatro anos, o que representa um aumento de 50 por cento em relação a Pequim2008.
Lido em Tetraplégicos que transcreve o despacho da Lusa no DN.
Financiamento estatal às federações desportivas quase estagnou
Thursday, December 30th, 2010O jornalista Marco Vaza, publicou no Público, um artigo sobre o financiamento público ao desporto ou mais exactamente às federações desportivas com estatuto de utilidade pública desportiva.
O artigo é esclarecedor sobre os montantes que o Estado entrega às federações desportivas que aceitaram o regime jurídico das federações desportivas, aprovado acerca de dois anos.
São 60 as federações desportivas que recebem apoios do Estado, em cinco itens: desenvolvimento à prática desportiva, alta competição, eventos internacionais, enquadramento técnico e formação. Em 2009, os apoios estatais às federações e ao COP foram de 41,9 milhões de euros, número que não tem sofrido grandes oscilações nos últimos anos – em 2000, foram 37 milhões e atingiu o ponto mais baixo em 2004, com 33 milhões, crescendo para 35 em 2005 e 40 em 2006.
A grande maioria das federações depende do apoio do Estado para sobreviver. Algumas não resistiram, como a de halterofilismo, outras, como a de vela, estão quase a fechar portas. Há outros casos, como o da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que tem outra capacidade para se autofinanciar (patrocínios, quotizações, bilheteira, participação em grandes competições), pelo que os apoios estatais têm menor peso.
Mesmo assim, a FPF foi a que mais recebeu (4,1 milhões) em 2009. Um valor comparativamente menor ao recebido por outras federações, tendo em conta que é a modalidade com mais praticantes. A Federação Portuguesa de Atletismo é a segunda nesta lista, tendo recolhido, em 2009, 3,9 milhões de euros – o atletismo tinha nesse ano 14.500 atletas federados. Entre as federações que mais recebem, estão ainda o andebol (3,05 milhões) e o voleibol (2,6 milhões). A canoagem, que tem tido bastantes resultados de destaque nos últimos tempos, recebeu, em 2009, 468 mil euros.
O artigo continua aqui.
- 2º Sem 2008: € 58.460,00;
- 1º Sem 2009: € 53.200,00;
- 2º Sem 2009: € 57.800,00
- 1º Sem 2010: € 53.360,00;




