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Archive for the ‘Entrevista’ Category

Axel Jomeyer entrevista o GM Viktor Korchnoi que nos fala sobre a sua vida, a China, a parapsicologia, a religião, a vida depois da morte…

Saturday, September 4th, 2010

Entrevista concedida por Viktor Korchnoi a Axel Jomeyer em 2005, IV parte: a sua vida, a China, a parapsicologia, a religião…

A entrevista foi conduzida em alemão mas esta quarta parte é a única que se encontra legendada em francês. A entrevista é de 2005, mas mantém toda a sua actualidade nos temas abordados por Korchnoi.


© Jomeyer Film [Axel Jomeyer www.jomeyer.de]

Sobre os mitos que rodeiam o xadrez feminino ou as respostas a um questionário de verão da GMf Natalia Pogonina

Thursday, August 19th, 2010

“As mulheres casadas fazem roque para a direita”

A grande mestre feminina Natalia Pogonina aborda alguns dos mitos sobre o xadrez feminino na entrevista concedida a Mikhail Khomitch, da revista ProSport.


1. Durante o match para o campeonato do mundo Anand teve um grande mestre famoso do sexo feminino  na sua equipa, foi por isso que ele saiu vitorioso.

Isto poderia muito bem ser verdade! Há tanto secretismo sobre estes matchs... Afinal, Kasparov, Carlsen, Kramnik tiveram de ajudá-lo.


2. Carlsen traz um saco plástico para cada partida, enquanto as jogadoras trazem bolsas Birkin e cachorros chihuahua.

Carlsen certamente benefiia o saco de plástico. Os gostos das mulheres diferem: pode ser Birkin, pode ser Gucci. Transportar um cão consigo não é bom – vai distrair mais do que uma vuvuzela.

3. Quando fazem a mala para um torneio, as jogadores trazem vestidos de noite para cada sessão.

A maioria das jogadores de xadrez são esmeradas e têm sempre alguma roupa agradável com elas, incluindo um vestido de noite. Por isso, é claro que não é um por dia.

4. Enquanto a adversária está a pensar, as jogadoras retiram um espelho e começam a retocar a maquilhagem.

Se algo está errado (por exemplo, com o aspecto do cabelo), uma xadrezista pode ficar nervosa e errar. É melhor ir à casa de banho, para o fixar.

5. Plain Janes joga com mais vigor contra beldades.

Só se eles têm complexos psicológicos com isso. Mais, não há raparigas não atraentes no xadrez.

6. Quando as classificações Elo FIDE (ratings) são calculadas, as mulheres recebem pontos adicionais por serem bonitas.

A FIDE não emprega essa regra, caso contrário não haveria homens no topo da classificação!

7. Judit Polgar tem inveja das outras mulheres que tentam jogar com os homens.

Não, nada disso. É sabido que ela apoia a emancipação feminina.

8. As irmãs Polgar são na realidade irmãos Polgar.

Omg! Não, são grandes irmãs. O xadrez teria sido muito infeliz sem elas.

9. As mulheres casadas rocam sempre para a direita e as solteiras – para a esquerda [em russo "para ir para a esquerda" significa "cometer adultério" - Pogonina.com].

Todas as jogadoras são tão imprudentes que rocam para a direita e para a esquerda.

10. O chefe do júri de um concurso de beleza recente entre as xadrezistas foi Kasparov.

Seria excelente realizar tal concurso, especialmente, com Kasparov no cargo. Garry é um expert quando se trata de beleza feminina!

11. As mulheres não jogam blitz (rápidas) porque têm medo de partir uma unha.

Pelo contrário, as mulheres são muito eficazes em rápidas – uma unha comprida pode ajudar a fazer um lance extra!

12. As xadrezistas têm tabuleiros cor de rosa e peças com cristais embutidos.

Infelizmente, não. Mas algumas de nós têm laptops cor de rosa!

13. As raparigas louras têm dificuldade para dominar as regras do jogo.

Sim, é um facto bem conhecido. Por isso, têm que fazê-lo durante a partida!

14. Kosteniuk e Morozevich estão a disputar constantemente quem é o símbolo sexual do xadrez russo.

Bem, eles parecem ser de sexo diferente, não? Mas, no xadrez não se ouve falar muito em grande mestres gay, o nosso desporto é muito tradicional!

Lido no sítio da GMf  Natalia Pogonina.

Entrevista de Anatoly Karpov a ‘Europe-Echecs’[Interview d'Anatoly Karpov]

Wednesday, August 18th, 2010


Europe Echecs a réalisé une interview vidéo du candidat à la présidence de la FIDE, Anatoly Karpov, qui accuse Kirsan Ilioumjinov de faire pression sur les pays et les délégués.


A Europe-Echecs realizou uma entrevista ao candidato presidencial da FIDE, Anatoly Karpov, que acusa Kirsan Ilyumzhinov de fazer pressões sobre as federações e os delegados.


A vídeo-entrevista, em inglês, concedida a Gérard Demuydt, num total de cerca de 15 minutos, está dividida em três partes e poderá não estar completa em relação à edição em papel da revista Europe-Echecs.


«A condição prévia que um país necessita para desenvolver o xadrez é a existência de um amplo movimento de massas» – Karpov em entrevista ao jornal ‘Tuoi Tre’

Wednesday, July 28th, 2010

 

O VietNamNet Bridge, aproveitando a estadia de Karpov no Vietname em campanha para a presidência da FIDE, publicou a entrevista que o ex-campeão do mundo, concedeu ao diário local Tuoi Tre. É a tradução dessa entrevista que se apresenta de seguida:

 

Anatoly Karpov na cidade de Ho Chi-Minh 
  

Karpov, de 59 anos, foi muito amável. Com um sorriso permanente e verbo fácil para conversar com todos os que gostam de xadrez. Participou na cerimónia de abertura do Camponato Nacional de Rápidas de Jovens 2010 e partilhou a sua experiência com jovens xadrezistas vietnamitas.

Karpov antes de viajar para a Malásia, conversou com o jornal Tuoi Tre.

 

Para alguém se tornar Grande Mestre de xadrez como você, o que é mais importante, talento ou treino?

Penso que o talento conta 20 por cento do sucesso e até 80 por cento de treino duro e experiência ganha das suas próprias partidas.

 

Quais as condições necessárias que um país necessita para desenvolver o xadrez?

A condição prévia é um amplo movimento de xadrez. Depois os xadrezistas devem mostrar o seu profissionalismo. Além disso, o apoio do Governo e das empresas é muito importante.

 

O que conhece do xadrez do Vietname?

Têm o Le Quang Liem, que tem jogado em grandes torneios mundiais. Acredito que o Vietname tenha muitos talentos e que em breve seja o lar para muitos campeões mundiais de xadrez.

 

Os xadrezistas têm um bom raciocínio matemático. Não seria melhor que em vez de jogarem xadrez estudassem [investigassem, research] matemática?

Não sei, mas o xadrez ajuda muito na vida. Através do xadrez, as pessoas podem treinar o seu pensamento lógico e disciplina para se aperfeiçoarem e melhorarem a sua memória.

 

Como é que o jogod e xadrez beneficia os alunos?

O jogo de xadrez desenvolveu-se muito nas últimas duas décadas. Têm aparecido mais mestres e grandes mestres de xadrez. Em muitos países, o xadrez é ensinado nas escolas. É o berçário para descobrir quem vão ser os grandes mestres de xadrez e excelentes matemáticos.

 

Se for eleito presidente da FIDE, o que vai fazer para desenvolver o xadrez?

Su for eleito, vou isentar de taxas de registo os títulos de mestres e grandes mestres e irei dar o meu melhor para apoiar os movimentos de xadrezistas dos países em desenvolvimento.

O desenvolvimento do xadrez deve provir dos movimentos de massas, por isso vou criar, pelo menos, um clube de xadrez para cada grupo estário em nações com movimentos de xadrez.

No Vietname, pensei na criação e dois clubes de xadrez, um na cidade de Ho Chi Minh e outro na cidade de Hanói.

 

Entrevista disponível aqui.

(Sublinhados da responsabilidade de Ala de Rei)

 

Gostei da entrevista.
Karpov ofereceu algumas idéias interessantes como os “movimentos de xadrez” nos países em desenvolvimento e a criação de “clubes de xadrez” onde existirem movimentos de massas. 

Não ficou claro como ele vai obter o apoio e empenho das federações nacionais da modalidade e, em particular, como vai financiar estes projectos numa FIDE depauperada de fundos e com fracos ou inexistentes movimentos de xadrez.

Entrevista com Viktor Kapustin, presidente da Fed. Ucraniana de Xadrez e candidato a Tesoureiro da FIDE

Friday, July 23rd, 2010

Extraordinária e muito oportuna entrevista de Viktor Kapustin, presidente da Federação Ucraniana de Xadrez e simultaneamente, pelo ticket de Karpov, candidato a Tesoureiro da FIDE.

Apreciei as suas ideias claras e definidas sobre a organização e gestão,  a origem e gestão dos recursos financeiros, a não dependência de fundos públicos, a parceria público-privada, a falta de supervisão e disciplina na utilização dos fundos, o despesismo e má utilização dos recursos e a popularização e prestígio do xadrez, enfim, o que verdadeiramente interessa criar e por em funcionamento para que seja possível para dirigir a organização mundial de xadrez de forma séria e justa, sem compadrios, intolerâncias e corrupções que propiciam a permanência ilimitada nos cargos.

Uma entrevista a não perder.

Quem é Viktor Kasputin?

Um proeminente especialista bancário e financeiro que foi Presidente do Conselho do JSC Ukreximbank de 2005 até Abril passado.

Na década de 1990, o Sr. Kapustin foi uma figura chave na transição do sistema bancário ucraniano na cena internacional, realizando as primeiras operações com as instituições europeias. Mais tarde, foi presidente do Fundo para o Desenvolvimento da Ucrânia.

Foi o primeiro deputado da Comissão de Finanças do Parlamento ucraniano de 2002-2005. Em 2007, foi distinguido como “Financeiro do Ano na Ucrânia”.

Em 2010 foi eleito Presidente da Federação Ucraniana de Xadrez.



Na sua primeira entrevista exclusiva Viktor Kapustin partilha os seus pontos sobre a forma de gestão da FIDE, o futuro do xadrez na Ucrânia, a captação de recursos para projectos de xadrez – e apela à comunidade internacional para reflectir obre os benefícios do xadrez.

Viktor Kapustin

Entrevista concedida a Olena Boytsun (para a ChessBase)


Por que decidiu candidatar-se a Presidente da Federação Ucraniana de Xadrez?

Descobri o xadrez na infância e sempre acompanhei os acontecimentos importantes do xadrez. A minha carreira não estava ligada ao xadrez, mas tentei apoiar o desenvolvimento do xadrez na Ucrânia, incluindo o apoio financeiro de eventos de xadrez, por exemplo, os campeonatos nacionais. Em Abril de 2010, decorriam as eleições para Presidente da Federação. Quando, no início de 2010 representantes da comunidade ucraniana de xadrez me contactaram e sugeriram que me apoiariam para presidente, analisei a situação do mundo do xadrez e decidi que poderia contribuir. No 24 de Abril fui eleito pelos delegados e desde esse dia a minha preocupação tem sido consolidar a posição do xadrez da Ucrânia e a posição do xadrez ucraniano no mundo.


Diz-se que a Ucrânia terá, este ano, uma das mais fortes selecções olímpicas desde 2004. Já se reuniu com os membros da selecção. Quais são as suas impressões das reuniões?

Muito boas. Todos os xadrezistas, especialmente os do topo, são personalidades fortes e trabalham duramente pelo sucesso. A função de uma federação é prestar todo o apoio aos profissionais. Os xadrezistas devem acreditar que a Federação fará tudo o que for possível para eles. Pode-se ficar seguro que haverá uma abordagem justa do lado da federação ucraniana e espero que do lado dos jogadores haja a mesma abordagem positiva.

Há algumas coisas que, de momento, estão para além das possibilidades, mas vamos tentar concretizá-las. A actuação daqui para a frente é muito importante. Espero que os grandes mestres acreditem que o rumo de desenvolvimento na Federação Ucraniana de Xadrez é positivo. Isto também se refere às posições a nível internacional.

Viktor Kapustin com a selecção nacional feminina


A Ucrânia não era muito activa na gestão da actividade da FIDE ou da ECU [União Europeia de Xadrez] até agora.

A Ucrânia é um país importante do xadrez e, por isso, a Federação Ucraniana de Xadrez deve desempenhar um papel activo em todas as actividades do xadrez. Devemos compreender todas as questões importantes e definir a nossa posição em conformidade. Não sou apenas o presidente da Federação mas também um Presidente Zonal. Tenho obrigações como membro do Conselho Executivo da FIDE e vou cumprir seriamente as minhas obrigações e utilizar toda a minha experiência e recursos para o benefício do xadrez.

Por exemplo, a Federação Ucraniana de Xadrez já elaborou várias propostas para a próxima Assembléia Geral em Setembro e foram inscritas na Ordem de Trabalhos. Também estamos interessados em conhecer as opiniões dos membros do Conselho Presidencial da FIDE [de 24-25] de Julho, em Tromsø, antes da Assembleia Geral. O representante da Federação Ucraniana de Xadrez irá assistir às reuniões, a fim de obter o feedback sobre as propostas. Estamos abertos a qualquer tipo de cooperação e o nosso único objectivo é contribuir para o desenvolvimento do xadrez.


Que tipo de propostas estarão em discussão na reunião do Conselho Presidencial em Tromsø?

Na minha opinião, a popularização do xadrez deve ser uma das principais tarefas da comunidade xadrezista. É por isso que a Federação Ucraniana Xadrez sugere a criação de um prémio especial que será um reconhecimento por parte dos profissionais de xadrez a pessoas fora do xadrez que contribuam para a popularização do jogo de xadrez. Alguns candidatos ao prémio são bem conhecido; por exemplo, ninguém pode negar que Joanne Rowling com os seus livros contribuiu muito para a popularidade do xadrez entre as crianças. Alguns nomes provavelmente não são muito conhecidos e, por isso, o objectivo do prémio é apurar essas pessoas e agradecer-lhes. O prémio será anual e se FIDE concordar em criar tal prémio internacional, então a Federação Ucraniana de Xadrez assumirá todas as suas despesas administrativas e de organização.

A segunda proposta refere-se ao regulamento eleitoral da FIDE e sugere a seguinte mudança: «Ninguém pode ser eleito para o cargo de Presidente da FIDE para mais de dois mandatos consecutivos».

A terceira proposta refere-se à carta aberta do GM Michal Krasenkow, onde manifestou a sua preocupação sobre a criação de prémios individuais em dinheiro nas Olimpíadas de 2010. Depois de ter analisado e consultado os jogadores decidimos apoiar as suas preocupações e submeter ao Conselho Presidencial a carta a pedir a gentileza de rever novamente a situação do fundo monetário para as Olimpíadas, a fim de evitar previsíveis situações, quando o interesse individual contrarie o da selecção.

Também estamos muito interessados no feedback da comunidade xadrezista sobre estas propostas. Para entender as posições dos profissionais de xadrez e das pessoas do xadrez em questões tão importantes como a popularização do jogo, bem como o aumento a eficiência da gestão da Federação Internacional de Xadrez é absolutamente fundamental.


Prof Robert von Weizsäcker (presidente da Federação Alemã de Xadrez, candidato a Presidente da ECU), Anatoly Karpov (candidato à presidência da FIDE), Viktor Kapustin, Horst Metzing (Secretário da Federação Alemã de Xadrez) e Garry Kasparov durante o pequeno-almoço no Hotel Adlon


Assim, uma das proposições da Federação Ucraniana de Xadrez é que ninguém pode ser eleito para o cargo de Presidente da FIDE para mais de dois mandatos consecutivos. Por que pense que é importante e devia ser implementada?

Penso que é razoável. Antes do mais, tal limitação prevê a possibilidade da rotação dos recursos humanos e, portanto, estimula o desenvolvimento de novos planos de acção e decisões. Caso contrário, qualquer organização que seja gerida por pessoas inamovíveis por longos períodos de tempos, torna-se demasiado conservadora e inflexível no seu funcionamento interno e externo. O estímulo para o desenvolvimento desaparece. E os novos candidatos aos lugares também não são motivados, porque não têm objectivos de gestão que possam alcançar, sem possibilidades de trabalhar em posições de gestão de nível superior. Portanto, a limitação a dois mandatos consecutivos para o cargo de Presidente da FIDE é lógico de qualquer ponto de vista, especialmente, tendo em consideração que essa limitação existe na maioria das estruturas políticas mundiais.


Por que decidiu aceitar o convite de Anatoly Karpov para participar na sua candidatura presidencial?

A decisão surgiu na sequência lógica da proposta de limitar a duração do mandato presidencial a dois períodos eleitorais. É natural que se eu tenho esse ponto de vista, devo actuar em conformidade. Anatoly Karpov é um candidato respeitável. Eu não tenho nem pessoal nem qualquer outra queixa contra Kirsan Ilyumzhinov, no entanto, a renovação de qualquer estrutura é a pré-requisito exigido para o seu desenvolvimento. É por isso que eu acredito que o Sr. Karpov como presidente da FIDE irá estimular o processo de mudanças e desenvolvimento da Organização Mundial de Xadrez, bem como para a popularização do xadrez no mundo.


Está nomeado para o cargo de Tesoureiro da FIDE. Porquê exactamente este lugar?

Bem, eu não sou um xadrezista profissional mas tesoureiro profissional. Na minha opinião, o melhor é complementar as tarefas que se consegue executar profissionalmente. A base material do xadrez, bem como para quaisquer outras actividades humanas, é a questão fundamental e sem bem-estar material estável, é improvável que possamos esperar o desenvolvimento ou a popularidade crescente do jogo de xadrez.

Viktor Kapustin e Yuri Kaplun


O que pensa da ligação do xadrez com os negócios?

É essencial.


Qual é o melhor caminho para a captação de fundos no xadrez – procurar o apoio do Estado ou o financiamento privado?

Deve haver financiamento estatal, mas a melhor variável é a parceria público-privada. Naturalmente, um Estado deve apoiar o xadrez, mas nenhum Estado consegue satisfazer todas as necessidades e desejos. Não interessa qual é o tamanho de um orçamento de estado, nunca será suficiente. Além disso, para os beneficiários do financiamento público, em muitos casos é dinheiro “livre” e isto pode prejudicar as coisas. Um estado deve participar no financiamento, até determinado limite, mas o papel moral do Estado também é muito importante. O Estado deve apreciar os cidadãos que alcançam extraordinário sucesso na cena internacional, trazendo glória suplementar para o Estado. Nenhum benefício material pode substituir tal reconhecimento moral.

Os empresários devem desempenhar um papel importante no xadrez e a interacção deve existir em diferentes aspectos. Os empresários – ou melhor dizendo, negócios bem geridos – têm muitas características boas, incluindo a economia e efectiva alocação de recursos. Os recursos do Estado podem não ser usados às vezes da forma mais eficaz, porque o empresário em regra é cauteloso sobre dispender fundos que obtiveram pelo trabalho. É por isso que os empresários podem também actuar como supervisores e disciplinar a utilização dos recursos materiais eficientemente. O volume dos investimentos não garante os resultados.

É por isso que a melhor variável é a dupla parceria. Por um lado, o Estado fornece o que pode, incluindo o apoio moral, por outro lado, empresários agem como patrocinadores e uma espécie de supervisores.


Viktor Vladimirovich, obrigado pela esclarecedora conversa. A minha última pergunta é a seguinte: quais são as suas três associações da palavra “xadrez”?

Em primeiro lugar, diria “estética”. Há estética material (tabuleiro a branco e preto, peças) e imaterial (processo intelectual, pensamento) no jogo. Há harmonia em tudo. Por isso é “intelecto” e, simultaneamente, “resultado”, “acção”, “vitória”. Todos estes conceitos também são importantes para a sociedade humana.


Fotos de Olena Boytsun, Boris Bukhman e Frederic Friedel


Se quiserem partilhar os vossos pontos de vista sobre as questões da popularização do xadrez (incluindo a criação de um prémio especial para os profissionais fora do mundo do xadrez ou sugestão de novos projetos), bem como sobre a questão das mudanças no processo eleitoral da FIDE, por favor, enviem-nas para o Director de Marketing da Federação Ucraniana de Xadrez Olena Boytsun (olena@marketingchess.com). O feedback de todas as opiniões será enviado à atenção de Viktor Kapustin.

(Sublinhados da responabilidade de Ala de Rei)


Entrevista com Viktor Kapustin, presidente da Fed. Ucraniana de Xadrez e candidato a Tesoureiro da FIDE

Friday, July 23rd, 2010

Extraordinária e muito oportuna entrevista de Viktor Kapustin, presidente da Federação Ucraniana de Xadrez e simultaneamente, pelo ticket de Karpov, candidato a Tesoureiro da FIDE.

Apreciei as suas ideias claras e definidas sobre a organização e gestão,  a origem e gestão dos recursos financeiros, a não dependência de fundos públicos, a parceria público-privada, a falta de supervisão e disciplina na utilização dos fundos, o despesismo e má utilização dos recursos e a popularização e prestígio do xadrez, enfim, o que verdadeiramente interessa criar e por em funcionamento para que seja possível para dirigir a organização mundial de xadrez de forma séria e justa, sem compadrios, intolerâncias e corrupções que propiciam a permanência ilimitada nos cargos.

Uma entrevista a não perder.

Quem é Viktor Kasputin?

Um proeminente especialista bancário e financeiro que foi Presidente do Conselho do JSC Ukreximbank de 2005 até Abril passado.

Na década de 1990, o Sr. Kapustin foi uma figura chave na transição do sistema bancário ucraniano na cena internacional, realizando as primeiras operações com as instituições europeias. Mais tarde, foi presidente do Fundo para o Desenvolvimento da Ucrânia.

Foi o primeiro deputado da Comissão de Finanças do Parlamento ucraniano de 2002-2005. Em 2007, foi distinguido como “Financeiro do Ano na Ucrânia”.

Em 2010 foi eleito Presidente da Federação Ucraniana de Xadrez.



Na sua primeira entrevista exclusiva Viktor Kapustin partilha os seus pontos sobre a forma de gestão da FIDE, o futuro do xadrez na Ucrânia, a captação de recursos para projectos de xadrez – e apela à comunidade internacional para reflectir obre os benefícios do xadrez.

Viktor Kapustin

Entrevista concedida a Olena Boytsun (para a ChessBase)


Por que decidiu candidatar-se a Presidente da Federação Ucraniana de Xadrez?

Descobri o xadrez na infância e sempre acompanhei os acontecimentos importantes do xadrez. A minha carreira não estava ligada ao xadrez, mas tentei apoiar o desenvolvimento do xadrez na Ucrânia, incluindo o apoio financeiro de eventos de xadrez, por exemplo, os campeonatos nacionais. Em Abril de 2010, decorriam as eleições para Presidente da Federação. Quando, no início de 2010 representantes da comunidade ucraniana de xadrez me contactaram e sugeriram que me apoiariam para presidente, analisei a situação do mundo do xadrez e decidi que poderia contribuir. No 24 de Abril fui eleito pelos delegados e desde esse dia a minha preocupação tem sido consolidar a posição do xadrez da Ucrânia e a posição do xadrez ucraniano no mundo.


Diz-se que a Ucrânia terá, este ano, uma das mais fortes selecções olímpicas desde 2004. Já se reuniu com os membros da selecção. Quais são as suas impressões das reuniões?

Muito boas. Todos os xadrezistas, especialmente os do topo, são personalidades fortes e trabalham duramente pelo sucesso. A função de uma federação é prestar todo o apoio aos profissionais. Os xadrezistas devem acreditar que a Federação fará tudo o que for possível para eles. Pode-se ficar seguro que haverá uma abordagem justa do lado da federação ucraniana e espero que do lado dos jogadores haja a mesma abordagem positiva.

Há algumas coisas que, de momento, estão para além das possibilidades, mas vamos tentar concretizá-las. A actuação daqui para a frente é muito importante. Espero que os grandes mestres acreditem que o rumo de desenvolvimento na Federação Ucraniana de Xadrez é positivo. Isto também se refere às posições a nível internacional.

Viktor Kapustin com a selecção nacional feminina


A Ucrânia não era muito activa na gestão da actividade da FIDE ou da ECU [União Europeia de Xadrez] até agora.

A Ucrânia é um país importante do xadrez e, por isso, a Federação Ucraniana de Xadrez deve desempenhar um papel activo em todas as actividades do xadrez. Devemos compreender todas as questões importantes e definir a nossa posição em conformidade. Não sou apenas o presidente da Federação mas também um Presidente Zonal. Tenho obrigações como membro do Conselho Executivo da FIDE e vou cumprir seriamente as minhas obrigações e utilizar toda a minha experiência e recursos para o benefício do xadrez.

Por exemplo, a Federação Ucraniana de Xadrez já elaborou várias propostas para a próxima Assembléia Geral em Setembro e foram inscritas na Ordem de Trabalhos. Também estamos interessados em conhecer as opiniões dos membros do Conselho Presidencial da FIDE [de 24-25] de Julho, em Tromsø, antes da Assembleia Geral. O representante da Federação Ucraniana de Xadrez irá assistir às reuniões, a fim de obter o feedback sobre as propostas. Estamos abertos a qualquer tipo de cooperação e o nosso único objectivo é contribuir para o desenvolvimento do xadrez.


Que tipo de propostas estarão em discussão na reunião do Conselho Presidencial em Tromsø?

Na minha opinião, a popularização do xadrez deve ser uma das principais tarefas da comunidade xadrezista. É por isso que a Federação Ucraniana Xadrez sugere a criação de um prémio especial que será um reconhecimento por parte dos profissionais de xadrez a pessoas fora do xadrez que contribuam para a popularização do jogo de xadrez. Alguns candidatos ao prémio são bem conhecido; por exemplo, ninguém pode negar que Joanne Rowling com os seus livros contribuiu muito para a popularidade do xadrez entre as crianças. Alguns nomes provavelmente não são muito conhecidos e, por isso, o objectivo do prémio é apurar essas pessoas e agradecer-lhes. O prémio será anual e se FIDE concordar em criar tal prémio internacional, então a Federação Ucraniana de Xadrez assumirá todas as suas despesas administrativas e de organização.

A segunda proposta refere-se ao regulamento eleitoral da FIDE e sugere a seguinte mudança: «Ninguém pode ser eleito para o cargo de Presidente da FIDE para mais de dois mandatos consecutivos».

A terceira proposta refere-se à carta aberta do GM Michal Krasenkow, onde manifestou a sua preocupação sobre a criação de prémios individuais em dinheiro nas Olimpíadas de 2010. Depois de ter analisado e consultado os jogadores decidimos apoiar as suas preocupações e submeter ao Conselho Presidencial a carta a pedir a gentileza de rever novamente a situação do fundo monetário para as Olimpíadas, a fim de evitar previsíveis situações, quando o interesse individual contrarie o da selecção.

Também estamos muito interessados no feedback da comunidade xadrezista sobre estas propostas. Para entender as posições dos profissionais de xadrez e das pessoas do xadrez em questões tão importantes como a popularização do jogo, bem como o aumento a eficiência da gestão da Federação Internacional de Xadrez é absolutamente fundamental.


Prof Robert von Weizsäcker (presidente da Federação Alemã de Xadrez, candidato a Presidente da ECU), Anatoly Karpov (candidato à presidência da FIDE), Viktor Kapustin, Horst Metzing (Secretário da Federação Alemã de Xadrez) e Garry Kasparov durante o pequeno-almoço no Hotel Adlon


Assim, uma das proposições da Federação Ucraniana de Xadrez é que ninguém pode ser eleito para o cargo de Presidente da FIDE para mais de dois mandatos consecutivos. Por que pense que é importante e devia ser implementada?

Penso que é razoável. Antes do mais, tal limitação prevê a possibilidade da rotação dos recursos humanos e, portanto, estimula o desenvolvimento de novos planos de acção e decisões. Caso contrário, qualquer organização que seja gerida por pessoas inamovíveis por longos períodos de tempos, torna-se demasiado conservadora e inflexível no seu funcionamento interno e externo. O estímulo para o desenvolvimento desaparece. E os novos candidatos aos lugares também não são motivados, porque não têm objectivos de gestão que possam alcançar, sem possibilidades de trabalhar em posições de gestão de nível superior. Portanto, a limitação a dois mandatos consecutivos para o cargo de Presidente da FIDE é lógico de qualquer ponto de vista, especialmente, tendo em consideração que essa limitação existe na maioria das estruturas políticas mundiais.


Por que decidiu aceitar o convite de Anatoly Karpov para participar na sua candidatura presidencial?

A decisão surgiu na sequência lógica da proposta de limitar a duração do mandato presidencial a dois períodos eleitorais. É natural que se eu tenho esse ponto de vista, devo actuar em conformidade. Anatoly Karpov é um candidato respeitável. Eu não tenho nem pessoal nem qualquer outra queixa contra Kirsan Ilyumzhinov, no entanto, a renovação de qualquer estrutura é a pré-requisito exigido para o seu desenvolvimento. É por isso que eu acredito que o Sr. Karpov como presidente da FIDE irá estimular o processo de mudanças e desenvolvimento da Organização Mundial de Xadrez, bem como para a popularização do xadrez no mundo.


Está nomeado para o cargo de Tesoureiro da FIDE. Porquê exactamente este lugar?

Bem, eu não sou um xadrezista profissional mas tesoureiro profissional. Na minha opinião, o melhor é complementar as tarefas que se consegue executar profissionalmente. A base material do xadrez, bem como para quaisquer outras actividades humanas, é a questão fundamental e sem bem-estar material estável, é improvável que possamos esperar o desenvolvimento ou a popularidade crescente do jogo de xadrez.

Viktor Kapustin e Yuri Kaplun


O que pensa da ligação do xadrez com os negócios?

É essencial.


Qual é o melhor caminho para a captação de fundos no xadrez – procurar o apoio do Estado ou o financiamento privado?

Deve haver financiamento estatal, mas a melhor variável é a parceria público-privada. Naturalmente, um Estado deve apoiar o xadrez, mas nenhum Estado consegue satisfazer todas as necessidades e desejos. Não interessa qual é o tamanho de um orçamento de estado, nunca será suficiente. Além disso, para os beneficiários do financiamento público, em muitos casos é dinheiro “livre” e isto pode prejudicar as coisas. Um estado deve participar no financiamento, até determinado limite, mas o papel moral do Estado também é muito importante. O Estado deve apreciar os cidadãos que alcançam extraordinário sucesso na cena internacional, trazendo glória suplementar para o Estado. Nenhum benefício material pode substituir tal reconhecimento moral.

Os empresários devem desempenhar um papel importante no xadrez e a interacção deve existir em diferentes aspectos. Os empresários – ou melhor dizendo, negócios bem geridos – têm muitas características boas, incluindo a economia e efectiva alocação de recursos. Os recursos do Estado podem não ser usados às vezes da forma mais eficaz, porque o empresário em regra é cauteloso sobre dispender fundos que obtiveram pelo trabalho. É por isso que os empresários podem também actuar como supervisores e disciplinar a utilização dos recursos materiais eficientemente. O volume dos investimentos não garante os resultados.

É por isso que a melhor variável é a dupla parceria. Por um lado, o Estado fornece o que pode, incluindo o apoio moral, por outro lado, empresários agem como patrocinadores e uma espécie de supervisores.


Viktor Vladimirovich, obrigado pela esclarecedora conversa. A minha última pergunta é a seguinte: quais são as suas três associações da palavra “xadrez”?

Em primeiro lugar, diria “estética”. Há estética material (tabuleiro a branco e preto, peças) e imaterial (processo intelectual, pensamento) no jogo. Há harmonia em tudo. Por isso é “intelecto” e, simultaneamente, “resultado”, “acção”, “vitória”. Todos estes conceitos também são importantes para a sociedade humana.


Fotos de Olena Boytsun, Boris Bukhman e Frederic Friedel


Se quiserem partilhar os vossos pontos de vista sobre as questões da popularização do xadrez (incluindo a criação de um prémio especial para os profissionais fora do mundo do xadrez ou sugestão de novos projetos), bem como sobre a questão das mudanças no processo eleitoral da FIDE, por favor, enviem-nas para o Director de Marketing da Federação Ucraniana de Xadrez Olena Boytsun (olena@marketingchess.com). O feedback de todas as opiniões será enviado à atenção de Viktor Kapustin.

(Sublinhados da responabilidade de Ala de Rei)


A twitter interview with Viswanathan Anand 22 July 04.30pm live

Thursday, July 22nd, 2010

Twinter interview with

Viswanathan Anand

To most of us, Anand is the embodiment of success and high performance. But his journey to the pinnacle of world chess hasn’t been easy. From failure to virtual neglect by the game’s elite, Anand saw it all before his golden reign of the last three years, when he has been simply unbeatable as the world champion. But he never let the demons take control. He always worked back his way. But then, just what makes him tick?

Now, you can ask the man himself. Tweet your questions to @forbes_india and catch him live here at 4.30 p.m. on July 22, 2010.

You can also mail us your questions early to social.forbesindia@network18online.com

Anatoly Karpov e João Cordovil em sintonia

Wednesday, June 30th, 2010

Excerto da entrevista de Anatoly Karpov a Big Think, onde o grande mestre aborda o “pico” das capacidades de um xadrezista.

Com que idade normalmente os jogadores de xadrezalcançam o “pico” das suas capacidades?

No meu tempo, era, digamos, de 25 a 35, agora é mais cedo porque têm mais informações, têm computadores e, depois, bem, talvez os jovens tenham mudado e por isso penso que deverá ser a partir dos 18, ou, pelo menos, dos 20 aos 30.


Leia-se agora a proposta de João Cordovil apresentada em 2005 sobre o Rejuvenescimento da Selecção Nacional Absoluta


Que na Selecção Nacional Absoluta metade dos jogadores não ultrapasse os 35 anos de idade em todas as provas onde Portugal não tem aspirações a obter uma das três (a cinco) primeiras posições.


Comentário: Em 2005 a média de idades dos dez melhores será de 37,9 anos e a do grupo seguinte de 36,7; dos 50 primeiros ficará em 36,26 e nos cem baixa apenas para 35,43.

Esta medida não deverá ainda provocar exclusões até à próxima Olimpíada (na última a média foi de 34 anos) mas será um limite. Há enorme falta de renovação entre os principais valores do x. Nacional (apenas seis sub-20 figuram no quadro dos primeiros cem). Há umas décadas a zona dos 30/35 anos era considerada como média do máximo desenvolvimento (combinando pujança física com maturidade e conhecimentos). Num futuro, não muito longe, poderá cair para os 25/30 ou mesmo menos; basta verificar o número de GMs e MIs  que vão surgindo antes dos 20 anos de idade.

Big Think entrevistou o GM Anatoly Karpov

Wednesday, June 30th, 2010

O excelente espaço online Big Think (a global forum connecting people and ideas) – ver, a esse propósito os blogues que disponibiliza – publicou ontem, 29/6, um vídeo (20′ 41″), com uma entrevista ao GM Anatoly Karpov.

A entrevista aborda questões de carácter geral como p.ex., o apelo do xadrez, jogar ao nível mundial, quando aprendeu a jogar, a idade do auge, a popularidade do xadrez, a introdução dos computadores e, por aí fora. O seu estilo de jogo, jogar em posições difíceis, jogar calmo depois de um mau lance, as suas fraqueza. Fischer, Morphy, etc.

Considera Kasparov muito bem preparado, mesmo nos dias de hoje, ao nível teórico e das aberturas em especial, com o seu aspecto mais fraco no jogo posicional.

Uma única questão foi levantada sobre a sua candidatura à presidência da FIDE a qual me permito transcrever de seguida:

Why do you want to lead the World Chess Federation?

So this is a unique opportunity now to change the, change the situation. And chess is in danger as profession and so federation which is lacking now in leadership and so they made many mistakes and so now we have feeling that professional chess players have difficulties in financing and such prizes going down and then it’s difficult to keep this profession.

And, internationally, we have a very good situation now because we have grandmaster, Magus Carson from Norway who is one of the best chess players and most probably he will be next world champion, and then we have, we have American player, Hikaru Nakamura, who is also on the top, and then we have Sergey Karjakin in Russia, and then we have good players in China, in Holland, in India, and so it… and then Indian grandmaster, Vishy Anand, he just defended his title in match in Sofia against Bulgarian player, Topalov, and so he’s world champion for many years already and then this is very international view.

And chess, from a time it was just privilege of mostly Soviet players, and later Russian players, but now it became very international so it gives a lot of opportunities.

And these opportunities could be used with new team and I will have top professional team representing, of course different parts of the world.

Big Think disponibiliza mais sete vídeos numa página dedicada a Anatoly Karpov.

Big Think entrevistou o GM Anatoly Karpov

Wednesday, June 30th, 2010

O excelente espaço online Big Think (a global forum connecting people and ideas) – ver, a esse propósito os blogues que disponibiliza – publicou ontem, 29/6, um vídeo (20′ 41″), com uma entrevista ao GM Anatoly Karpov.

A entrevista aborda questões de carácter geral como p.ex., o apelo do xadrez, jogar ao nível mundial, quando aprendeu a jogar, a idade do auge, a popularidade do xadrez, a introdução dos computadores e, por aí fora. O seu estilo de jogo, jogar em posições difíceis, jogar calmo depois de um mau lance, as suas fraqueza. Fischer, Morphy, etc.

Considera Kasparov muito bem preparado, mesmo nos dias de hoje, ao nível teórico e das aberturas em especial, com o seu aspecto mais fraco no jogo posicional.

Uma única questão foi levantada sobre a sua candidatura à presidência da FIDE a qual me permito transcrever de seguida:

Why do you want to lead the World Chess Federation?

So this is a unique opportunity now to change the, change the situation. And chess is in danger as profession and so federation which is lacking now in leadership and so they made many mistakes and so now we have feeling that professional chess players have difficulties in financing and such prizes going down and then it’s difficult to keep this profession.

And, internationally, we have a very good situation now because we have grandmaster, Magus Carson from Norway who is one of the best chess players and most probably he will be next world champion, and then we have, we have American player, Hikaru Nakamura, who is also on the top, and then we have Sergey Karjakin in Russia, and then we have good players in China, in Holland, in India, and so it… and then Indian grandmaster, Vishy Anand, he just defended his title in match in Sofia against Bulgarian player, Topalov, and so he’s world champion for many years already and then this is very international view.

And chess, from a time it was just privilege of mostly Soviet players, and later Russian players, but now it became very international so it gives a lot of opportunities.

And these opportunities could be used with new team and I will have top professional team representing, of course different parts of the world.

Big Think disponibiliza mais sete vídeos numa página dedicada a Anatoly Karpov.

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