Conselhos para os novos jogadores :

Antes de fazer qualquer coisa, visita a secção de Ajuda.


Archive for the ‘Portugal’ Category

43rd Tch-POR 2001: Rui Damaso vs Antonio Frois

Thursday, August 11th, 2011
http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRn7jy6beteL_ssWVPmQQdu2EJ97nQSadvCXNYfSTkHJQoaDTzI vs. http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTDtWhBoc3qn_t898j4AtBT1aJ5v5ToQWL9iz58hhPtq6WkrDQZ
[Event "43rd Tch-POR"]
[Site "Barreiro POR"]
[Date "2001.06.17"]
[EventDate "2001.06.14"]
[Round "4"]
[Result "1-0"]
[White "Rui Damaso"]
[Black "Antonio Frois"]
[ECO "B23"]
[WhiteElo "2424"]
[BlackElo "2362"]
[PlyCount "169"]

1. e4 c5 2. Nc3 Nc6 3. f4 g6 4. Nf3 Bg7 5. Bb5 d6 6. Bxc6+
bxc6 7. O-O Nh6 8. d3 O-O 9. Bd2 Rb8 10. b3 f5 11. e5 Nf7
12. exd6 exd6 13. Re1 Bd7 14. Qe2 Re8 15. Qf2 Qf6 16. Na4
Rxe1+ 17. Rxe1 Re8 18. Rxe8+ Bxe8 19. Bc3 Qe7 20. Bxg7 Kxg7
21. h3 Kg8 22. Kh2 Nd8 23. c3 Bf7 24. Ng5 h6 25. Nf3 Bd5
26. Nd2 Kh7 27. a3 Bf7 28. b4 cxb4 29. axb4 Ne6 30. Nb2 Ng7
31. d4 Ne8 32. c4 Nf6 33. Nd3 Kg7 34. Qf3 Qe8 35. c5 Bd5
36. Qf2 Be4 37. Ne1 Qe6 38. Ndf3 dxc5 39. dxc5 Qc4 40. Ne5 Qe6
41. N1f3 Bxf3 42. Qxf3 Nd5 43. Qb3 Nxf4 44. Qxe6 Nxe6 45. Nxc6
a6 46. Nb8 a5 47. bxa5 Nxc5 48. a6 Ne6 49. a7 Nc7 50. Kg3 g5
51. Kf3 Kf7 52. Ke3 Ke6 53. Na6 Na8 54. Kd4 Kd6 55. Nb4 h5
56. Nd5 h4 57. Ne3 Ke6 58. Kc5 f4 59. Ng4 Kd7 60. Ne5+ Kc7
61. Nf3 Kb7 62. Nxg5 Kxa7 63. Nf3 Kb7 64. Kd5 Kc7 65. Ke5 Kd7
66. Nxh4 Ke7 67. Ng6+ Kf7 68. Nxf4 Nb6 69. g4 Nc4+ 70. Kd4 Nd2
71. Ke3 Nc4+ 72. Kd3 Nd6 73. g5 Nf5 74. Ke4 Nh4 75. Ke3 Ke7
76. Kf2 Kf7 77. Kg3 Nf5+ 78. Kg4 Ne3+ 79. Kh5 Kg7 80. h4 Nf5
81. Kg4 Ne3+ 82. Kf3 Nf5 83. h5 Nd6 84. Ne6+ Kf7 85. Nd4 1-0


POR-CHN 1996: Wang Zili vs Rui Damaso

Sunday, August 7th, 2011
http://www.crossed-flag-pins.com/Friendship-Pins/Portugal/Flag-Pins-Portugal-China.jpg

Desta feita, uma miniatura muito engraçada com a Variante Portuguesa da Defesa Escandinava ! O adversário tinha muito mais ELO... mas não se notou. ;)

[Event "POR-CHN"]
[Site "Macau"]
[Date "1996.??.??"]
[EventDate "1996.??.??"]
[Round "7"]
[Result "0-1"]
[White "Wang Zili"]
[Black "Rui Damaso"]
[ECO "B01"]
[WhiteElo "2540"]
[BlackElo "2415"]
[PlyCount "26"]

1. e4 d5 2. exd5 Nf6 3. d4 Bg4 4. f3 Bf5 5. c4 e6 6. dxe6 Nc6
7. Be3 Bb4+ 8. Nc3 Qe7 9. d5 O-O-O 10. Qa4 Nxd5 11. cxd5 Qh4+
12. Kd1 Rxd5+ 13. Nxd5 Qe1# 0-1









Nota: descobri um site que faz e vende pins como este. Achei engraçado e para quem precisar, aqui fica o link.

				

Moody’s…

Sunday, July 10th, 2011
http://2.bp.blogspot.com/-JJd_fCwBIIM/ThXo1yC_GlI/AAAAAAAACCg/bgD4uGf1hYs/s1600/Screen+shot+2011-07-07+at+6.10.24+PM.jpg

You bastards !!!

Thursday, July 7th, 2011
Sobre a Descida do rating de Portugal para “Lixo”...

Pedro Santos Guerreiro

http://www.jornaldenegocios.pt/images/images/PSG_Pedro_Guerreiro_Editorial.gif

Choque. Escândalo. Lixo. Resignação? Não. Mas sim, lixo, somos lixo. Os mercados são um pagode, e nós as escamas dos seus despojos.

Isto não é uma reacção emotiva. Nem um dichote à humilhação. São os factos. Os argumentos. A Moody's não tem razão. A Moody's não tem o direito. A Moody's está-se nas tintas. A Moody's pôs-nos a render. E a Europa rendeu-se.

As causas da descida do "rating" de Portugal não fazem sentido. Factualmente. Houve um erro de cálculo gigantesco de Sócrates e Passos Coelho quando atiraram o Governo ao chão sem cuidar de uma solução à irlandesa. Aqui escrevi nesse dia que esta era "a crise política mais estúpida de sempre". Foi. Levámos uma caterva de cortes de "rating" que nos puseram à beira do lixo. Mas depois tudo mudou. Mudou o Governo, veio uma maioria estável, um empréstimo de 78 mil milhões, um plano da troika, um Governo comprometido, um primeiro-ministro obcecado em cumprir. Custe o que custar. Doa o que doer. Nem uma semana nos deram: somos lixo.

As causas do corte do "rating" não fazem sentido: a dificuldade de reduzir o défice, a necessidade de mais dinheiro e a dificuldade de regressar aos mercados em 2013 estão a ser atacadas pelo Governo. Pelo País. Este corte de "rating" não diagnostica, precipita essas condenações. Portugal até está fora dos mercados, merecia tempo para descolar da Grécia. Seis meses, um ano.

Só que não é uma questão de tempo, é uma questão de lucro, é uma guerra de poder. Esta decisão tem consequências graves e imediatas. Não apenas porque o Estado fica mais longe de regressar aos mercados. Mas porque muitos investidores venderão muitos activos portugueses. Porque é preciso reforçar colaterais das nossas dívidas. Porque hoje todos os nossos activos se desvalorizam. As nossas empresas, bancos, tudo hoje vale menos que ontem. Numa altura de privatizações. De testes de "stress". Já dei para o peditório da ingenuidade: não há coincidências. Hoje milhares de investidores que andaram a "shortar" acções e dívidas portuguesas estão ricos. Comprar as EDP e REN será mais barato. Não estamos em saldos, estamos a ser saldados. Salteados.

Portugal foi um indómito louco, atirou-se para um precipício, agarrou-se à corda que lhe atiraram. Está a trepar com todas as forças, lúcido e humilde como só alguém que se arruína fica lúcido e humilde. Veio a Moody's, cuspiu para o chão e disse: subir a corda é difícil - e portanto cortou a corda.

Tudo isto não é por causa de Portugal, é por causa da guerra entre os EUA e a Europa, é por causa dos lucros dos accionistas privados e nunca escrutinados das "rating". Há duas semanas, um monumental artigo da jornalista Cristina Ferreira no "Público" descreveu a corrosão. Outra jornalista, Myret Zaki, escreveu o notável livro "La fin du Dollar" que documenta o "sistema" de que se alimentam estas agências e da guerra dólar/euro que subjaz.

Ontem, Angela Merkel criticou o poderio das agências e prometeu-lhes guerra. Não foi preciso 24 horas para a resposta: o aviso da Standard & Poors de que a renovação das dívidas à Grécia será considerado "default" selectivo; a descida de "rating" da Moody's para Portugal.

Estamos a assistir a um embuste vitorioso e a União Europeia não é uma potência, é uma impotência. Quatro anos depois da crise que estas agências validaram, a Europa foi incapaz de produzir uma recomendação, uma ameaça, uma validação aos conflitos de interesse, uma agência de "rating" europeia. Que fez a China? Criou uma agência. Que diz essa agência? Que a dívida portuguesa é A-. Que a dívida americana já não é AAA. Os chineses têm poder e coragem, a Europa deixou-se pendurar na Loja dos Trezentos... dos americanos.

Anda a "troika" preocupada com a falta de concorrência em Portugal... E a concorrência ente as agências de "rating"? Há dois dias, Stuart Holland, que assinou o texto apoiado por Mário Soares e Jorge Sampaio por um "New Deal" europeu, disse a este jornal: é preciso ter os governos a governar em vez das agências de 'rating' a mandar.

Não queremos pena, queremos justiça. A Europa fica-se, não nos fiquemos nós. O Banco Central Europeu tem de se rebelar contra esta ditadura. Em Outubro, o relatório do Financial Stability Board, que era liderado por Mário Draghi, aconselhava os bancos e os bancos centrais a construírem modelos próprios para avaliarem a eligilibidade dos instrumentos financeiros por estes aceites e pôr termo ao automatismos das avaliações das agências de rating. Draghi vai ser o próximo presidente do BCE. Não precisa de acabar com as agências de "rating", precisa de levantar-se destas gatas.

Este corte de "rating" é grave. É uma decisão gratuita que nos sai muito cara. Portugal é o lixo da Europa. As agências de "rating" são os cangalheiros, ricos e eufóricos, de um sistema ridiculamente inexpugnável. As agências garantem que nada têm contra Portugal. Como dizia alguém, "isto não é pessoal, apenas negócios". Esse alguém era um padrinho da máfia.
.

Estádio de Leiria vai a leilão por € 63.000.000,00

Friday, June 17th, 2011

Entidade: Câmara Municipal de Leiria
Custo de Referência: 3.9 milhões de contos
Comparticipação do Estado: 975 mil contos
Capacidade: 30.000
Arquitecto: Tomás Taveira

Informa o sítio agência financeira, que

A Câmara Municipal de Leiria aprovou esta quinta-feira, por maioria, a proposta para levar o estádio municipal, um dos palcos do Euro 2004, a hasta pública. O valor base de licitação é de 63 milhões de euros.

De acordo com a Lusa, a deliberação, que necessita de autorização da Assembleia Municipal, foi tomada na reunião do executivo municipal, cujo acesso foi vedado aos jornalistas.

No final da reunião, o presidente da câmara, Raul Castro, afirmou estar convicto de que, «em termos de gestão», a autarquia, está «a fazer o melhor para os interesses dos munícipes de Leiria», considerando que o estádio «não pode continuar como está».

«Se a autarquia tivesse recursos, já teria resolvido o problema do topo norte [área inacabada do estádio]», explicou o autarca, independente eleito pelo PS, justificando a alienação com os encargos que o estádio acarreta e com a situação financeira do município.

Entretanto, segundo o sítio relvado,

União de Leiria vai deixar de jogar no Estádio da sua cidade e muda-se para Torres Novas. Um anúncio feito pelo presidente João Bartolomeu alegando que o clube não pode suportar os custos doEstádio Municipal de Leiria.

Os dirigentes do Leiria alegam que a SAD não consegue «suportar os 250 mil euros» anuais exigidos pela empresa municipal Leirisport pela manutenção do Estádio Dr. Magalhães Pessoa. Deste modo a equipa muda-se de malas e bagagens para Torres Novas, onde a autarquia lhe disponibiliza gratuitamente o Estádio local.

«Não queremos que nos paguem nada, mas também não queremos pagar para jogar no estádio de Leiria», frisa João Bartolomeu, revelando que o clube vai mudar «toda a estrutura» para Torres Novas, onde se realizarão todos os jogos do emblema. «É com bastante mágoa que o fazemos», diz ainda o dirigente.

A propósito do Estádio de Leiria podem ler-se as referências a este projecto imobiliário desportivo constantes da Acta 02/06, da reunião extraordinária da Câmara Municipal de Leiria em 19/1/2006.

Segundo o Expresso (em 2006)

Em Leiria, durante três anos, um “contrato leonino” fez com que a empresa municipal pagasse à União de Leiria, em vez de receber. O acordo foi revisto, mas as contas da Leirisport (responsável por outras estruturas, é certo) falam por si.

Quatro milhões de euros de prejuízos no ano passado (resultante da manutenção das estruturas, amortizações e custos financeiros); cerca de três milhões neste ano.

Em notícia do jornal Região de Leiria (em Outubro/2010),

O economista José da Silva Lopes classificou ontem o Estádio de Leiria como “monumento à estupidez nacional em matéria de investimento”, numa conferência promovida pelo Tribunal de Contas no âmbito do Dia Mundial da Poupança.

Silva Lopes considera a ineficiência dos investimentos públicos como “escandalosa” e sugeriu que antes da decisão política devem ser feitos estudos técnicos por entidades independentes.

“A ineficiência dos investimentos públicos é escandalosa”, disse o economista na conferência que teve lugar em Lisboa, acrescentando, com ironia, que os alunos universitários deveriam fazer monografias sobre a eficácia do investimento público em Portugal.

E apontou casos como Sines, os pavilhões municipais e os estádios de futebol, com destaque para o “monumento à estupidez nacional em matéria de investimento” que é o estádio de Leiria.

O economista defendeu que devia haver uma avaliação técnica de investimentos públicos, antes de aparecer a decisão política, “mas técnica independente”.

Para Silva Lopes, “os estudos técnicos são feitos por uns consultores que não sabemos bem que hipóteses é que lá puseram. Pode-se fazer estudos técnicos para justificar qualquer investimento até o estádio de Leiria”.

Sobre este “elefante branco” pode ler-se no blogue Má Despesa Pública:

(…) O sobredimensionamento dos estádios perante o uso futuro fica à cabeça, pela taxa de utilização de 20 a 30% dos lugares construídos.

Caso mais crítico é situação dos estádios municipais, que dependem das autarquias para a sua manutenção. As empresas municipais criadas para a gestão dos estádios acumulam prejuízos anuais (…) Em Leiria os 4 milhões anuais de despesa resumem o evento: 30.000 lugares num estádio com uma ocupação anual de 1000 espectadores (2006).

 

Enquanto houver alguém que pague não há-de haver problemas em construir estádios de futebol, sejam relvados ou sintéticos.

Pode não haver dinheiro para outras modalidades mas para o futebol nunca há-de faltar.

Pão e circo não pode faltar em Portugal.

Estádio de Leiria vai a leilão por € 63.000.000,00

Friday, June 17th, 2011

Entidade: Câmara Municipal de Leiria
Custo de Referência: 3.9 milhões de contos
Comparticipação do Estado: 975 mil contos
Capacidade: 30.000
Arquitecto: Tomás Taveira

Informa o sítio agência financeira, que

A Câmara Municipal de Leiria aprovou esta quinta-feira, por maioria, a proposta para levar o estádio municipal, um dos palcos do Euro 2004, a hasta pública. O valor base de licitação é de 63 milhões de euros.

De acordo com a Lusa, a deliberação, que necessita de autorização da Assembleia Municipal, foi tomada na reunião do executivo municipal, cujo acesso foi vedado aos jornalistas.

No final da reunião, o presidente da câmara, Raul Castro, afirmou estar convicto de que, «em termos de gestão», a autarquia, está «a fazer o melhor para os interesses dos munícipes de Leiria», considerando que o estádio «não pode continuar como está».

«Se a autarquia tivesse recursos, já teria resolvido o problema do topo norte [área inacabada do estádio]», explicou o autarca, independente eleito pelo PS, justificando a alienação com os encargos que o estádio acarreta e com a situação financeira do município.

Entretanto, segundo o sítio relvado,

União de Leiria vai deixar de jogar no Estádio da sua cidade e muda-se para Torres Novas. Um anúncio feito pelo presidente João Bartolomeu alegando que o clube não pode suportar os custos doEstádio Municipal de Leiria.

Os dirigentes do Leiria alegam que a SAD não consegue «suportar os 250 mil euros» anuais exigidos pela empresa municipal Leirisport pela manutenção do Estádio Dr. Magalhães Pessoa. Deste modo a equipa muda-se de malas e bagagens para Torres Novas, onde a autarquia lhe disponibiliza gratuitamente o Estádio local.

«Não queremos que nos paguem nada, mas também não queremos pagar para jogar no estádio de Leiria», frisa João Bartolomeu, revelando que o clube vai mudar «toda a estrutura» para Torres Novas, onde se realizarão todos os jogos do emblema. «É com bastante mágoa que o fazemos», diz ainda o dirigente.

A propósito do Estádio de Leiria podem ler-se as referências a este projecto imobiliário desportivo constantes da Acta 02/06, da reunião extraordinária da Câmara Municipal de Leiria em 19/1/2006.

Segundo o Expresso (em 2006)

Em Leiria, durante três anos, um “contrato leonino” fez com que a empresa municipal pagasse à União de Leiria, em vez de receber. O acordo foi revisto, mas as contas da Leirisport (responsável por outras estruturas, é certo) falam por si.

Quatro milhões de euros de prejuízos no ano passado (resultante da manutenção das estruturas, amortizações e custos financeiros); cerca de três milhões neste ano.

Em notícia do jornal Região de Leiria (em Outubro/2010),

O economista José da Silva Lopes classificou ontem o Estádio de Leiria como “monumento à estupidez nacional em matéria de investimento”, numa conferência promovida pelo Tribunal de Contas no âmbito do Dia Mundial da Poupança.

Silva Lopes considera a ineficiência dos investimentos públicos como “escandalosa” e sugeriu que antes da decisão política devem ser feitos estudos técnicos por entidades independentes.

“A ineficiência dos investimentos públicos é escandalosa”, disse o economista na conferência que teve lugar em Lisboa, acrescentando, com ironia, que os alunos universitários deveriam fazer monografias sobre a eficácia do investimento público em Portugal.

E apontou casos como Sines, os pavilhões municipais e os estádios de futebol, com destaque para o “monumento à estupidez nacional em matéria de investimento” que é o estádio de Leiria.

O economista defendeu que devia haver uma avaliação técnica de investimentos públicos, antes de aparecer a decisão política, “mas técnica independente”.

Para Silva Lopes, “os estudos técnicos são feitos por uns consultores que não sabemos bem que hipóteses é que lá puseram. Pode-se fazer estudos técnicos para justificar qualquer investimento até o estádio de Leiria”.

Sobre este “elefante branco” pode ler-se no blogue Má Despesa Pública:

(…) O sobredimensionamento dos estádios perante o uso futuro fica à cabeça, pela taxa de utilização de 20 a 30% dos lugares construídos.

Caso mais crítico é situação dos estádios municipais, que dependem das autarquias para a sua manutenção. As empresas municipais criadas para a gestão dos estádios acumulam prejuízos anuais (…) Em Leiria os 4 milhões anuais de despesa resumem o evento: 30.000 lugares num estádio com uma ocupação anual de 1000 espectadores (2006).

 

Enquanto houver alguém que pague não há-de haver problemas em construir estádios de futebol, sejam relvados ou sintéticos.

Pode não haver dinheiro para outras modalidades mas para o futebol nunca há-de faltar.

Pão e circo não pode faltar em Portugal.

IDP publicou ‘Estatísticas do Desporto 1996-2009′

Wednesday, June 15th, 2011

De acordo com a Lusa, reproduzido pela imprensa, foi publicado pelo Instituto do Desporto de Portugal um  estudo sobre as Estatísticas do Desporto 1996-2009.

O estudo «Estatísticas do Desporto 1996-2009», publicado pelo Instituto do Desporto de Portugal (IDP), mostra que o desporto português tinha em 2009 mais de 500 mil atletas masculinos e femininos federados, tendo o número total de atletas federados duplicado de 265.588 para 512.558.

Segundo o estudo, o futebol continua a ter larga “responsabilidade”, com 144.106 praticantes, o que corresponde a quase um terço (28,11) do total e tem quase quatro vezes mais  praticantes do que a segunda modalidade, o basquetebol.

Em 2009 havia 40.250 atletas a “afundar” em Portugal, seguido de 40.090 no voleibol, naquela que é a modalidade que mais praticantes ganhou desde 1996.

Em 14 anos, passou de sexto para o terceiro desporto com mais atletas federados (de 6.199 para 40.090 atletas federados), o que significa uma acréscimo de mais de 600 por cento.

O voleibol passou também a ser o desporto mais representado pelo sexo feminino, à frente do basquetebol e do futebol.

O xadrez tinha menos de um por mil de jogadores federados (devidamente filiados na Federação Portuguesa de Xadrez).

Embora o estudo “Estatísticas do Desporto 1996-2009”, publicado pelo IDP, refira o investimento público em 14 anos, que era de 546 milhões de euros, apenas avalia 13 anos em termos de medalhas.

De acordo com o estudo do IDP, 58 por cento do valor total investido foi colocado no programa de Desenvolvimento da Prática Desportiva, enquanto 28,4 por cento foi aplicado no Alto Rendimento e nas selecções nacionais.

Nos últimos três ciclos olímpicos, a preparação para os Jogos de Pequim, em 2010, foi a que teve um maior apoio do Estado, com uma média de 43,719 milhões de euros por ano.

Curiosamente, o ciclo olímpico de Atenas 2004 foi aquele em que houve menos investimento, com uma média de 35,854 milhões de euros por ano, mas foi o que teve melhores resultados nos Jogos, com três medalhas.

No programa de financiamento para Pequim2008, a grande fatia dos cerca de 14,75 milhões de euros atribuídos ao Comité Olímpico de Portugal foi para as actividades de preparação e participação competitiva, com 71 por cento (cerca de 9,3 milhões).

Para as bolsas dos atletas foram dedicados quase dois milhões de euros, enquanto para as bolsas dos treinadores atingiram cerca de 1,2 milhões.

Apesar destes valores, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, lembrou que «falta em Portugal um plano integrado de desenvolvimento desportivo», que «permitiria juntar os vários projectos desportivos».

«Este estudo demonstra que Portugal continua a fazer navegação à vista. Se for preciso algo, as verbas são canalizadas para isso, mas não há uma visão global do desporto em Portugal», admitiu.

Analisando apenas os 13 anos, de 1997 a 2009, pode-se avaliar o “preço” de cada medalha nas principais provas internacionais em cerca de 975.000 euros.

Quanto a medalhas olímpicas, o atletismo conquistou 81 medalhas em provas olímpicas. Ao nível das federações individuais, além da FPA, só a Federação Portuguesa de Judo (FPJ) conseguiu somar medalhas nos 13 anos referidos no estudo, ganhando 49 em 13 anos. O triatlo, com 24 – todas desde 2003 – a Vela e o Ténis de Mesa, com 22 cada, e a natação, com 20, são as restantes modalidades acima das duas dezenas de medalhas.

Neste período, a federação com mais medalhas é a de Desporto para Deficientes, com 277, embora este organismo englobe várias modalidades, divididas, por seu turno, em diversas categorias. Também a canoagem tem revelado uma melhoria dos seus resultados, com 17 medalhas conquistadas desde 2002.

Para o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, «já há uma grande panóplia de vencedores em várias modalidades, o que não acontecia há 20 anos».

 

Quanto a números, as estatísticas do xadrez em Portugal não são fiáveis nem transparentes. Todos nós sabemos isso. Fica para outra oportunidade falar sobre este assunto.

Não sei se estas Estatísticas incluem as Olimpíadas de Xadrez, mas tal é irrelevante porque Portugal nunca conseguiu qualquer medalha nessas competições neste período.

 

As medalhas olímpicas do xadrez

A única medalha olímpica de Portugal na modalidade de xadrez foi conquistada pelo GM António Fernandes nas Olimpíadas de Manila (Filipinas), no ano  de 1992.

2nd Board
no. name code pts gms %
1. GM Sunyé Neto, Jaime BRA 8 10 80.0
2. Fancy, Stuart PNG 8 10 80.0
3. IM Fernandes, António POR 7 9 77.8

Fonte: OlimpBase.org

 

O então MI António Fernandes jogou no 2º tabuleiro e obteve a medalha de bonze (3º melhor 2º tabuleiro), com 7 pts (+5 =4 -0) em 9 partidas (77,8%).

Nessas Olimpíadas, a selecção nacional de Portugal - constituída pelo MI António Antunes, MI António Fernandes, MI Rui Dâmaso, MF Luis Galego e, como suplentes, MI António Fróis e MF José P. Santos - ficou em 43º, com 29½ em 56 possíveis.

É preciso não esquecer que o estudo só abordava as “medalhas olímpicas”.

Mas seria igualmente interessante conhecer qual foi o investimento governamental nas selecções nacionais absoluta e feminina e quantas bolsas olímpicas foram concedidas aos “atletas olímpicos”… do xadrez!

IDP publicou ‘Estatísticas do Desporto 1996-2009′

Wednesday, June 15th, 2011

De acordo com a Lusa, reproduzido pela imprensa, foi publicado pelo Instituto do Desporto de Portugal um  estudo sobre as Estatísticas do Desporto 1996-2009.

O estudo «Estatísticas do Desporto 1996-2009», publicado pelo Instituto do Desporto de Portugal (IDP), mostra que o desporto português tinha em 2009 mais de 500 mil atletas masculinos e femininos federados, tendo o número total de atletas federados duplicado de 265.588 para 512.558.

Segundo o estudo, o futebol continua a ter larga “responsabilidade”, com 144.106 praticantes, o que corresponde a quase um terço (28,11) do total e tem quase quatro vezes mais  praticantes do que a segunda modalidade, o basquetebol.

Em 2009 havia 40.250 atletas a “afundar” em Portugal, seguido de 40.090 no voleibol, naquela que é a modalidade que mais praticantes ganhou desde 1996.

Em 14 anos, passou de sexto para o terceiro desporto com mais atletas federados (de 6.199 para 40.090 atletas federados), o que significa uma acréscimo de mais de 600 por cento.

O voleibol passou também a ser o desporto mais representado pelo sexo feminino, à frente do basquetebol e do futebol.

O xadrez tinha menos de um por mil de jogadores federados (devidamente filiados na Federação Portuguesa de Xadrez).

Embora o estudo “Estatísticas do Desporto 1996-2009”, publicado pelo IDP, refira o investimento público em 14 anos, que era de 546 milhões de euros, apenas avalia 13 anos em termos de medalhas.

De acordo com o estudo do IDP, 58 por cento do valor total investido foi colocado no programa de Desenvolvimento da Prática Desportiva, enquanto 28,4 por cento foi aplicado no Alto Rendimento e nas selecções nacionais.

Nos últimos três ciclos olímpicos, a preparação para os Jogos de Pequim, em 2010, foi a que teve um maior apoio do Estado, com uma média de 43,719 milhões de euros por ano.

Curiosamente, o ciclo olímpico de Atenas 2004 foi aquele em que houve menos investimento, com uma média de 35,854 milhões de euros por ano, mas foi o que teve melhores resultados nos Jogos, com três medalhas.

No programa de financiamento para Pequim2008, a grande fatia dos cerca de 14,75 milhões de euros atribuídos ao Comité Olímpico de Portugal foi para as actividades de preparação e participação competitiva, com 71 por cento (cerca de 9,3 milhões).

Para as bolsas dos atletas foram dedicados quase dois milhões de euros, enquanto para as bolsas dos treinadores atingiram cerca de 1,2 milhões.

Apesar destes valores, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, lembrou que «falta em Portugal um plano integrado de desenvolvimento desportivo», que «permitiria juntar os vários projectos desportivos».

«Este estudo demonstra que Portugal continua a fazer navegação à vista. Se for preciso algo, as verbas são canalizadas para isso, mas não há uma visão global do desporto em Portugal», admitiu.

Analisando apenas os 13 anos, de 1997 a 2009, pode-se avaliar o “preço” de cada medalha nas principais provas internacionais em cerca de 975.000 euros.

Quanto a medalhas olímpicas, o atletismo conquistou 81 medalhas em provas olímpicas. Ao nível das federações individuais, além da FPA, só a Federação Portuguesa de Judo (FPJ) conseguiu somar medalhas nos 13 anos referidos no estudo, ganhando 49 em 13 anos. O triatlo, com 24 – todas desde 2003 – a Vela e o Ténis de Mesa, com 22 cada, e a natação, com 20, são as restantes modalidades acima das duas dezenas de medalhas.

Neste período, a federação com mais medalhas é a de Desporto para Deficientes, com 277, embora este organismo englobe várias modalidades, divididas, por seu turno, em diversas categorias. Também a canoagem tem revelado uma melhoria dos seus resultados, com 17 medalhas conquistadas desde 2002.

Para o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, «já há uma grande panóplia de vencedores em várias modalidades, o que não acontecia há 20 anos».

 

Quanto a números, as estatísticas do xadrez em Portugal não são fiáveis nem transparentes. Todos nós sabemos isso. Fica para outra oportunidade falar sobre este assunto.

Não sei se estas Estatísticas incluem as Olimpíadas de Xadrez, mas tal é irrelevante porque Portugal nunca conseguiu qualquer medalha nessas competições neste período.

 

As medalhas olímpicas do xadrez

A única medalha olímpica de Portugal na modalidade de xadrez foi conquistada pelo GM António Fernandes nas Olimpíadas de Manila (Filipinas), no ano  de 1992.

2nd Board
no. name code pts gms %
1. GM Sunyé Neto, Jaime BRA 8 10 80.0
2. Fancy, Stuart PNG 8 10 80.0
3. IM Fernandes, António POR 7 9 77.8

Fonte: OlimpBase.org

 

O então MI António Fernandes jogou no 2º tabuleiro e obteve a medalha de bonze (3º melhor 2º tabuleiro), com 7 pts (+5 =4 -0) em 9 partidas (77,8%).

Nessas Olimpíadas, a selecção nacional de Portugal - constituída pelo MI António Antunes, MI António Fernandes, MI Rui Dâmaso, MF Luis Galego e, como suplentes, MI António Fróis e MF José P. Santos - ficou em 43º, com 29½ em 56 possíveis.

É preciso não esquecer que o estudo só abordava as “medalhas olímpicas”.

Mas seria igualmente interessante conhecer qual foi o investimento governamental nas selecções nacionais absoluta e feminina e quantas bolsas olímpicas foram concedidas aos “atletas olímpicos”… do xadrez!

Ala de Rei esteve de férias forçadas por causa da fibra óptica da PT

Friday, May 27th, 2011

 

Já há muitos anos que tenho para mim que pior do que não ter, é não ter depois de já ter tido. Nada mais verdadeiro. Assim se passa com a internet.

Depois de ter pedido à administração do prédio, a PT esteve a fazer a instalação da fibra óptica. Não tinham passadas 12 horas e já 3 dos 10 condóminos se queixavam da falta da televisão, do telefone e da internet.

Reclamei, de imediato e no sábado apareceu um técnico de uma empresa concessionária. Viu o que se passava, constatou que durante a montagem da fibra óptica tinham cortado um cabo do telefone e da internet mas foi-se embora sem resolver o problema. Quase uma semana depois, a PT veio, finalmente, reparar a situação.

Mais de uma semana depois e nem uma resposta à reclamação nem um pedido formal de desculpas da Sapo ou da PT.

É assim em Portugal… estamos em campanha eleitoral e anda uma troika por aí à solta!

Ala de Rei esteve, assim, de férias forçadas.

Em resposta à anunciada intenção da Finlândia…

Sunday, May 8th, 2011

Em resposta à anunciada intenção da Finlândia não alinhar no empréstimo da União Europeia a Portugal, eis um vídeo capaz de levantar o moral de qualquer português. E onde não faltam umas quantas alfinetadas aos nossos amigos finlandeses...


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