Artigo de Daniela Matthes no Jornal de Santa Catarina
Atleta goiano leva o estilo germânico para as modalidades individuais das Olimpíadas Universitárias
BLUMENAU – Quem passou pelas Olimpíadas Universitárias (Jubs) 2010 ontem sétimo dia de competições percebeu a mudança no perfil dos atletas. Os enxadristas são esportistas ecléticos. Se nas modalidades coletivas o uniforme é peça obrigatória, os que vivem entre torres e peões mal sabem o que é isso. No salão do Viena Park Hotel, onde ocorrem as partidas até domingo, além da variedade de tipos físicos que antes eram basicamente altos e fortes passou por lá todo tipo de jogador. Desde roqueiro que jogou de chinelos e cabelo bagunçado, até quem encarou o espírito turista e colocou o chapéu de fritz.
Heitor Carvalho Luz, 20 anos, nunca viu alguém com o traje completo de fritz e nunca esteve na Oktoberfest. Mas, mesmo um mês depois da festa, resolveu comprar um adereço e usar nas partidas. Quis levar um pouco mais de estilo às rodadas. De longe, na sala cheia – porém silenciosa – eram as fitas vermelha, amarela e preta do chapéu de Heitor que chamavam a atenção. Ele veio de longe para comprar o apetrecho germânico. Foram 21 horas saindo de Goiânia dentro de um ônibus até chegar a Blumenau. Ele desembarcou na quarta-feira na cidade. É a competição mais longe de casa que já participou.
A paixão pelo xadrez que Heitor mantém nasceu logo quando foi apresentado ao rei e à rainha por um professor de Educação Física. Aos 13, começou a competir e não parou mais. Já participou de campeonatos estaduais e teve colocações de destaque. Mais tarde, iniciou nas competições nacionais. Aos 18 teve que tomar uma decisão difícil: se tornar enxadrista profissional ou fazer vestibular para outra área. Optou em cursar Engenharia Elétrica. Ele justifica que no xadrez são raros os patrocinadores e é preciso dedicação em tempo integral. Hoje cursa o 5º período na Universidade Federal de Goiás, que agora representa no Jubs.
Na primeira partida de Heitor na competição, disputada ontem contra Argemiro Braga Guará Neto, da Universidade Federal do Maranhão, perdeu. De hoje até domingo serão mais seis partidas na tentativa de obter uma boa colocação. Mesmo não tendo o tempo que gostaria para se dedicar ao xadrez, ele garante: - Nunca vou largar. Eu adoro demais os tabuleiros – conta.
Além de Heitor, outros 80 atletas disputam as rodadas, sempre às 9h e às 15h, até domingo. Os campeões serão conhecidos no último dia das competições.
Artigo de Daniela Matthes no Jornal de Santa Catarina
Atleta goiano leva o estilo germânico para as modalidades individuais das Olimpíadas Universitárias
BLUMENAU – Quem passou pelas Olimpíadas Universitárias (Jubs) 2010 ontem sétimo dia de competições percebeu a mudança no perfil dos atletas. Os enxadristas são esportistas ecléticos. Se nas modalidades coletivas o uniforme é peça obrigatória, os que vivem entre torres e peões mal sabem o que é isso. No salão do Viena Park Hotel, onde ocorrem as partidas até domingo, além da variedade de tipos físicos que antes eram basicamente altos e fortes passou por lá todo tipo de jogador. Desde roqueiro que jogou de chinelos e cabelo bagunçado, até quem encarou o espírito turista e colocou o chapéu de fritz.
Heitor Carvalho Luz, 20 anos, nunca viu alguém com o traje completo de fritz e nunca esteve na Oktoberfest. Mas, mesmo um mês depois da festa, resolveu comprar um adereço e usar nas partidas. Quis levar um pouco mais de estilo às rodadas. De longe, na sala cheia – porém silenciosa – eram as fitas vermelha, amarela e preta do chapéu de Heitor que chamavam a atenção. Ele veio de longe para comprar o apetrecho germânico. Foram 21 horas saindo de Goiânia dentro de um ônibus até chegar a Blumenau. Ele desembarcou na quarta-feira na cidade. É a competição mais longe de casa que já participou.
A paixão pelo xadrez que Heitor mantém nasceu logo quando foi apresentado ao rei e à rainha por um professor de Educação Física. Aos 13, começou a competir e não parou mais. Já participou de campeonatos estaduais e teve colocações de destaque. Mais tarde, iniciou nas competições nacionais. Aos 18 teve que tomar uma decisão difícil: se tornar enxadrista profissional ou fazer vestibular para outra área. Optou em cursar Engenharia Elétrica. Ele justifica que no xadrez são raros os patrocinadores e é preciso dedicação em tempo integral. Hoje cursa o 5º período na Universidade Federal de Goiás, que agora representa no Jubs.
Na primeira partida de Heitor na competição, disputada ontem contra Argemiro Braga Guará Neto, da Universidade Federal do Maranhão, perdeu. De hoje até domingo serão mais seis partidas na tentativa de obter uma boa colocação. Mesmo não tendo o tempo que gostaria para se dedicar ao xadrez, ele garante: - Nunca vou largar. Eu adoro demais os tabuleiros – conta.
Além de Heitor, outros 80 atletas disputam as rodadas, sempre às 9h e às 15h, até domingo. Os campeões serão conhecidos no último dia das competições.