Conselhos para os novos jogadores :

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Archive for the ‘Geral’ Category

Laurentino Dias despede-se das federações desportivas no lançamento do livro “Estatísticas do Desporto 1996-2009″

Wednesday, May 18th, 2011

Dr Luís Sardinha, presidente do IDP, durante a apresentação do livro

 

De acordo com a página do Instituto do Desporto de Portugal,

Em cerimónia realizada no Auditório do Centro de Medicina Desportiva, no passado dia 13 de Maio, com a presença do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, o Presidente do Instituto do Desporto de Portugal, IP, Luís Bettencourt Sardinha, apresentou os indicadores mais relevantes da actividade física e desportiva em Portugal, de 1996 a 2009, tomando como referência os três ciclos olímpicos: Atenas: 1997-2000, Sydney: 2001-2004 e Pequim: 2005-2008.

Estes dados, agora compilados em livro – Estatísticas do Desporto 1996_2009 – visam completar e dar coerência ao diagnóstico da realidade desportiva no tocante às federações desportivas e ao enquadramento federado do desporto em Portugal.

No desporto federado é analisado o principal indicador da produção desportiva – as medalhas conquistadas, bem como outras dimensões como o número de praticantes (desagregados por sexo, escalões etários, distritos e regiões autónomas), os factores humanos e organizacionais (treinadores, juízes desportivos e clubes), a sua formação e o financiamento público da administração central ao movimento desportivo, em particular às federações desportivas.

 

Segundo o Correio do Minho,

«O que eu desejo sinceramente é que o próximo governo, que desejo que seja do PS, prossiga este trabalho que tem sido bom para o desporto português, para o sistema desportivo e para as federações», afirmou Laurentino Dias.

Antes de falar aos jornalistas, o secretário de Estado discursou no lançamento do livro Estatísticas do Desporto Federado (1996-2009) perante vários presidentes de federações e terminou a sua intervenção em tom de despedida.

«Apenas quero dizer que gostei muito de trabalhar com todos vós», disse Laurentino Dias, naquela que foi a sua última frase antes de abandonar o palco do auditório do Centro de Medicina Desportiva.

Depois, Laurentino Dias negou que tenha sido um discurso de despedida e recusou esclarecer se está disponível para continuar no cargo, caso o PS vença as eleições legislativas de 5 de Junho.

«Neste momento, estou disponível para acabar o trabalho que está a ser feito até final do mandato e, não como membro do governo, mas como candidato ao parlamento, trabalhar na campanha eleitoral para obter os vencimentos das nossas propostas», referiu.

O secretário de Estado aproveitou também para realçar o «bom trabalho» feito durante o seu mandato (últimos seis anos), através de um «acompanhamento empenhado, presente e permanente nas federações desportivas».

«Há mais desporto em Portugal, mais pessoas a participar, melhor resultados, melhor sustentação do sistema desportivo e temos razoes para estar muito satisfeitos», concluiu.

 

O Dr. Laurentino Dias, pode pensar o que entender da sua actuação governativa, como secretário de Estado da Juventude e do Desporto, mas não me deixa quaisquer saudades, não obstante não poder deixar de pensar nele enquanto a principal legislação que produziu não for revogada.

E o regime jurídico das federações desportivas deverá ser o primeiro diploma a ser alterado. Quanto mais autonomia necessitavam as federações desportivas mais estatização era imposta, através do modelo único pensado para o futebol.

«E ainda a semana passada dizíamos que o futebol foge para os tribunais. Engano nosso: joga-se nos tribunais.» José Manuel Meirim

Monday, May 16th, 2011

Artigo do Prof. José Manuel Meirim, Do apito final ao assobio de Marta, no jornal Público.

 

1. Tenho uma jovem amiga, de quase seis anos, que com toda a sua vontade procura assobiar. Às vezes anda lá perto e é preciso encorajar. A vida do futebol, todavia, leva-nos a pensar quanto penosa deve ser a tarefa a que se propôs a Marta, pois, de um apito final (?) aproximamo-nos, cada vez mais, de um mero assobio ou, pelo menos, de um apito soluçante.

2. Muitos pensavam que o campeonato terminava ontem. Porém, duas notícias de uma outra competição – Campeonato Jurisdicional de Futebol -, vieram alertar-nos que o jogo continua bem vivo. Vivo, a perdurar há muito tempo e prometendo “estar aí” para durar.

3. A primeira dessas notícias respeita à decisão do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, que, pronunciando-se por iniciativa do presidente do FC Porto, sobre a reunião do Conselho de Justiça da FPF, de 4 de Julho de 2008 – então referimo-nos a ela como a “Noite das Facas Longas” -, veio a declarar inexistentes as “deliberações” tomadas após o encerramento da reunião, pelo seu presidente, às 17h55. Significa isto, em termos breves, que a confirmação das deliberações da Comissão Disciplinar da LPF – sancionadoras do presidente daquele clube, mas também do Boavista -, então em recurso no CJ, foram como que apagadas do mundo.

4. Trata-se de uma decisão passível de recurso, mas que levanta um sério problema à FPF. Com os dados disponíveis, abrimos duas hipóteses: ou o actual CJ vai, agora, deliberar validamente, como que prosseguindo a reunião de há quase três anos, podendo chegar à mesma conclusão ou a diferente, ou a FPF recorre desta decisão e faz pairar (eventualmente) um risco de prescrição da responsabilidade disciplinar. E não se olvide ainda tudo o resto, como, por exemplo, ficará afinal – terá um final? – a situação do Boavista se porventura tudo lhe correr de feição neste campeonato disputado na barra dos tribunais. Como se vê, muito para analisar e controverter.

5. Ainda não refeitos desta, eis que o JN nos brinda com uma segunda: o FC Porto sente-se lesado em perto de oito milhões de euros pelas deliberações da Comissão Disciplinar da LPFP, aquando do Apito Final (?) e do “caso Hulk/Sapunaru”. Vai daí, acção em tribunal administrativo tendo como destinatários a LPFP e todos os membros da sua CD (de então). De acordo com a notícia, o clube entende que as decisões são ilícitas e emanadas com vontade deliberada de provocar danos ao clube. Ou seja, com dolo. Chegados aqui, há algo que devo expressar, em abono da verdade, independentemente de concordarmos ou não, por exemplo, com a decisão alcançada no “caso do Túnel”, o acórdão da CD é uma peça jurídica de valor, não é um desleixo e, pelo que conhecemos, encontra-se num patamar bem acima do que são as decisões disciplinares das federações desportivas. Tudo o mais, os tribunais dirão, porque é essa a sua função.

6. E ainda a semana passada dizíamos que o futebol foge para os tribunais. Engano nosso: joga-se nos tribunais.

josemeirim@gmail.com

 

(Sublinhados da responsabilidade de Ala de Rei)

Vale a pena realizar torneios de xadrez em Portugal? – Uma reflexão de Carlos Carneiro

Friday, May 13th, 2011

Carta de Carlos Carneiro enviada a vários xadrezistas. Agradeço a Ruben Elias o reencaminhamento.

 

Caros Xadrezistas,

 

O cancelamento de mais um torneio de xadrez de clássicas, o 2º em menos de 15 dias, leva-me a escrever-vos este texto, porque julgo ser importante para todos pensarmos nas razões destas situações. É sobretudo importante para mim receber, as vossas opiniões, sugestões, pensamentos, sobre estes factos e tudo o que lhe pode estar associado.

Um pouco de história pessoal…

Jogo xadrez desde os 14 anos, nestes 33 anos tenho percorrido os vários caminhos de; jogador, seccionista, monitor, treinador, formador, árbitro, empresário e mais recentemente organizador de eventos.

Em 2002 o passo de criar uma empresa de xadrez (primeira e única até agora…), teve como motivação fazer mais e melhor pelo xadrez, esta ideia levou-me ao mundo da organização, promoção, divulgação de uma forma mais profissional, nesse âmbito organizei todos o tipo de eventos relacionados (torneios, abertos, fechados, clássicas, semi-rápidas, rápidas, simultâneas, exposições, etc…, chegando mesmo em 2006 a abrir uma loja (a primeira em Portugal…) exclusivamente dedicada a este fantástico jogo.

Depois de muito trabalho, dedicação, muitas decisões certas e erradas, onde talvez demasiadas vezes, a emoção se sobrepôs á razão (talvez um pouco paradoxal sendo mestre de xadrez…), o resultado pessoal foi uma “factura” (que ainda hoje pago…) financeira, pessoal, emocional, muito grande, especialmente grave porque também envolveu algumas pessoas que me estavam próximas…

2008 Foi a ano do ponto final…parar com tudo e assumir que se calhar não valia a pena…as percas de todos os pontos de vista eram demasiado altas…

A vida profissional seguiu por outras áreas, mantendo-me, sempre, como jogador e pontualmente na área da formação/treino.

Em Setembro de 2009 surge o convite para continuar um projecto já existente em Mirandela exclusivamente de xadrez, não resisti, até porque as coisas estavam a andar bastante devagar nas outras áreas.

O contacto diário e total com xadrez, despertou de novo a vontade de “fazer” mais coisas, organização, eventos que o país persistia, salvo algumas honrosas excepções, em não ter, especialmente torneios de clássicas, absolutamente necessários, especialmente para o “crescimento” dos mais jovens.

2011 Novas ideias….

A experiência obtida com a realização entre 2003 e 2008, de 22 torneios de clássicas e dezenas de outros eventos, dava-me uma experiência e conhecimento que seriam muito importantes para tentar de novo, acreditei, fui em frente.

A realidade do pais já não era muito animadora, é facto, os apoios que em 2003/4/5/6 que ainda permitiram organizar alguns eventos (alguns sim…porque outros houve, que foram total ou parcialmente patrocinados por mim…), já não existiam, pelo que se queria organizar torneios, teria que inventar outro modelo, assim já este ano aparecerem os torneios tendencialmente “auto-financiados”.

Com este modelo se realizaram Idanha-a-Nova, Ponte de Lima e Fátima, cancelaram-se este mês, Viana do castelo e Costa da Caparica.

Este modelo depende totalmente da participação (estadias nos Hotéis e inscrições), ora se os 3 primeiros foram um razoável sucesso (sem perder dinheiro…), nos 2 últimos, a sua realização implicaria percas de centenas de euros em cada um. Notem que mesmo o seu cancelamento teve custos…troféus já encomendados, visitas previas ás unidades, telefone e principalmente muito tempo e stress.

Muitos de vós perguntarão, mas como se cancela um torneio (Caparica) que a 3 dias do seu início tem 44 inscritos…? Bem a resposta é simples…o meu prejuízo liquido ascenderia a mais de 800 euros !!!

Estarão as contas mal feitas…? Terá sido mal pensado…? Perguntas legitimas…

Para conseguir locais com qualidade para jogar xadrez e organização técnica e logística a condizer, há custos e é necessário assumir alguns compromissos (não há almoços grátis….) negociar com os hotéis, implica dar-lhes algumas garantias de ocupação, para as salas não terem custos e ainda apoiarem financeiramente os eventos, ora em Viana do Castelo havia 1 quarto reservado, e na Caparica 4…!?

Cancelar torneios não é uma decisão fácil, implica fechar portas, portas que se abriram para receber e apoiar o xadrez, onde com muita boa vontade foram esmagados preços, não se pedem valores na reserva, reduz-se ao mínimo o tempo para reservas, oferecem-se salas com qualidade, tudo isto para nós jogarmos xadrez…pensem nisto….

Sem querer fazer análises muito extensas e apenas como exemplos paradigmáticos ao nível da participação:

Os distritos de Setúbal e Lisboa juntos, (não implicando portanto estadia….) têm em 2011 cerca de 800 federados….no torneio da Caparica apenas se inscreveram 37…os restantes 7 ou não estavam federados ou eram de outros locais. O que se passa? Não me lembro do último torneio de clássicas com prémios em dinheiros nestes distritos…5 anos? 10 anos ?…

O distrito do Porto que tem 378 jogadores federados, teve nestes torneios (os realizados e os cancelados…) a seguinte participação/inscrição: Idanha-a-Nova (4), Ponte de Lima (7), Fátima (0), Viana do Castelo (0), Caparica (0) – já agora..eram todos jogadores do clube do árbitro ou do organizador…

Deixo várias questões para pensarmos:

  • Os jogadores e responsáveis acham importantes/úteis estes torneios?
  • Os torneios têm a qualidade necessária/expectável?
  • A relação qualidade/preço/prazer é/era boa?
  • Devo continuar a tentar realizá-los?

Sobre a última pergunta, por enquanto a resposta está nos anexos a este mail…divulguem, participem!

Ps: Não se esqueçam de ler os regulamentos atentamente, especialmente sobre os prazos de inscrição e reservas, quanto mais cedo as fizerem melhor para todos, já agora as excelentes ofertas hoteleiras estão sempre disponíveis para não jogadores de xadrez, passem essa informação aos amigos, família, a ocupação das unidades dá-nos credibilidade e melhor capacidade negocial para as vezes seguintes, nos sítios onde as portas ainda não se fecharam…

Agradecendo a vossa paciência para lerem este texto, agradeço antecipadamente todos os comentários e sugestões.

Cumprimentos.

Carlos Carneiro

«Nos estados autocraticamente organizados, o espólio do governo é compartilhado entre poucos: nos estados democráticos há muito mais pretendentes, que só podem ser satisfeitos com uma quantidade muito maior de espólio que seria necessário para satisfazer os poucos aristocratas» Aldous Huxley

Wednesday, April 27th, 2011

 

Em vésperas de uma nova campanha eleitoral para a Assembleia da República na qual, pese embora a promessa dos partidos políticos em se manterem moderados na agressividade e parcos nas despesas, poderá haver acusações de corrupção que podem afectar a dignidade dos políticos e do próprio país, fazendo perder a fé na Democracia porque, segundo Aldous Huxley, «nos estados autocraticamente organizados, o espólio do governo é compartilhado entre poucos: nos estados democráticos há muito mais pretendentes, que só podem ser satisfeitos com uma quantidade muito maior de espólio que seria necessário para satisfazer os poucos aristocratas; a experiência demonstrou que o governo democrático é geralmente muito mais dispendioso do que o governo por poucos».


Rui Baptista em De Rerum Natura

Relembro aqui um texto de Carlos Sirgado escrito em 2009 mas cheio de actualidade: “A Fábula das Incompatibilidades”

Tuesday, April 5th, 2011

Permito-me apresentar, porque muito oportuno nos tempos que correm – a incompatibilidade dos cargos nos órgãos sociais da federação e outras instituições previstas nos Estatutos da FPX e no regime jurídico das federações desportivas – um  texto que Carlos Sirgado escreveu em 22 de Outubro de 2009.

Não obstante algumas situações estarem desactualizadas, o princípio denunciado pelo Carlos mantém-se bem actual. Desde aquela data que a situação se mantém presente e a impunidade reinante a este respeito.

Importa realçar o que Carlos Sirgado escreveu há ano e meio: «Quer estejamos dentro da Assembleia Geral, ou fora dela, daremos a maior publicidade a eventuais incompatibilidades que se perfilem de novo para governar o Xadrez.»


Com o novo Regime Jurídico das Federações Desportivas foi elevado o grau de incompatibilidades para o desempenho de cargos nos órgãos federativos.

Essas novas regras foram, de alguma forma, plasmadas nosEstatutos da FPX (art.º 12.º) e no Regulamento Eleitoral da FPX (art.º 4.º). É certo que na legislação anterior já havia a preocupação do legislador com esta questão eminentemente ética. Porém, ao nível dos órgãos da FPX, sempre se fez tábua rasa do que a lei dispunha.

É nossa (dos apoiantes do Projecto Gâmbito) convicção que tudo será feito para que se cumpra, escrupulosamente, esta questão no desenho da composição dos novos órgãos. Quer estejamos dentro da Assembleia Geral, ou fora dela, daremos a maior publicidade a eventuais incompatibilidades que se perfilem de novo para governar o Xadrez.

No entanto, não podemos deixar de registar para memória futura, a situação dos actuais órgãos, como exemplo daquilo que nunca mais poderá ser repetido. O texto será apresentado, tal como no tempo em que os animais falavam, em jeito de fábula.


Fábula das Incompatibilidades.


Era uma vez uma raposa...

Era uma vez,

Um presidente da mesa da assembleia geral da FPX que também era o presidente do conselho de arbitragem de uma AX,

Um vice-presidente da mesa da assembleia geral da FPX que também era o presidente da mesa da assembleia geral de uma AX,

Um vogal suplente da mesa da assembleia geral da FPX que também era o tesoureiro de uma AX,

Um vice-presidente da direcção da FPX que também era o primeiro secretário da mesa da assembleia geral de uma AX,

Um tesoureiro da direcção da FPX que também era o tesoureiro de uma AX,

Um vogal da direcção da FPX que também era o segundo secretário da mesa da assembleia geral de uma AX e primeiro secretário do conselho de arbitragem da mesma AX,

Um presidente do conselho disciplinar da FPX que também era o presidente da mesa da assembleia geral de uma AX,

Um vice-presidente do conselho disciplinar da FPX que também era o presidente de uma AX,

Um secretário do conselho disciplinar da FPX que também era o vogal do conselho técnico de uma AX,

Um presidente do conselho jurisdicional da FPX que também era o vice-presidente do conselho jurisdicional de uma AX,

Um vice-presidente do conselho jurisdicional da FPX que também era o presidente do conselho jurisdicional de uma AX,

Um secretário do conselho jurisdicional da FPX que também era o secretário do conselho jurisdicional de uma AX,

Um vice-presidente do conselho de arbitragem da FPX que também era o presidente da mesa da assembleia geral de uma AX e presidente do conselho de arbitragem da mesma AX,

E, por agora, acabou-se a história.”


De assinalar que esta história poderia ter um outro desenlace se conseguíssemos ter acesso, ‘on-line’, ao elenco actual dos órgãos das AX de Setúbal e dos Açores. Será que a história ia ficar, ainda, mais comprida?

 

Relembro aqui um texto de Carlos Sirgado escrito em 2009 mas cheio de actualidade: “A Fábula das Incompatibilidades”

Tuesday, April 5th, 2011

Permito-me apresentar, porque muito oportuno nos tempos que correm – a incompatibilidade dos cargos nos órgãos sociais da federação e outras instituições previstas nos Estatutos da FPX e no regime jurídico das federações desportivas – um  texto que Carlos Sirgado escreveu em 22 de Outubro de 2009.

Não obstante algumas situações estarem desactualizadas, o princípio denunciado pelo Carlos mantém-se bem actual. Desde aquela data que a situação se mantém presente e a impunidade reinante a este respeito.

Importa realçar o que Carlos Sirgado escreveu há ano e meio: «Quer estejamos dentro da Assembleia Geral, ou fora dela, daremos a maior publicidade a eventuais incompatibilidades que se perfilem de novo para governar o Xadrez.»


Com o novo Regime Jurídico das Federações Desportivas foi elevado o grau de incompatibilidades para o desempenho de cargos nos órgãos federativos.

Essas novas regras foram, de alguma forma, plasmadas nosEstatutos da FPX (art.º 12.º) e no Regulamento Eleitoral da FPX (art.º 4.º). É certo que na legislação anterior já havia a preocupação do legislador com esta questão eminentemente ética. Porém, ao nível dos órgãos da FPX, sempre se fez tábua rasa do que a lei dispunha.

É nossa (dos apoiantes do Projecto Gâmbito) convicção que tudo será feito para que se cumpra, escrupulosamente, esta questão no desenho da composição dos novos órgãos. Quer estejamos dentro da Assembleia Geral, ou fora dela, daremos a maior publicidade a eventuais incompatibilidades que se perfilem de novo para governar o Xadrez.

No entanto, não podemos deixar de registar para memória futura, a situação dos actuais órgãos, como exemplo daquilo que nunca mais poderá ser repetido. O texto será apresentado, tal como no tempo em que os animais falavam, em jeito de fábula.


Fábula das Incompatibilidades.


Era uma vez uma raposa...

Era uma vez,

Um presidente da mesa da assembleia geral da FPX que também era o presidente do conselho de arbitragem de uma AX,

Um vice-presidente da mesa da assembleia geral da FPX que também era o presidente da mesa da assembleia geral de uma AX,

Um vogal suplente da mesa da assembleia geral da FPX que também era o tesoureiro de uma AX,

Um vice-presidente da direcção da FPX que também era o primeiro secretário da mesa da assembleia geral de uma AX,

Um tesoureiro da direcção da FPX que também era o tesoureiro de uma AX,

Um vogal da direcção da FPX que também era o segundo secretário da mesa da assembleia geral de uma AX e primeiro secretário do conselho de arbitragem da mesma AX,

Um presidente do conselho disciplinar da FPX que também era o presidente da mesa da assembleia geral de uma AX,

Um vice-presidente do conselho disciplinar da FPX que também era o presidente de uma AX,

Um secretário do conselho disciplinar da FPX que também era o vogal do conselho técnico de uma AX,

Um presidente do conselho jurisdicional da FPX que também era o vice-presidente do conselho jurisdicional de uma AX,

Um vice-presidente do conselho jurisdicional da FPX que também era o presidente do conselho jurisdicional de uma AX,

Um secretário do conselho jurisdicional da FPX que também era o secretário do conselho jurisdicional de uma AX,

Um vice-presidente do conselho de arbitragem da FPX que também era o presidente da mesa da assembleia geral de uma AX e presidente do conselho de arbitragem da mesma AX,

E, por agora, acabou-se a história.”


De assinalar que esta história poderia ter um outro desenlace se conseguíssemos ter acesso, ‘on-line’, ao elenco actual dos órgãos das AX de Setúbal e dos Açores. Será que a história ia ficar, ainda, mais comprida?

 

On Chess Players & Spirituality

Friday, March 4th, 2011

Chessplayers & Spirituality‘s discussion in rec,games.chess.misc:

 

The Chess Players by Moritz Retzsch (1779-1857). The devil is playing a young man for his soul – and despite having the white pieces – the young man is lost! The devil looks impatient to claim him and the angel ready to weep.

 

David Richardson:

I hope you are all in good spirits.

Just a quick question: as a group, would you say that Chessplayers are more inclined or less inclined to spirituality than the general population?

Please construe “spirituality” as is most natural to you.  It can refer to “religiousness,” inclination to mysticism, inclination to superstition, or an inclination toward the numinous, etc.  The connotation is neutral.

And of course, “non-spirituality” may be construed as an inclination to agnosticism, atheism, philosophical materialism /anti-supernaturalism, etc.

Thank you in advance for any thoughts you may care to share….


Brett (in Berkeley, California, USA)
http://www.ForeverFunds.org/

“A chess player” 1900. Chess collector Riccardo Andreis

 

Taylor Kingston:

My personal impression is that chess players as a whole are no different from the general population as regards personal religious belief. They range all over the map, from devout believers to militant atheists.

However, insofar as spirituality relates to chess itself, I would have to characterize players as agnostic or atheistic. Chess is, ultimately, a matter of purely logical analysis, with no religious dimension, and I think most players realize this, whatever their personal philosophy may be. I have never seen a chess player pray during a game, or consult any holy scripture, or invoke any deity or other supernatural entity, to help him find the right move.
Offhand, the only chess player of any eminence I can recall who wrote openly about any spiritual dimension in chess was the American master Anthony Santasiere (1904-1977), but his writings are considered largely an embarrassment. Edward Winter calls them «the prejudiced rambling of an apparently cultured man who, nevertheless, was gravely deficient in common sense.».

http://www.chesshistory.com/winter/extra/santasiere.html

 

Det Sjunde Inseglet [The Seventh Seal] by Ingmar Bergman 1956. A Knight (Max von Sydow) plays against Death (Bengt Ekerot). A man seeks answers about life, death, and the existence of God as he plays chess against the Grim Reaper during the Black Plague.

 

Offramp:

Because chess players have the ability to see into the future they are more spiritual than the general populace.
The great Aleister Crowley was a great religious guru who was probably
just about master strength; and in his book The Book of Thoth he mentions the great Richard Réti.

I had a feeling that the great Efim Bogoljubov had received some training to be a priest, but Wikipedia akes no mention of this – so I could be wrong.

Poor great Akiva Rubinstein is the most difficult case. His family had intended for him to be a rabbi but he adopted the career of a chess professional. What did his family think of that? Did the decision affect AK’s mentality in later life?

Chessplayers like the concept of luck in the game. The loser of a game can assert that he is strong enough to beat his opponent but was not lucky enough. Weaker players can hope to beat strong players if they have some luck.

 

Read more: groups.google.com/group/rec.games.chess.misc

On Chess Players & Spirituality

Friday, March 4th, 2011

Chessplayers & Spirituality‘s discussion in rec,games.chess.misc:

 

The Chess Players by Moritz Retzsch (1779-1857). The devil is playing a young man for his soul – and despite having the white pieces – the young man is lost! The devil looks impatient to claim him and the angel ready to weep.

 

David Richardson:

I hope you are all in good spirits.

Just a quick question: as a group, would you say that Chessplayers are more inclined or less inclined to spirituality than the general population?

Please construe “spirituality” as is most natural to you.  It can refer to “religiousness,” inclination to mysticism, inclination to superstition, or an inclination toward the numinous, etc.  The connotation is neutral.

And of course, “non-spirituality” may be construed as an inclination to agnosticism, atheism, philosophical materialism /anti-supernaturalism, etc.

Thank you in advance for any thoughts you may care to share….


Brett (in Berkeley, California, USA)
http://www.ForeverFunds.org/

“A chess player” 1900. Chess collector Riccardo Andreis

 

Taylor Kingston:

My personal impression is that chess players as a whole are no different from the general population as regards personal religious belief. They range all over the map, from devout believers to militant atheists.

However, insofar as spirituality relates to chess itself, I would have to characterize players as agnostic or atheistic. Chess is, ultimately, a matter of purely logical analysis, with no religious dimension, and I think most players realize this, whatever their personal philosophy may be. I have never seen a chess player pray during a game, or consult any holy scripture, or invoke any deity or other supernatural entity, to help him find the right move.
Offhand, the only chess player of any eminence I can recall who wrote openly about any spiritual dimension in chess was the American master Anthony Santasiere (1904-1977), but his writings are considered largely an embarrassment. Edward Winter calls them «the prejudiced rambling of an apparently cultured man who, nevertheless, was gravely deficient in common sense.».

http://www.chesshistory.com/winter/extra/santasiere.html

 

Det Sjunde Inseglet [The Seventh Seal] by Ingmar Bergman 1956. A Knight (Max von Sydow) plays against Death (Bengt Ekerot). A man seeks answers about life, death, and the existence of God as he plays chess against the Grim Reaper during the Black Plague.

 

Offramp:

Because chess players have the ability to see into the future they are more spiritual than the general populace.
The great Aleister Crowley was a great religious guru who was probably
just about master strength; and in his book The Book of Thoth he mentions the great Richard Réti.

I had a feeling that the great Efim Bogoljubov had received some training to be a priest, but Wikipedia akes no mention of this – so I could be wrong.

Poor great Akiva Rubinstein is the most difficult case. His family had intended for him to be a rabbi but he adopted the career of a chess professional. What did his family think of that? Did the decision affect AK’s mentality in later life?

Chessplayers like the concept of luck in the game. The loser of a game can assert that he is strong enough to beat his opponent but was not lucky enough. Weaker players can hope to beat strong players if they have some luck.

 

Read more: groups.google.com/group/rec.games.chess.misc

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Friday, March 4th, 2011

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The Chess Players by Moritz Retzsch (1779-1857). The devil is playing a young man for his soul – and despite having the white pieces – the young man is lost! The devil looks impatient to claim him and the angel ready to weep.

 

David Richardson:

I hope you are all in good spirits.

Just a quick question: as a group, would you say that Chessplayers are more inclined or less inclined to spirituality than the general population?

Please construe “spirituality” as is most natural to you.  It can refer to “religiousness,” inclination to mysticism, inclination to superstition, or an inclination toward the numinous, etc.  The connotation is neutral.

And of course, “non-spirituality” may be construed as an inclination to agnosticism, atheism, philosophical materialism /anti-supernaturalism, etc.

Thank you in advance for any thoughts you may care to share….


Brett (in Berkeley, California, USA)
http://www.ForeverFunds.org/

“A chess player” 1900. Chess collector Riccardo Andreis

 

Taylor Kingston:

My personal impression is that chess players as a whole are no different from the general population as regards personal religious belief. They range all over the map, from devout believers to militant atheists.

However, insofar as spirituality relates to chess itself, I would have to characterize players as agnostic or atheistic. Chess is, ultimately, a matter of purely logical analysis, with no religious dimension, and I think most players realize this, whatever their personal philosophy may be. I have never seen a chess player pray during a game, or consult any holy scripture, or invoke any deity or other supernatural entity, to help him find the right move.
Offhand, the only chess player of any eminence I can recall who wrote openly about any spiritual dimension in chess was the American master Anthony Santasiere (1904-1977), but his writings are considered largely an embarrassment. Edward Winter calls them «the prejudiced rambling of an apparently cultured man who, nevertheless, was gravely deficient in common sense.».

http://www.chesshistory.com/winter/extra/santasiere.html

 

Det Sjunde Inseglet [The Seventh Seal] by Ingmar Bergman 1956. A Knight (Max von Sydow) plays against Death (Bengt Ekerot). A man seeks answers about life, death, and the existence of God as he plays chess against the Grim Reaper during the Black Plague.

 

Offramp:

Because chess players have the ability to see into the future they are more spiritual than the general populace.
The great Aleister Crowley was a great religious guru who was probably
just about master strength; and in his book The Book of Thoth he mentions the great Richard Réti.

I had a feeling that the great Efim Bogoljubov had received some training to be a priest, but Wikipedia akes no mention of this – so I could be wrong.

Poor great Akiva Rubinstein is the most difficult case. His family had intended for him to be a rabbi but he adopted the career of a chess professional. What did his family think of that? Did the decision affect AK’s mentality in later life?

Chessplayers like the concept of luck in the game. The loser of a game can assert that he is strong enough to beat his opponent but was not lucky enough. Weaker players can hope to beat strong players if they have some luck.

 

Read more: groups.google.com/group/rec.games.chess.misc

On Chess Players & Spirituality

Friday, March 4th, 2011

Chessplayers & Spirituality‘s discussion in rec,games.chess.misc:

 

The Chess Players by Moritz Retzsch (1779-1857). The devil is playing a young man for his soul – and despite having the white pieces – the young man is lost! The devil looks impatient to claim him and the angel ready to weep.

 

David Richardson:

I hope you are all in good spirits.

Just a quick question: as a group, would you say that Chessplayers are more inclined or less inclined to spirituality than the general population?

Please construe “spirituality” as is most natural to you.  It can refer to “religiousness,” inclination to mysticism, inclination to superstition, or an inclination toward the numinous, etc.  The connotation is neutral.

And of course, “non-spirituality” may be construed as an inclination to agnosticism, atheism, philosophical materialism /anti-supernaturalism, etc.

Thank you in advance for any thoughts you may care to share….


Brett (in Berkeley, California, USA)
http://www.ForeverFunds.org/

“A chess player” 1900. Chess collector Riccardo Andreis

 

Taylor Kingston:

My personal impression is that chess players as a whole are no different from the general population as regards personal religious belief. They range all over the map, from devout believers to militant atheists.

However, insofar as spirituality relates to chess itself, I would have to characterize players as agnostic or atheistic. Chess is, ultimately, a matter of purely logical analysis, with no religious dimension, and I think most players realize this, whatever their personal philosophy may be. I have never seen a chess player pray during a game, or consult any holy scripture, or invoke any deity or other supernatural entity, to help him find the right move.
Offhand, the only chess player of any eminence I can recall who wrote openly about any spiritual dimension in chess was the American master Anthony Santasiere (1904-1977), but his writings are considered largely an embarrassment. Edward Winter calls them «the prejudiced rambling of an apparently cultured man who, nevertheless, was gravely deficient in common sense.».

http://www.chesshistory.com/winter/extra/santasiere.html

 

Det Sjunde Inseglet [The Seventh Seal] by Ingmar Bergman 1956. A Knight (Max von Sydow) plays against Death (Bengt Ekerot). A man seeks answers about life, death, and the existence of God as he plays chess against the Grim Reaper during the Black Plague.

 

Offramp:

Because chess players have the ability to see into the future they are more spiritual than the general populace.
The great Aleister Crowley was a great religious guru who was probably
just about master strength; and in his book The Book of Thoth he mentions the great Richard Réti.

I had a feeling that the great Efim Bogoljubov had received some training to be a priest, but Wikipedia akes no mention of this – so I could be wrong.

Poor great Akiva Rubinstein is the most difficult case. His family had intended for him to be a rabbi but he adopted the career of a chess professional. What did his family think of that? Did the decision affect AK’s mentality in later life?

Chessplayers like the concept of luck in the game. The loser of a game can assert that he is strong enough to beat his opponent but was not lucky enough. Weaker players can hope to beat strong players if they have some luck.

 

Read more: groups.google.com/group/rec.games.chess.misc

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