De acordo com a Lusa, reproduzido pela imprensa, foi publicado pelo Instituto do Desporto de Portugal um estudo sobre as Estatísticas do Desporto 1996-2009.
O estudo «Estatísticas do Desporto 1996-2009», publicado pelo Instituto do Desporto de Portugal (IDP), mostra que o desporto português tinha em 2009 mais de 500 mil atletas masculinos e femininos federados, tendo o número total de atletas federados duplicado de 265.588 para 512.558.
Segundo o estudo, o futebol continua a ter larga “responsabilidade”, com 144.106 praticantes, o que corresponde a quase um terço (28,11) do total e tem quase quatro vezes mais praticantes do que a segunda modalidade, o basquetebol.
Em 2009 havia 40.250 atletas a “afundar” em Portugal, seguido de 40.090 no voleibol, naquela que é a modalidade que mais praticantes ganhou desde 1996.
Em 14 anos, passou de sexto para o terceiro desporto com mais atletas federados (de 6.199 para 40.090 atletas federados), o que significa uma acréscimo de mais de 600 por cento.
O voleibol passou também a ser o desporto mais representado pelo sexo feminino, à frente do basquetebol e do futebol.
O xadrez tinha menos de um por mil de jogadores federados (devidamente filiados na Federação Portuguesa de Xadrez).
Embora o estudo “Estatísticas do Desporto 1996-2009”, publicado pelo IDP, refira o investimento público em 14 anos, que era de 546 milhões de euros, apenas avalia 13 anos em termos de medalhas.
De acordo com o estudo do IDP, 58 por cento do valor total investido foi colocado no programa de Desenvolvimento da Prática Desportiva, enquanto 28,4 por cento foi aplicado no Alto Rendimento e nas selecções nacionais.
Nos últimos três ciclos olímpicos, a preparação para os Jogos de Pequim, em 2010, foi a que teve um maior apoio do Estado, com uma média de 43,719 milhões de euros por ano.
Curiosamente, o ciclo olímpico de Atenas 2004 foi aquele em que houve menos investimento, com uma média de 35,854 milhões de euros por ano, mas foi o que teve melhores resultados nos Jogos, com três medalhas.
No programa de financiamento para Pequim2008, a grande fatia dos cerca de 14,75 milhões de euros atribuídos ao Comité Olímpico de Portugal foi para as actividades de preparação e participação competitiva, com 71 por cento (cerca de 9,3 milhões).
Para as bolsas dos atletas foram dedicados quase dois milhões de euros, enquanto para as bolsas dos treinadores atingiram cerca de 1,2 milhões.
Apesar destes valores, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, lembrou que «falta em Portugal um plano integrado de desenvolvimento desportivo», que «permitiria juntar os vários projectos desportivos».
«Este estudo demonstra que Portugal continua a fazer navegação à vista. Se for preciso algo, as verbas são canalizadas para isso, mas não há uma visão global do desporto em Portugal», admitiu.
Analisando apenas os 13 anos, de 1997 a 2009, pode-se avaliar o “preço” de cada medalha nas principais provas internacionais em cerca de 975.000 euros.
Quanto a medalhas olímpicas, o atletismo conquistou 81 medalhas em provas olímpicas. Ao nível das federações individuais, além da FPA, só a Federação Portuguesa de Judo (FPJ) conseguiu somar medalhas nos 13 anos referidos no estudo, ganhando 49 em 13 anos. O triatlo, com 24 – todas desde 2003 – a Vela e o Ténis de Mesa, com 22 cada, e a natação, com 20, são as restantes modalidades acima das duas dezenas de medalhas.
Neste período, a federação com mais medalhas é a de Desporto para Deficientes, com 277, embora este organismo englobe várias modalidades, divididas, por seu turno, em diversas categorias. Também a canoagem tem revelado uma melhoria dos seus resultados, com 17 medalhas conquistadas desde 2002.
Para o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, «já há uma grande panóplia de vencedores em várias modalidades, o que não acontecia há 20 anos».
Quanto a números, as estatísticas do xadrez em Portugal não são fiáveis nem transparentes. Todos nós sabemos isso. Fica para outra oportunidade falar sobre este assunto.
Não sei se estas Estatísticas incluem as Olimpíadas de Xadrez, mas tal é irrelevante porque Portugal nunca conseguiu qualquer medalha nessas competições neste período.
As medalhas olímpicas do xadrez
A única medalha olímpica de Portugal na modalidade de xadrez foi conquistada pelo GM António Fernandes nas Olimpíadas de Manila (Filipinas), no ano de 1992.
| no. | name | code | pts | gms | % |
| 1. | GM Sunyé Neto, Jaime | BRA | 8 | 10 | 80.0 |
| 2. | Fancy, Stuart | PNG | 8 | 10 | 80.0 |
| 3. | IM Fernandes, António | POR | 7 | 9 | 77.8 |
Fonte: OlimpBase.org
O então MI António Fernandes jogou no 2º tabuleiro e obteve a medalha de
bonze (3º melhor 2º tabuleiro), com 7 pts (+5 =4 -0) em 9 partidas (77,8%).
Nessas Olimpíadas, a selecção nacional de Portugal - constituída pelo MI António Antunes, MI António Fernandes, MI Rui Dâmaso, MF Luis Galego e, como suplentes, MI António Fróis e MF José P. Santos - ficou em 43º, com 29½ em 56 possíveis.
É preciso não esquecer que o estudo só abordava as “medalhas olímpicas”.
Mas seria igualmente interessante conhecer qual foi o investimento governamental nas selecções nacionais absoluta e feminina e quantas bolsas olímpicas foram concedidas aos “atletas olímpicos”… do xadrez!



























