O sociólogo Mário Bacelar Begonha, apresenta-nos mais uma das suas excelentes crónicas com que brinda os seus leitores no jornal Diário de Notícias. A estrutura desportiva de um país, deve começar enquadrada na política educativa nacional e ter o apoio das estruturas políticas e desportivas locais que possam suportar determinada modalidade desportiva. Só assim será sustentável uma verdadeira estrutura desportiva.

A Estrutura desportiva de um País
Um país deve conter uma nação e para poder exercer a sua soberania precisa de território, da população e de uma Governo, são os chamados «fins de conservação» de um Estado.
É evidente que uma nação é um conjunto de indivíduos com um passado e presente comuns e com vontade e determinação para terem um futuro também comum.
Somos apologistas de que a circunstância Estado deve estar ao serviço da circunstância cidadão e não ao contrário como, aliás, ensinou e explicou o prof. Adriano Moreira, por isso a organização do território deve obedecer e estar subordinada aos interesses dos cidadãos, sem esquecer as suas necessidades e, nesse sentido, à Administração Regional e Local cabe-lhes a tarefa concorrer com o seu trabalho e estudo, para uma distribuição justa e equitativa dos recursos nacionais que desta forma racionalizam e rentabilizam a riqueza nacional, ajudando a distribuir aquilo a que Tinbergan chamou de “Felicidade Nacional Bruta”.
Portugal precisa absolutamente de uma geopolítica desportiva ou seja, cada região do país tem as suas características e as suas especificidades em função do terreno, do clima, do rendimento de que a região pode dispor, que condicionam os chamados recursos humanos e materiais e ainda das características tradicionais e culturais (de cada região) que ficam naturalmente mais receptivas à prática de certas modalidades desportivas que outras.
É evidente que é utópico fazer esqui de neve no Algarve.
As assimetrias que se verificam no território
nacional, no seu todo, contribuem para o enriquecimento cultural do País, mas se não forem corrigidas no plano material contribuem certamente para a sua desgraça, através da pobreza, a desertificação humana, que, pelo abandono das novas gerações, condena certas regiões a serem apagadas do mapa do País.
O planeamento da actividade física escolar, a quem alguns ainda chamam de educação física, deve ser elaborado por cada região, levando em linha de conta as grandes orientações (gerais) do Plano Educativo Nacional, mas com grande autonomia, por parte das regiões, que dessa forma garantem, aos da terra, a sua colocação laboral, já que esses agentes têm uma preparação específica adaptada, e necessária, à região, tornando os forasteiros dos concursos nacionais, elementos intrusos incapazes de se aculturarem à religião, em autêntico inadaptados.
É evidente que tudo isto implica um Plano Estratégico para a Educação Nacional e é isso que se espera de quem tem a inteligência de ter escolhido a democracia e a coragem para abraçar o socialismo (a social-democracia).
Então comecem a trabalhar nesse sentido, e acreditem que terão um grande apoio por parte do poder local…
… E não tenham medo de perder o poder, fazendo o que está certo, porque desta forma ganham o País.
Artigo lido na edição impressa do Diário de Notícias.
(Sublinhados da responsabilidade de Ala de Rei).

nacional, no seu todo, contribuem para o enriquecimento cultural do País, mas se não forem corrigidas no plano material contribuem certamente para a sua desgraça, através da pobreza, a desertificação humana, que, pelo abandono das novas gerações, condena certas regiões a serem apagadas do mapa do País.
motivo de orgulho e de honra, mas são certamente “estados de alma” que só são possíveis para quem foi imbuído da cultura da Nação, desde tenra idade e que por isso está disposto a fazer sacrifícios, se para tanto for necessário, como defender o País contra qualquer invasor, para além de qualquer serviço cívico, inclusive, o desempenho de cargos políticos, por isso mesmo mal remunerados.
de futebol) não lhe pode ser atribuída na totalidade, já que há pessoas mais responsáveis, portadores de cultura superior e com estatuto, que de facto facilitaram, embora com um objectivo nobre, colocar a selecção a ganhar.