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Archive for the ‘LUSOXADREZ’ Category

Fundação da FPX – Acta nº 1 (22-01-1927)

Wednesday, April 7th, 2010



Fui às catacumbas da Lusoxadrez procurar um artigo que tinha em mente colocar aqui há já muito tempo. Como o tempo não chega para tudo e passa a correr, não tem sido possível...
Também devido ao facto de haverem sempre notícias frescas e recentes, às quais tento dar maior relevo.

Não só pelo interesse histórico do artigo, mas também por envolver de uma pessoa da terra - Alpiarça - e por se tratar do avô de um sócio, jogador e amigo de sempre do Grupo de Xadrez de Santarém o já falecido Malhou da Costa.
Estamos a falar do Dr. João Maria da Costa, de Alpiarça e 1º Presidente da FPX..

Assim, aqui fica o post nº 184 da Lusoxadrez, preparado pelo Grande Mestre (em história do xadrez e coleccionismo) e amigo António Curado sobre a fundação da FPX.


É de referir que o "post" original tinha reprodução fotográfica da acta, mas devido a ter havido uma reestruturação no servidor onde a Lusoxadrez estava alojado, parece que esta foto desapareceu. Pode ser que o Sr. Curado queira nos enviar novamente a mesma para complementar este Post ? Fica aqui o repto...


De: curado@******
Data: Qua Jul 4, 2001 10:47 pm

Assunto: Acta nº um...


Amigo António Russo.


Este é um trabalho da Comissão de História da Federação Portuguesa de
Xadrez, que te dedico.

Ver página da constituição da comissão.


http://www.terravista.pt/Enseada/2502/CHFPX.htm (link desactivado)

Perguntaste há tempos se não teriam sido jogadores do Ribatejo a
terem um papel preponderante na fundação da Federação Portuguesa de Xadrez.

Solicitei à Federação, informações sobre a fundação, os jogadores, e
os presidentes. Infelizmente, não há arquivos consultáveis, porque:
  1. A Federação esteve em várias cidades, Lisboa, Coimbra, e mudou várias vezes de sede, até que de momento já tem sede própria, comprada na anterior presidência;
  2. Na Federação há caixas de documentação, mas infelizmente não estão disponíveis, pois em tempos, quando foi mudada a sede, toda a papelada levou um tratamento e foi encaixotada;
  3. De momento não há pessoas com tempo e disposição, para levar a cabo algo, sobre a História do Xadrez em Portugal e que residam em Lisboa.
Mas, quando se quer algo, desde que se saiba onde se deve ir procurar, sempre conseguimos alguma coisa. Assim recorri aos préstimos de alguém que há muito tempo, vem fazendo arquivo particular de todas as notícias que saem nos jornais, nas revistas, nas publicações ou nos comunicados da Federação.
Só tem... cerca de 800 folhas dactilografadas, arquivadas em 6
pastas, com as notícias de tudo o que há ou houve sobre xadrez, desde o tempo de Damiano, até ao Campeonato Nacional de Equipas, que encerrou no fim de semana, no Barreiro. Claro poderá faltar-lhe algo, meia dúzias de coisas que outros terão, mas mesmo assim é o mais completo trabalho organizado, que até agora vi. Tenho o privilégio de tal como ele, fazer parte da Comissão da História do Xadrez.
O seu nome é Mário da Silva Araújo.

Na relação dos presidentes da Federação Portuguesa de Xadrez, há um
iato de tempo, que o Mário da Silva Araújo me solicitou averiguar. Como é um acontecimento relacionado com Coimbra, penso que eu e o Alexandre Monteiro, o vamos deslindar.

Entre 1951 e 1954, a presidência da Federação Portuguesa de Xadrez, esteve durante uns tempos em Coimbra, pensa-se que durante 6 meses.
Foi presidente da F.P.X. o dr. Campos Coroa (pai do actual
presidente da A.A.C.- futebol). Só que não há escritos desse tempo, nem noticias em nenhuma das revistas de xadrez conhecidas.
Vamos a ver como vamos deslindar o caso.


Agora em versão integral, para todos os amigos (...), a
primeira acta da constituição da F.P.X.


ACTA Nº 1

Acta da Assembleia Geral de Amadores de Xadrez Portugueses, realizada no dia 22 de Janeiro de 1927, pelas 22 horas, no Grémio Literário de Lisboa.

ORDEM DO DIA – Fundação da Federação Portuguesa de Xadrez (F.P.X.).

Compareceram os senhores Dr. João Maria da Costa, representando os amadores de xadrez de Alpiarça; Carlos Rombert representando os amadores de xadrez de Grémio Lisbonense (Lisboa); Dr. António Joyce representando os amadores de xadrez do Grémio Literário (Lisboa); Dr. Mário Pereira Machado representando os amadores de xadrez do Clube Portuense (Porto) e os senhores Vicente Cipriano Rodrigues Mendonça, Martinho da Rocha, Artur Pereira da Silva e Aurélio Sanches de Miranda e A. V. Ferreira.
Serviu de Presidente o Dr. João Maria da Costa e de Secretário o Dr. Mário Pereira Machado promotor da reunião.
Aberta a sessão, o presidente deu a palavra ao Dr. Mário Pereira Machado. Este, expoz os motivos que o levaram a promover a reunião de delegados dos agrupamentos de xadrez organizados em Portugal: o xadrez é um passatempo superior que pelas suas características deve ser considerado como arte e ciência: esplêndida ginástica de espírito é porventura uma boa escola para a educação da memória e de outras faculdades intelectuais. Da sua propaganda e desenvolvimento só pode resultar benefício para um País. O Torneio de Londres que vai realizar-se em Julho, por ocasião do Congresso da Federação Internacional de Xadrez (FIDE) revela-nos muito claramente que para sempre seremos afastados do convívio internacional dos cultores do nobre jogo se não fundarmos uma Federação que nos represente nas Assembleias Internacionais de Xadrezistas.
É agora uma óptima ocasião para a crearmos porque a poderemos inscrever na FIDE, no Congresso de Londres. Uma Federação Portuguesa de Xadrez, terá evidentemente, uma existência difícil, pelo menos nos seus primeiros passos, e a sua acção interna ficará limitada, talvez, durante longo período, a uma manifestação platónica de boa vontade de alguns amadores entusiastas; serão, porém, internacionalmente reconhecidos e os resultados práticos d'aí colhidos constituirão certamente o maior estimulo para o seu desenvolvimento, interno. Nesta convicção propõe que os delegados e amadores do grupo de Xadrez presentes, fundem imediatamente entre as sociedades que representam, a Federação Portuguesa de Xadrez.
Posto o assunto em discussão foi, por votação, aprovado por unanimidade.
Continuando no uso da palavra o secretário apresentou um projecto de "estatutos" elaborado por uma comissão para esse fim constituída em Novembro de 1926 pelos senhores Dr. António Maria Pires, Dr. Mário Pereira Machado, Dr. António de Sarmento Mouton Osório, Dr. António Joyce, Dr.Mendes de Bragança, Carlos Rombert e A. Pereira da Silva; este projecto foi redigido de acordo com os Estatutos da "Federacion Française de E'checs", "Unione Schachistica" italiana, e "Deutchen Schachmatch". Propõe que esses Estatutos sejam discutidos ou imediatamente aprovados.
Como todos declararam concordar com a doutrina desses Estatutos foram eles considerados como unanimemente aprovados. Pelo que o Dr. Mário Pereira Machado, tomando de novo a palavra propõe que fosse eleita a Direcção para o 1º Biénio, de acordo com a doutrina dos Estatutos. Procedendo-se à respectiva votação foram eleitos os seguintes senhores para Directores Efectivos:
Dr. João Maria da Costa (G.X. de Alpiarça)
Martinho R. da Rocha (G.X. de Grémio Lisbonense)
Carlos Romberte (G.X. de Grémio Lisbonense)
Marques de Ficalho (G.X. do Clube Portuense)
Dr. António Maria Pires (G.X. do Grémio Literário)
Dr. António Joyce (G.X. do Grémio Literário)
Dr. Mário Pereira Machado (G.X. do Grémio Literário)

e para Directores substitutos:
Vicente Cipriano Rodrigues Mendonça (G.X. Grémio Lisbonense)
João Torres Ramos de Magalhães (G.X. Clube Portuense)
A.G. Pereira da Silva (G.X. Grémio Lisbonense)
após o que em conformidade com a doutrina do art. 38º dos Estatutos o senhor Presidente declarou fundada em Portugal a Federação Portuguesa de Xadrez.
E como não houvesse nada mais a tratar-se foi encerrada a sessão, depois de lida e aprovada esta acta.

Lisboa, 22 de Janeiro de 1927

aa) - João Maria da Costa
Carlos Rombert
Martinho R. da Rocha
Vicente Cipriano Rodrigues de Mendonça
Artur Cipriano Rodrigues de Mendonça
Artur J. Pereira da Silva
A. V. Ferreira
Aurélio Sanches de Miranda
Dr. António Joyce
Dr. Mário Pereira Machado
a) está conforme
Mário Pereira Machado (assinatura)

Arquivado o original com o número 0 juntamente com o original dos Estatutos.

.

AS PUTAS DO XADREZ – MARTELADAS COM PINCEL

Thursday, November 19th, 2009

O estado do xadrez em Portugal


Editorial:

Publico, com a devida autorização três comentários;
o 1º escrito por Victor Ferreira (Blogue Casa do Xadrez) e os 2º e 3º por António Russo (Forum Lusoxadrez).
Este post é mais um convite ao debate.
Todos os comentários que não se escondam atrás do "anónimo" serão aqui publicados e poderão até, pela sua relevancia, ser objecto da publicação de um novo artigo.


INTRODUÇÃO:

"Victor Ferreira disse...

Na minha modesta opinião quem aprovou o regulamento das competições ou não sabia o que estava a fazer ou então pelo contrário sabia-o muito bem!

Se foi a 1ª hipótese então devem rectificar o erro e alterar o regulamento!
Se foi a 2ª hipótese então haverá Associações que neste momento devem pensar ter sido manipuladas por outros e então deverão:
1º Convocar uma Assembleia Geral;
2º Alterar o Regulamento das Competições!


Outra hipótese remota é terem aprovado o que aprovaram sem saber o que faziam
( o português é muito difícil não é??).
Nesta última hipótese rectifiquem a "burrada" que fizeram e submetam previamente a redacção final do Regulamento à minha apreciação!
Conseguirei descobrir os erros evidentes e os camuflados!


Já agora: Qual a Associação que propôs o "tal" Regulamento?
Ou então: Quais as Associações que votaram a favor e contra?

Estas questões esclareceriam muitas dúvidas não é?
Pelo menos ficaríamos a saber quem pretende "mandar" no xadrez nacional!!


E escusam de gritar" Bravo" porque eu não emprenho pelos ouvidos!!

15 de Novembro de 2009 13:32"

ENREDO:

"Mensagem por Xequemate
(António Russo)
em Terça Nov 17, 2009 17:22


Foi assim a aprovação do actual Regulamento de Competições:

22 votos a favor
( Porto, Braga, Aveiro)


23 abstenções
( Lisboa, Setúbal, Faro, Santarém)
!

Num total de 45 votos,
de um universo de 87 votos...


Ainda assim, e depois de toda a gente reconhecer o regulamento como aberrante, não há ninguém que tenha a coragem de convocar uma Assembleia Geral para rectificar este documento de exclusão de praticantes ?


Fica aqui a famigerada acta:
http://fpx.weebly.com/uploads/1/3/7/1/137131/acta_25112007_extraordinadia.pdf"


EPÍLOGO:

"Mensagem por Xequemate
em Segunda Nov 16, 2009 23:46


Primeiro levaram os negros.
Mas não me importei com isso.
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários.
Mas não me importei com isso.
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis.
Mas não me importei com isso.
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados.
Mas como tenho meu emprego.
Também não me importei
Agora estão me levando.
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém.
Ninguém se importa comigo
.
"

Bertolt Brecht (1898-1956)


Mudem algumas palavras.
É mais ou menos o que se passa no nosso xadrez.

Ninguém se importa com nada até chegar a sua vez.

Sou pessimista?
O tempo o dirá!


António Russo" - Lusoxadrez


ANEXO:


Acta 3/2007 - Página 1



Acta 3/2007 - Página 2



Acta 3/2007 - Página 3



Acta 3/2007 - Página 4



Acta 3/2007 - Página 5


>>

O início da Liga de Clubes ?

Monday, November 9th, 2009
PROPOSTA 1 – António Russo

Antes de mais, quero informar que não procuro protagonismo nem pretendo fazer parte de qualquer estrutura que tenha a ver com uma eventual Liga de Clubes.

Se lancei essa ideia foi apenas porque o modelo de competição em Portugal, está gasto, não dignifica o xadrez de competição, origina anualmente protestos e contra - protestos,, já não falando no tradicional atraso no envio de resultados, faltas de comparência não comunicadas, resultados viciados, não fiscalização por árbitros e mais uma série de lapsos que contribuem para a não credibilização do xadrez nacional.

Um calendário com muitas datas ocupadas, e pouca verdadeira competição levam a que cada vez menos os praticantes se revejam no modelo em curso.

A Taça de Portugal é um modelo “futeboleiro” e que cada vez vai tendo menos equipas aderentes, mas não deixando de gastar importantes recursos aos clubes e aos atletas.

Por sua vez, os actuais regulamentos impedem que sejam criadas novas equipas, suportadas por patrocinadores , ao obrigar uma nova equipa (com sponsor) a subir escalões anualmente, o que não aporta retorno financeiro a eventuais investidores.
(Veja-se os casos do Seia, Gaia, etc)

O facto de não haver apuramento prévio proporciona na 1ª Divisão, que seja possível formar uma equipa contratada apenas por uma semana, com GM’s que se limitam a jogar e a voltar à sua vida, nada acrescentando ao xadrez português, e ainda, retirando as poucas verbas obtidas junto dos patrocinadores.

Considero ainda que para um universo de pouco mais de 80 equipas a nível nacional, o modelo com 3 divisões e distritais não faz sentido nem assegura um xadrez de qualidade.

Outra das vantagens desta proposta é os jogadores mais conceituados anualmente poderem “saltitar” entre as equipas que lhes ofereçam melhores condições, sem o estigma de jogar numa divisão abaixo da sua categoria.


Considerando o supra exposto o “esqueleto” da minha proposta é a seguinte:

1 Extinção imediata da Taça de Portugal.
2 Extinção do modelo de Divisões, passando todas as equipas a disputar um torneio zonal de apuramento.
3 Criação de 4 torneios (1) distribuídos geograficamente pelo continente , em sistema suíço, 8/9 sessões, que apurarão 16 representantes apurados para o torneio final de apuramento do Campeão Nacional.
4 Cada clube pode apresentar o número de equipas que desejar, sujeitos ao ponto 11. Essas equipas não se poderão defrontar entre si na fase zonal.
5 O último dos 16 apurados no Continente será encontrado pelo método de Hondt, sendo o seu acesso à final condicionado pelo ponto 6.
6 Os clubes dos Açores, e eventualmente da Madeira, realizarão anualmente o apuramento do seu representante , que disputará 2 jogos, brancas e negras com a equipa apurada no Continente pelo método de Hondt.
7 Os torneios de apuramento serão suportados por uma organização local que providenciará o local, o material, árbitros e staff que não só comunique os resultados na hora, como introduza todas as partidas num ficheiro PGN, e comunique os resultados pelo canal próprio à FPX e FIDE.
8 Essa organização terá a seu cargo toda a estrutura do torneio, divulgando por todos os meios ao seu alcance o evento, nos “media”, e junto das estruturas autárquicas.
9 Se possível proporcionará outras iniciativas (torneio de rápidas, simultânea, etc) conjuntas com o torneio, abertas a toda a população, em locais com visibilidade, tais como na rua, jardins, centros comerciais.
10 Em atenção ao ponto 7, proponho que em toda a documentação elaborada nos torneios passe a constar a localidade a que o clube pertence (ex: Alpiarça-Casa do Xadrez ou Porto-Grupo de Xadrez ou Barreiro-F.C.Barreirense) para motivar o apoio autárquico.
11 Todos os jogadores de uma equipa terão de ser filiados na FPX.
12 O custo de inscrição de uma equipa será de 100,00€ (proposta) independentemente do nº de jogadores, que terá de ser no mínimo 4 e o máximo de 16.
13 A competição decorrerá em 4 tabuleiros. (voltando ao modelo antigo)
14 As equipas apuradas para a final realizarão então o apuramento do Campeão Nacional da Liga de Clubes, num torneio suíço, 9 sessões, em Hotel a designar.
15 Dando sequência à actual legislação objecto de discórdia, proponho que em caso de empate entre equipas, o 1º factor de desempate seja a soma das idades dos 4 jogadores apresentados em cada encontro, beneficiando a equipa com menor soma de idades, só depois passando a valer os métodos normais de desempate (a definir).


Esta proposta é apenas uma base de trabalho. Trata-se apenas da minha visão pessoal e pode e deve ser melhorada com ideias que não limitem a participação de equipas, mas antes facilitem.

Penso ainda, que será possível orçamentar cada torneio de apuramento em cerca de 5000 euros, sendo uma parte coberta pelas inscrições e a outra por eventuais patrocinadores ou autarquias.

Dessa verba deverão sair os pagamentos a Árbitros, staff, despesas administrativas ( telefones, Internet, etc), eventual aluguer de espaços, publicidade.

António Russo

(1) Os torneios serão obrigatoriamente realizados em localidades muito próximo de Auto-estradas de modo a facilitar as deslocações das equipas.

MÁ LINGUA, COM RAZÃO ! – SOBRE A FPX

Friday, November 6th, 2009

Lusoxadrez- Logo


Editorial:
Transcrevo, a meu pedido e autorizado para o efeito, o comentário efectuado pelo António Russo no forum Lusoxadrez.
Embora, o pudesse ter feito decidi manter o texto quase na integra.
As partes destacadas e sublinhadas são da minha autoria.


"Por xequemate, Nov 05-2009 17.04
Tenho 50 anos, e desde os 6 ou 7 anos que tomei contacto com o xadrez e aprendi as regras. Inicialmente, como a maioria, empurrava peças e ganhava quem chegasse ao fim com 1 torre ou dama e conseguia dar mate.
Depois, no ensino secundário, tive a sorte de na escola para onde fui, a saudosa Escola Veiga Beirão, haver um núcleo de xadrez, dirigida por um (na altura) jogador de 2ª s Categorias do Benfica, e aprendi um pouco mais e criei o verdadeiro bichinho do xadrez.
Quando saí da escola, na conclusão do curso, perdi o contacto com o xadrez e só esporadicamente jogava quando me aparecia (muito poucas vezes) quem soubesse jogar.
Passaram cerca de 25 anos.
Não havia net, e perdi o contacto com o jogo, sendo só retomado quando profissionalmente vim para Santarém.
Desde aí, embora não pertencendo por opção a nenhum organismo da FPX não deixei de dar o meu contributo ao xadrez, e garanto que convivo muito bem com a acusação de nada fazer em prol do xadrez.
O 1º contributo foi pessoal.
Foi lutar contra uma família que tinha outras prioridades face às agruras da vida nos anos 60/70 e construí com as minhas mãos o 1º tabuleiro de xadrez.
Peças desenhadas em cartão, bases em rolhas de cortiça e tabuleiro desenhado numa placa de cartão.
Muitos dos que dizem não "ter condições", não sabem o que era jogar xadrez nos anos 60/70!
Mais tarde, quando vim para Santarém, colaborei com o moribundo Grupo de Xadrez de Santarém e fiz milhares de Kms em viatura própria transportando gratuitamente jovens para os Distritais e torneios, coisa de que não me arrependo.
Nunca um escudo ou cêntimo me veio parar ao bolso!
Fiz porque quis e voltaria a fazer.
Quando tive Internet, fiz uma das 1ªas páginas de xadrez em Portugal.
Era uma página que teve alguns prémios internacionais, e que conjuntamente com a saudosa Infoxadrez, a página do MI Luís Santos e a APMX eram visitadas por todos os xadrezistas nacionais, e eram porta de entrada para os estrangeiros.
Chamava-se esse site: António Russo Chess Homepage
(pesquisem no Google que ainda há 2 ou três referências à mesma).
Depois, conjuntamente com outros xadrezistas, explanei uma série de ideias para o xadrez português no extinto Forúm do PDX de Lisboa.
Desde formação de jovens à distância, torneios pela net, etc, tudo propus!
Dado o ambiente tenebroso que esse Forúm tomou, resolvi, conjuntamente com um grande senhor do xadrez Português, o portuense Arlindo Vieira, a que mais tarde se juntou outro grande senhor, António Curado, lançar este forúm onde agora todos têm a liberdade de escrever, criticar, lançar ideias, propostas.
Faço só notar que este forúm é internacionalmente um dos que atingiu maior longevidade.
A maior parte, desaparece um ano ou depois por razões comportamentais.
O Lusoxadrez teve a fundação em 21 de Maio de 2001 no Yahoo http://br.groups.yahoo.com/group/LusoXadrez/ e com maior ou menor dificuldade lá vai sobrevivendo.
Quem em 2001/2002 acompanhou o Lusoxadrez sabe o que este forúm fez pelo xadrez nacional!
O clima de constante guerrilha e ofensas pessoais que se vivia no xadrez nacional foi grandemente atenuado por muito do que se escrevia neste Forúm.
Neste espaço, sempre se promoveu a formação de jovens, mas de uma forma SÉRIA , não mercantilista, e com critérios de exigência!
Neste espaço lançamos as sementes para a existência de torneios de lentas, que praticamente não existiam.
Neste espaço tentamos (com algum êxito) que houvesse fair play entre a comunidade xadrezística.
Se hoje podemos trocar ideias civilizadamente é porque houve quem usasse do seu tempo de lazer para moralizar a forma de comunicação dos xadrezistas.
Alguns dos mais ilustres xadrezistas e amantes do xadrez eram e são Lusoxadrezistas.
Perdemos alguns, como os saudosos Walter Tarira, ou o Mamede Diogo, dois grandes SENHORES do xadrez, como amantes da modalidade.
Fizemos 4 almoços-convívio de Lusoxadrezistas que se fizeram deslocar voluntáriamente de todo o País.

O clube a que pertenço, foi formado há cerca de uma dezena de anos, e aglutinou os tais jogadores que jogaram na 1ª divisão pelo inactivo Clube Riomaiorense ( na década de 70/80) e alguns (na altura teenagers) jovens do GXS.
Este clube, denominado Casa do Xadrez nunca teve o apoio de ninguém.
Desde o início que assumimos que o clube era propriedade dos seu núcleo fundador, e que jogaria com a "prata da casa". Para isso, e para que não tivéssemos de mendigar verbas ao erário público, cada um de nós contribuiu com uma jóia de 50 € e estabelecemos que pagaríamos 5 euros mês (60 euros/ano). Quantos fazem isso pelo xadrez ? (alguns é ao contrário ainda sacam "algum" )
Somos credores da FPX e não devedores.
Nem nos vamos endividar com "formações" feitas à medida de alguns.

Não temos rabos de palha regulamentares, nem os queremos ter.
Por isso, não queremos subverter o sistema.
Adaptar o clube a um regulamento idiota é fazer parte da idiotice nacional.
Processos menos claros de contornar a lei, não são o combustível com que a CX se alimente.
Somos todos de uma geração em que os valores morais imperam e pautamos o nosso comportamento pela ética desportiva. São esses os valores que transmitimos aos que chegam à posteriori. Não verá um jogador num tabuleiro que não pensemos que representa o melhor da nossa equipa.
Já perdemos por 4-0 algumas vezes, mas nunca nos viram jogar com uma equipa que não fosse a melhor possível!
É isto xadrez de competição!
Recusa-mo-nos a alinhar em palhaçadas!
Não verão nunca um jovem de 6 ou 7 anos que mal saiba mexer as peças apenas para cumprir regulamentos idiotas.

Somos pela competição, com amizade, respeito pelos adversários, educação.
Não se depreenda daqui que somos contra a participação dos jovens.
Os jovens com valor terão sempre lugar na nossa equipa, mas apenas pelo seu valor competitivo.
Quem nos dera ter alguns pelos quais temos o maior respeito pela sua qualidade.
Agora impostos por regulamentos, não é esse o caminho.
Por isso o xadrez é um desporto que é para todos!

Dos 3 ou 4 até aos 100 anos todos o podem e devem praticar, sem reservas!
Mas.. continuando, a Casa do Xadrez encarna aquilo que os verdadeiros xadrezistas pensam ser melhor para a competição.
Por isso, e constantemente recebemos os parabéns!
As equipas que nos visitam não encontram tabuleiros de plástico!
Encontram bons tabuleiros em madeira, mesas com toalhas, cadeiras estofadas, águas, ou seja;
as melhores condições que podemos proporcionar.
Investimos o NOSSO DINHEIRO em criar as melhores condições para a prática do xadrez, e não na contratação de 2 ou 3 vedetas para sermos campeões à força.
Nisso, tive parte activa, assim como a doação ao clube de uma mini-biblioteca de livros e revistas de xadrez, ou o 1º conjunto de 4 tabuleiros que embora de plástico estavam a anos-luz dos que nos costumam apresentar em diversas salas do País.
Outros doaram frigoríficos, Tv, computador, livros, revistas de xadrez, etc.
Quando pudemos, em conjunto, adquirimos aos poucos o material que actualmente nos orgulhamos de apresentar.
Colaborei ainda no layout da página da Associação de Xadrez de Santarém, e sempre este organismo teve nas nossas instalações uma sala para realizar eventos com a dignidade que o xadrez merece.
Fui também um dos co-autores do blog Casa do Xadrez, hoje um dos mais vistos a nível nacional nesta modalidade.
Criei a pedido da Drª Maria Armanda, GRATUITAMENTE o 1º Forúm da FPX, entretanto extinto por não ter participações. (o servidor apaga as páginas se não houver participação em 60 dias! Logo aí se vê o estado do xadrez nacional!)
Propus nesse forúm um equilibrado e competitivo regulamento de competições que decerto serviria para não chegar ao ponto que chegamos, fomentar a competição entre equipas, e assim elevar o nível do xadrez nacional.
A proposta era mesmo nivelar por cima, e abrir a competição a um maior número de equipas.
Preferiram a mediocridade, que já vinha desde o tempo em que resolveram alargar divisões para certas equipas subirem de escalão extra tabuleiro.
Por isso, peço meças à maioria dos "trabalhadores" do xadrez nacional.
Não critico por criticar, nem aterrei agora de Marte.
Sempre reconheci que ser dirigente desportivo é uma tarefa árdua e difícil, que respeito e que não invejo.
Agora a questão é outra!
Se, se pertence a um clube formado numa Escola, com apoios do Agrupamento Escolar, dos professores, possivelmente com algumas verbas transferidas da autarquia, terá certamente um belo futuro, e é de louvar e de apoiar.
Porém, nem todos têm essas condições!
Não têm professores que encaminhem alunos, tem pessoas que trabalham e residem em Lisboa e só por amor ao xadrez regressam ao fim de semana a Santarém.
Tem pessoas com mais de 50 anos que sempre jogaram xadrez de competição por equipas e que gostariam de poder continuar, enquanto o Alzheimer ou a esclerose os não impedir.
Se esta gente tivesse força para impor regulamentarmente que todas as equipas deveriam apresentar um jogador com mais de 50 anos, qual seria a sua posição?
Não sei se tem, se não tem, na sua equipa pessoas que se integrem nesse perfil, mas qual seria a solução?
Iria ao asilo mais próximo ensinar à pressa os velhotes a mexer as peças para cumprir os regulamentos?
Ou acharia isso (também) uma idiotice e estaria agora a manifestar as suas críticas?
Acho que o exemplo lhe dará que pensar!
Se me dissesem a FPX devia RECOMENDAR a utilização de jovens sub, seria eu o 1º a apoiar, mas impor isso no regulamento?
Só quem olha apenas para o seu próprio umbigo podia ter uma ideia dessas!

E porque não regulamentar que as equipas devem ter um gay, um cigano, um africano, um romeno, uma loira e uma ruiva?

Chama-se a isso usar de BOM SENSO!
Não limitar a participação de ninguém que queira jogar xadrez por equipas.
As equipas devem apresentar os MELHORES e MAIS FORTES jogadores que tiverem, independentemente de serem jovens ou ser o Vicktor Korchnnoi.

Garanto-lhes que se o valoroso jovem Jorge V.Ferreira fosse do n/ clube jogaria a 1ª tabuleiro. Não porque o regulamento o exigia, mas porque o jovem tem inegável valor.
É esta a cultura que defendo!
A do mérito!
Todos têm lugar pelo seu valor e não por imposições administrativas. Isto é xadrez de competição e não xadrez escolar.
Cada "macaco" deve ter o seu galho!
O que já deveria ser feito era quem fez a MERDA, que tivesse tido o bom senso de reconhecer que se tinha enganado e que entre ter um regulamento competitivo, que embora com uma ou outra lacuna funcionava, e um que é quase unanimemente reconhecido que não funciona e que tem contribuído para a degradação do pouco nível que o xadrez nacional ainda tinha.
Mas como é costume, o(s) autor(es) da brilhante ideia preferem afundar o Xadrez Nacional do que admitir que pensando estar a fazer algo de útil, fizeram a maior borrada em décadas de FPX.

Como o Alpiarcense, Dr. João Maria da Costa, 1º presidente da FPX se deve estar a revolver na tumba...
No mínimo impunha-se que quem teve a iniciativa de criar este monstro, tivesse a ombridade de convovar uma Assembleia Geral e propor o retorno à anterior situação.
O xadrez português não se pode dar ao luxo de descartar 8 ou 9 equipas da nossa principal Divisão.
(não foi erro. A 2ª Divisão é a nossa 1ª Divisão NACIONAL)
Sobre o exemplo de abrir outra empresa com outro nome, acho que o exemplo não é muito feliz!
Nenhuma das equipas excluídas FORA do TABULEIRO pretende abrir o que quer que seja. Pretendem apenas que os deixem jogar xadrez por equipas em competição.
Sem batotas, mas sem imposições ridículas!
Agora, se for necessário criar um torneio onde ninguém seja excluído por não ter formação de jovens, acreditem que pode vir a surgir algo.
Alguns dos nossos jogadores são pessoas respeitadas pela comunidade.
São jogadores que se bateram com os melhores jogadores nacionais.
Se perguntarem ao Fernando Silva, ao Galego, ao Dâmaso, ao João Leonardo, ao António Fernandes, ao Júlio Santos, ao Kevin Spraguett, ao Luís Santos, ao Sérgio Rocha ou a outros mestres que jogam há muitos anos quem é o Carlos Nascimento, o Vitor Ferreira ou o Pedro Vinagre decerto lhe saberão dizer quem são pois durante 9 anos foram seus adversários na 1ª Divisão.
Outros, ninguém lhes conhecerá os rostos...

e alguns apenas serão conhecidos pelo mal que fizeram ao xadrez português. Mas, não é irreparável!
Basta que a FPX funcione mesmo como um Federação. Porque não delegar a organização dos Nacionais por equipas e individual numa organização privada com a consequente transferência de verbas, com regulamentos próprios e uma estrutura profissional ou semi-profissional ?
Porque não organizar uma competição estilo Poker, que colha a atenção dos "media"?
São ideias como estas que é preciso aportar ao xadrez e não imposições ridículas que só têm afastado os praticantes e amantes de xadrez.



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NÃO FEDERADOS EM 2010 – NAUFRÁGIO DA FPX

Wednesday, November 4th, 2009
Naufrágio - Viriatovitch Chess


Com a devida autorização, retirei do Lusoxadrez um dos comentários publicados no forum.
Depois, da transcrição, escreverei algumas linhas para mostrar a alguns a minha revolta em relação ao actual estado das coisas e assim já não precisam de me mandarem mails a perguntar se estou chateado...

"3 de Novembro de 2009 21:26
Anónimo Não federado em 2010 disse...

Eu acho que o xadrez deve queimar os neurónios do bom senso, especialmente quem pouco joga, e faz do xadrez actividade política.
Não vejo outra explicação!
Acho que este regulamento deve ser único em todo o Mundo.
Eureka!
Somos inovadores em algo, ainda que seja uma inovação de MERDA como é unânimemente reconhecido por todos aqueles que pensam pela própria cabeça.
Imaginemos este regulamento transposto para o futebol, o andebol, o rugby, ou qualquer modalidade que se queira imaginar.
Para mais, uma modalidade INDIVIDUAL, que tem como extensão a competição por equipas.
O xadrez não é excepção, é o retrato do País!
Possivelmente pretendem mesmo que as pessoas válidas se afastem para poderem passear a sua incompetência à vontade, sem oposição, sem críticas, formatando a legislação de acordo com os seus interesses pessoais/particulares."


Editorial Opinião:

As palavras que aqui transcrevi são 100% válidas para o que realmente se passa em Portugal.
E indicam que quem escreve já está a tomar a decisão.
E vão ser muitos !
Em muitos clubes, malta da velha guarda, vai certamente arrumar as botas
Será que isto importa a quem neste momento quer pode e manda ?
A minha vontade é publicar uma lista das centenas de xadrezistas que não se irão filiar pela FPX na próxima época.
Os nomes um a um !
Ver a lista crescer.
E ainda assim...
o unico pensamento poderá ser:
"...menos oposição para chatear.
Inscrevemos mais uns miudos e os números nas estatisticas ainda crescem se for preciso..."
Sim ! Pior cego é mesmo o que não quer ver.
Aliás...
Viu-se na última 1ª Divisão...a grande cagada !!
E insistem em achar que foi bom...
É gira a imagem transmitida no estrangeiro pelos GM's.
"As duas primeiras equipas não tinham um jogador português..."
" Fui jogar a Portugal, estava uma equipa que tinha uns GM's e um puto de 6 anos no ultimo tabuleiro :)"
Pois !
Mas antes, diziam que tinha uns gajos de 1800 ou 1900 nos ultimos tabuleiros...
Isto até pode ser giro...Principalmente, nos torneios lá para os lados das "Terras de Nitrato do Chile";
entre o torneio 9999999991 e o torneio 9999999992 quem vai notar se este ou outro miúdo sabe a regra de comer "en passant" ?

Mais !
Foram gastos 25.200 Euros em deslocações e estadas para esta "1ª Divisão" ?
Neste, como em outros casos, bate certo o valor dado no orçamento da FPX com os valores reais oferecidos pelos hotéis em que se realizaram as provas ?
Pergunto...
E os 40 mil Euros em Nacionais de Jovens ?
Não eram muitissinmo melhor aplicados num Open Internacional de Verão que projectasse o xadrez português além-fronteiras ?

Têm estado todos tão caladinhos...
Claro !
As eleiçoes já foram !
Agora que se lixe!
Ainda não perceberam que estão a acabar com o xadrez em Portugal...
Uns blogues feitos à pressa, umas coisitas escritas e depois todo o malabarismo que se viu.
Umas dúzias fretados para votar e pronto ! Já estamos TODOS representados na Assembleia Geral da FPX.
Viram como é fácil ?
Sim, num Portugal retrogado e terceiro mundista é fácil.
Só que não deve nem pode ser assim !
Há que colocar os dedos nas feridas, se houver dedos que cheguem para tantas chagas...

Exemplo - Formação:
- É preciso tempo e dinheiro.
E a FPX nem entra com um chavo !
Continuo, a ter como ideia, apostar em alguns miudos para daqui a uns anos termos uma bandeira positiva do xadrez português.
É preciso um projecto e uma intenção séria de formar jovens xadrezistas e não permitir que acabem com eles quando começam a dar nas vistas.
Mas, isso não pode ser feito impondo aos clubes a formação !
É como no futebol; uns investem na formação, outros não.
A formação não deve ser obrigação dos clubes mas sim da propria federação.
Esse é o ponto que ninguem vê !
A Federação Portuguesa de Xadrez tem como finalidade a prática e o desenvolvimento desportivo do xadrez.
Que cumpram !

E a formação ? Onde começa ?
A formação deve começar onde estão os miúdos !
Nas escolas.

Com o que gastam com alguns em pseudo-treinos, voces sabem, os tais cursos da farinha amparo e os treinos que envergonham, paguem aos do costume e a outros para que andem pelo país a formar professores.
Por sua vez, estes que ensinem o xadrez aos alunos.

As aulas no ICC e a inscrição paga pela propria FPX é algo que deve ser pensado.
E a partir dai haver reuniões sazonais em directo para ajudar ao desenvolvimento dos miudos.
Quase toda a gente faz isto na Europa.
Porque há-de Portugal ser diferente ?
É que não estou a inventar nada !
Estou a dar receitas já aplicadas com sucesso por outros.
Esse é o caminho !

É preciso trabalhar no xadrez escolar e depois enquadrar nos clubes.
No dia em que tivermos miudos com 16 ou 17 anos GM`s acabam-se as polémicas.
A procura continuada da excelência afastará por si mesmo o que temos tido até agora.
A exigência será elevada e acaba-se de vez o amadorismo e a luta cega do poder pelo poder.
Os incidentes que têm ocorrido no xadrez em Portugal e o constante adiar de projectos e soluções para o futuro devem acabar de uma vez por todas.
Mais do que nunca, os que tanto procuraram o poder serão pelos seus actos elogiados ou o seu contrário.

Assino:

António Viriato Ferreira




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